Se for segunda-feira é dia de ficar mau humorado porque a semana está começando e, junto com ela, aquela encheção de saco de sempre.

Se for terça é dia de fingir que não se está de mau humor procurando um escape qualquer, uma “birita” talvez, mas não pode exagerar porque amanhã tem mais.

Se for quarta feira, tudo igual, mas tem futebol, “birita” mundial.

Se for quinta feira, o saco já está cheio mas tem o alívio pela idéia de que amanhã é sexta.

Se for sexta-feira, é dia de muita canseira, insuportável, inigualável, mas é o fim da semana, acabou. À noite é só encher a cara de qualquer coisa pra esquecer.

Se for sábado é dia de ser feliz, sair, passear, fazer compras, ir ao cinema, namorar, encher a cara de novo, etc.

Se for domingo é dia de ficar em família, de curar a ressaca dos escapes e de ficar deprimido porque amanhã… começa tudo outra vez.

Se você não sente TUDO ISSO, talvez se sinta excluído e/ou culpado.

Se for dia das mães ou dos pais e você não esteve com nenhum dos dois, supondo que estejam vivos, talvez você ouça aquela voz que diz que você padecerá nas profundezas do inferno por toda a eternidade.

Se for dia das crianças e você não esteve com filhos ou netos, talvez você ouça aquela voz que diz que você é um desalmado.

Se for dia dos namorados é dia de ter namorado(a) e cumprir toda a agenda pre-estabelecida.  Se você não faz isso, talvez ouça aquela mesma voz dizendo: niguém te ama, você é um traste, um(a) excluído(a).

Se for natal ou ano novo é dia de se rasgar em dez para atender todas as expectativas tipo visitar familiares, amigos, mandar cartões, comprar presentes, produzir jantares inesquecíveis, ficar com cara de feliz o tempo todo, etc.

Se você não sente TUDO ISSO, talvez se sinta excluído e/ou culpado.

O dia 1º de janeiro tem tudo para ser o dia da ressaca física, psíquica e existencial.

Um dia de retiro e silêncio para avaliação do porque nos deixamos levar por essa correnteza tsunâmica de agendas emocionais compulsórias.

“É hora de sentir isso, é hora de sentir aquilo”

Mas é estratégico que seja o dia da Paz Mundial. Isso evita surtos de violência e reatividade externas ante tanto comportamento compulsório. Só não evita as implosões de raiva, ódio e ira ante tamanha engolição de sapo, afogadas em porres homéricos nessas orgias santificadas, em nome do amor.

(Se você não sente isso, talvez se sinta excluído e/ou culpado)

Quem cria e mantém a agenda pensa assim: ‘ -Eenquanto você só implodir, “não tem importância”, tudo continua como está.’

Depois que as pessoas se curam da epidêmica “Normatite Aguda” elas não agem , não pensam e nem sentem POR PADRÃO. Elas sentem por si próprias. Fica tudo por amor a si e aos outros, com dignidade, não esquecendo que o amor… é de graça, senão não for, é favor.

Foco no afeto!