Ninguém escapa do seu próprio aprendizado.

Você “cruza” com alguém na vida e não dá muito certo. Isso não deve ser motivo para conflito. Ninguém tem mérito ou culpa por ser diferente de alguém. Queiramos ou não nós somos dinâmicos, a vida é dinâmica. Deixa pra lá, a vida dá muitas voltas e, nesse ínterim, você aprende muita coisa e a pessoa também. Isso é o importante. Proximidade não significa relacionamento e distância também não significa “não-relacionamento”.
Lá na frente talvez vocês se reencontrem e poderá ser um encontro feliz se mudaram para um jeito afinizado um com o outro. Se não, isso também não é problema. De um jeito ou de outro nós estamos sempre aprendendo e crescendo.
Ninguém escapa do seu prório aprendizado. Seja como for, seja com quem for.
Não importa quando, um dia, no eterno, todos perceberemos que somos um, porque já não haverá diferenças que nos distanciem.
Veremos que passamos o tempo todo aprendendo as mesmas coisas, apenas de jeitos diferentes.
Aí o reencontro não será um conflito, mas um abraço carinhoso e uma fusão amorosa.

A saúde é manter o…
Foco no afeto!

Afinidade, distância e afeto.

A bem da saúde, não são as diferenças que devem determinar o teor das relações que temos com os outros, mas sim os pontos em comum. Focar nas diferenças nos faz pensar em oposições de forma pesada, desagradável, em choques e conflitos. Isso é doença para os sentimentos e consequentemente para as relações. Quando focamos nos pontos em comum, os sentimentos promovem harmonia, entendimento e alegria e é exatamente isso que vai produzir a tão rara e saudável oposição amistosa. A boa energia, causada pela comunhão dos pontos em comum, fortalece o laço amistoso, até mesmo nas oposições.

Aprimorando mais um pouco notamos que é o grau de afinidade que deve, saudavelmente, determinar a quantidade de convívio. Não necessariamente distância é ofensa ou proximidade é carinho. Isso é mito de escravidão social. São os sentimentos que mantemos e expressamos que revelam a saúde da relação. Dependendo do pouco grau de afinidade, muitas vezes o melhor sentimento que podemos ter por alguém é a saudade. E isso é muito saudável. A pergunta deve ser: “Qual a distância na qual se consegue ter a melhor qualidade de sentimentos por um determinado alguém?”. O grau de afinidade responde. Não forçar a “barra” nem para mais e nem para menos é saúde relacional garantida. Na distância saudável, todo mundo é muito saudável para todo mundo. Perceber essa distância/proximidade é o treinamento relacional básico.

É uma questão de mantermos sempre o…

…Foco no afeto!

Sejamos nós!

Quase todas as vezes em que o homem tenta fazer uma instituição religiosa e/ou espiritualista acaba criando mais uma jaula moral cujas grades são os dogmas que funcionam como um novo superego repressor do comportamento de seus participantes e fiéis que, em nada, os religa a si próprios. Na maioria das vezes isso é feito com intenção de manipulação e controle, mas mesmo nas vezes em que é feito com a melhor das intenções, os preceitos, mesmo que intuídos, são elaborados a partir de uma visão altamente subjetiva que seus criadores insistem em pregá-las como verdade objetiva, universal. Não é a toa que as religiões acabam virando motivo de confronto e não de união. As religiões têm desligado os homens de si próprios.

A boa notícia é que existe uma prática milenar, hoje reconhecida pela ciência e recomendada até por médicos, que não é propriedade de nenhuma cultura ou laboratório, não tem contra-indicação, não é dizimista nem dizimacionista (que não pretende dizimar), não é dogmática, não é política, não precisa ser coletiva, é de graça, não é religião, mas é o que nos religa. Requer apenas treino. É a meditação.

O que é isso?

Silêncio físico (não fazer nada), emocional (não querer nada) e mental (não pensar nada). Absolutamente simples e saudável. Clique e experimente. Repita, treine, quanto mais você pratica, mais fundo chega em você mesmo, mais fundo você chega em Deus que, segundo os próprios grandes mestres, é você, somos nós. Então, sejamos nós!

