Quando uma pessoa se queixa assim:
-“Eu era feliz quando era “duro”, não tinha dinheiro e a vida era difícil. Agora que tenho dinheiro sinto uma infelicidade imensa”, está contando o seguinte:
Quando não tinha dinheiro, não sobrava tempo para pensar em si de forma existencial, tinha que correr pra pagar conta, era tanta preocupação imediata, tanta emergência, tanto incêndio pra (a) pagar que mal tinha tempo para o básico da vida exterior. Postergava as questões da vida interior alegando não ter tempo para isso.
Agora com dinheiro, está materialmente mais confortável… e é aí que a pessoa mais do que cai em si, despenca em si e a queda é dura se ela não se descobriu quem, de fato é. Ela agora sente que não é feliz, nunca foi, só não tinha tempo e espaço emocional para perceber isso. A busca desesperada pelo “material” a anestesiava da sensação de vazio existencial, que agora começa a “pegar”. Se quiser resolver essa questão, terá que fazer o que deveríamos sempre fazer primeiro: buscar a nossa identidade e a nossa vida interior. Poucos fazem isso, a maioria fica curtindo o vácuo existencial pelo resto da vida. A indústria do tabaco, a das bebidas alcoólicas, os traficantes de droga e os laboratórios agradecem de todo coração.
Sempre é tempo de marcar o encontro da nossa vida… com a gente mesmo.
Foco NO afeto!