Foco No Afeto!

Afeto & Cia.

Quem pensa que afetividade não cabe em empresa, ainda não percebeu que ela SEMPRE esteve nas diversas relações profissionais como um dos fatores determinantes para o sucesso profissional. O afeto não está restrito à família e ao relacionamento amoroso.
O afeto sempre aparece nas relações profissionais e, por precaução, é jogado para segundo plano, ocultado. Mas é ele, ou a ausência dele, que move as relações, em primeiro plano, no nível emocional. Por mais que se tente disfarçar ou negar. Uma boa leitura corporal e da dança dos movimentos faciais comprovam isto.
O foco das relações profissionais são os negócios, que fluem melhor quando há, além da competência e do bom caráter, a generosidade relacional. É o fator que inspira confiança. Todo mundo está lá para “caçar”, ganhar o pão de cada dia ou o caviar para o resto da vida, porém aqueles que focam apenas nisso, não vão muito longe, são como saqueadores. Cedo ou tarde vem a conta da doença financeira e/ou física. Os que vão longe, e com isso quero dizer; os que crescem em prosperidade e em saúde física, mental e emocional, são os que, com o exercício do bom caráter, estabelecem e mantém relações sólidas, generosas e confiáveis COM TODAS AS PESSOAS: clientes, fornecedores, subalternos, chefes, amigos, familiares, amores, etc.

Historicamente a origem do afeto é o colaboracionismo, que evoluiu para o cooperativismo, que evoluiu para a generosidade, que evoluiu para o afeto, que evoluiu para o amor, que evoluiu para o amor romântico.
Pelo fato de ainda estarmos em guerra (competitividade predatória) o amor ainda não é possível dentro das relações profissionais e não me refiro aqui ao amor romântico. Nas relações profissionais, o afeto JÁ acontece espontaneamente. Só falta ser assumido e estimulado, como mais um upgrade relacional, que resulta em melhor qualidade do ambiente profissional, posto que este fator, comprovadamente  aumenta a saúde do profissional e da empresa.

Foco No Afeto!

Manipulação, a fuga do acontecer

O indivíduo controlador e manipulador nunca conhecerá aqueles sobre quem tem poder, porque obriga estes e agirem à sua conveniência, imagem e semelhança, forçando-os ainda, por constrangimento, a anularem quem verdadeiramente são.

Também nunca se dará bem com aqueles sobre quem NÃO tem poder, porque o controlador e manipulador não aceita ninguém que não seja ele mesmo, no outro.

Lá no fundo ele sabe disso e se odeia por não ser hábil e seguro o bastante para aceitar o outro como é e por não ter a coragem de admitir que existam outras formas de pensar e agir viáveis, além da sua própria.

O indivíduo controlador e manipulador obriga as pessoas a se tornarem seres não pensantes, não criativos e não independentes, pelo menos na sua presença.

Algumas pessoas se submetem a isso porque ou não perceberam ou não tem coragem de expressarem a sí próprias. O fato é que o indivíduo controlador e manipulador o é por ser dominado pelo medo, pela covardia e fraqueza diante das próprias limitações, agindo de forma primitivamente bélica causando asfixia existencial em seus comandados.

Filhos de manipuladores tem muita dificuldade para chegar a autopercepção. Quando tudo da certo, se libertam depois de terapias e de declararem e exercerem independência. Árduo processo!

Quem escolhe e aceita parceiros arrogantes, controladores e dominadores o faz também por insegurança sobre si próprio e, nesse caso, por comodidade, pois neste ato, “contrata” alguém para pensar e fazer as coisas por si  e para si. Troca a própria  individualidade e identidade pelo equivocado conforto.

Ambos, controlador e controlado, firmam um frustrado contrato de fuga do acontecer, da própria vida. Vivem uma relação devastadoramente repleta de privações, ódios, raivas, predações em que, cujos detritos, são de difícil remoção.

Para chegarem à saúde, têm pela frente, um longo caminho de autoconhecimento a percorrerem, que necessariamente passará pelo perdão a si próprio e ao outro.

Com foco no afeto!

Biologia e Encantamento

Durante muitos anos, especificamente à partir da década de 60, quando da revolução sexual, pensadores, críticos, psicólogos, jornalistas, apresentadores, formadores de opinião, com toda razão, vêm cobrando do homem, uma postura mais atenciosa em relação à mulher, principalmente quanto ao sexo. Felizmente isso se tornou um fenômeno social porque, como se sabe, anteriormente a mulher era vista e tida, também na cama, como mero objeto de uso, não importando se ela sentia prazer ou dor.

Desde então, nos últimos 50 anos, o homem vem se reeducando e, como não poderia deixar de ser, a sua forma genuína de ser e de expressar a sexualidade ficou um tanto esquecida. O homem, ex-vilão sexual, inibiu-se e passou a priorizar o exercício da reparação de sua antiga tirania. Inibido, fragilizado e sem coragem de declarar suas necessidades, tornou-se um mistério para si mesmo e, principalmente, para as mulheres. Muito se tem conjeturando à respeito dos comportamentos sexuais, feminino e masculino, com base em idéias inferidas a partir de observações sócio-culturais, mas ninguém foi tão fundo e preciso quanto o cientista Wilhelm Reich, médico e psiquiatra, estudioso e pesquisador da sexualidade e descobridor (no ocidente) da energia “orgônio” (energia vital) que ele mesmo, em laboratório comprovou cientificamente e, por razões políticas, a comunidade científica fingiu que não viu. Ele detectou a existência e a atuação dessa energia em todos as manifestações biológicas, inclusive humana. Dentre as funções biológicas vitais humanas, deu especial atenção à sexualidade, onde notou a presença mais intensa do orgônio. Um livro, resultado dessa descoberta, é “A Função Do Orgasmo” (1942) onde fala, também, das diferenças biológicas, quanto ao exercício da sexualidade, em homens e mulheres.

O impulso da procriação, que é, biologicamente, nosso único sentido de vida, manifesta-se de diferentes formas no homem e na mulher. À mulher cabe a escolha do melhor macho segundo a sua percepção instintiva, com acasala. É um processo seletivo da natureza dela. Ela é responsável pela qualidade da prole. O homem está biologicamente pronto para inseminar toda e qualquer mulher. Funciona assim. A preferência por este ou aquele homem, esta ou aquela mulher são DITADAS pela natureza. O vínculo afetivo que pode surgir daí é uma outra questão, vai depender de outros fatores tais como, preparo dos egos para vivê-lo, capacidade de expressão e vivência dos sentimentos, etc. Para a biologia são detalhes à parte. Haja vista o conteúdo dos trabalhos do Dr. Bento e do Dr. Eucimar Coutinho, médicos e cientistas.

A expressão do desejo sexual masculino é diferente da expressão do desejo sexual feminino. Certa vez criei uma frase para resumir este fato: “Tudo que uma mulher é capaz de fazer por um filho, um homem é capaz de fazer por sexo. E graças a isso estamos todos aqui”.

Ele a insemina, ela fica vulnerável, ele a protege dos predadores, vai buscar alimento, ela cuida da prole, ele continua provendo e alimentando, nasce a prole, ela continua um tanto menos vulnerável, ele os defende dos predadores, trás alimento. Um ano depois do nascimento da prole ela já está com nova prole e começa tudo de novo.

Para cumprir o projeto da preservação da espécie eles precisam ser diferentes!!!

O “surto” hormonal que “gruda” o casal é SEMPRE recíproco, a natureza determina que seja assim. É o que comumente chamamos de paixão inicial. A palavra tem origem latina, passione, que quer dizer agonia intensa e prolongada. Compromete a lucidez, o bom senso, o “senso de noção” e muito mais. Biologicamente tem que ser assim, senão o casal não gruda. Esse “grude” dura aproximadamente uns dois ou três anos. É o “patrocínio hormonal” que a natureza oferece para que o casal procrie. E muita gente fica achando que é sentimento.

Se houver um cataclismo e sobrarem 10 homens e uma mulher, a espécie tem poucas chances, ou quase nenhuma, de seguir em frente. Mas se sobrarem 10 mulheres e um homem, a espécie vai em frente.

Homem e mulher são seres sexuais, porém com formas diferentes de viverem a sexualidade. Um não é pior ou melhor do que o outro e é absolutamente necessário que sejam como são. SÃO COMPLEMENTARES!!!

(Acréscimo do sentimento à ação mecânica biológica).

Só serão conflitantes se um dos dois, ou os dois, não exercerem a EMPATIA de forma generosa. A empatia é uma qualidade de seres que desenvolvem ou já tem uma percepção avançada do outro. São capazes de “sentirem” o que o outro está sentindo. No formato generoso, um percebe o que o outro precisa e dá ao outro o que ele(a) precisa. Esta é uma forma mais harmônica de vivenciar esse processo biológico chamado: ato de procriação. A natureza agradece, porque assim o stress é menor e a saúde (percebida pelo bom “clima” entre os dois) é maior. O casal ganha e a prole também.

Alguns eufemismos culturais foram criados para designar isto: carinho, afeto, amor, etc. Mas tudo isso é para favorecer a biologia. Sentimento também faz parte da biologia!!! É produzido quimicamente por ela. É o resultado do grau de saúde da relação que afeta o grau de saúde individual. Quando há alto grau de afinidade “química”, o sentimento será de grande harmonia, fato este que fará com que a relação seja prolífera em muitos aspectos.

O  “mágico” e encantador fenômeno nisso tudo é que, quando um casal pratica sexo de forma empática, não prevalece a ótica dele e nem a dela, uma terceira ótica se revela. É como se fosse um terceiro ser.

“Não sou mais eu, nem tu, somos nós”.

Para chegar nisso o homem precisa conhecer a mulher intimamente e a mulher precisa conhecer o homem intimamente. Não através de livros, mas em relações baseadas na maior entrega, na maior confiança e com…

Foco no afeto!

Expansão ou explosão.

Mesmo sabendo que todo mundo está vivendo o que atraiu para a sua própria vida, quando você descobre que prejudicou alguém, através de uma ação direta ou indireta, consciente ou não, e a sua intenção é a de reparar o que fez, você revela vivenciar um alto grau de amor. Significa que você transcendeu toda e qualquer crença egoísta ou bélica.
O conceito de karma diz que qualquer ato realizado voltará para o indivíduo.
Mas o estado de alma em que alguém se encontra, demonstra que, quando o estado é saudável o ato é construtivo e quando está doente, o ato é destrutivo.
O ato é a expressão do estado em que a pessoa se encontra. O efeito, na pessoa, já existe antes mesmo da causa. Não há retorno, há expansão ou explosão.
Quando uma bomba explode, o maior prejudicado é a própria bomba.
Quando alguém exerce o amor, expande-o e o maior beneficiado é a própria pessoa.
Não dá pra exercer o amor sem estar no estado de amor.
Se você está em estado de amor, naturalmente  exercerá amor e isso inclui ajudar a reparar danos que alguém tenha sofrido, principalmente se foram causados por você.

Por amor, não por culpa.

Como a culpa não faz parte do estado de amor, obviamente, no estado de amor em que se encontra, você já terá se perdoado. O seu foco estará apenas no afeto generoso.
O ato de ajudar é parte da fluência amorosa. Se não for amorosa não é ajuda, é algum tipo de mercantilização mascarada de caridade.

Nessa necessária evolução, vai chegar um dia em que você permanecerá em estado de amor e, num estado de consciência tal que saberá ajudar indistintamente à todos, dando a cada um exatamente o que cada um precisa, sem para isto precisar pensar… será pelo sentir.

Esse processo todo começa com

Foco no afeto!