O indivíduo controlador e manipulador nunca conhecerá aqueles sobre quem tem poder, porque obriga estes e agirem à sua conveniência, imagem e semelhança, forçando-os ainda, por constrangimento, a anularem quem verdadeiramente são.

Também nunca se dará bem com aqueles sobre quem NÃO tem poder, porque o controlador e manipulador não aceita ninguém que não seja ele mesmo, no outro.

Lá no fundo ele sabe disso e se odeia por não ser hábil e seguro o bastante para aceitar o outro como é e por não ter a coragem de admitir que existam outras formas de pensar e agir viáveis, além da sua própria.

O indivíduo controlador e manipulador obriga as pessoas a se tornarem seres não pensantes, não criativos e não independentes, pelo menos na sua presença.

Algumas pessoas se submetem a isso porque ou não perceberam ou não tem coragem de expressarem a sí próprias. O fato é que o indivíduo controlador e manipulador o é por ser dominado pelo medo, pela covardia e fraqueza diante das próprias limitações, agindo de forma primitivamente bélica causando asfixia existencial em seus comandados.

Filhos de manipuladores tem muita dificuldade para chegar a autopercepção. Quando tudo da certo, se libertam depois de terapias e de declararem e exercerem independência. Árduo processo!

Quem escolhe e aceita parceiros arrogantes, controladores e dominadores o faz também por insegurança sobre si próprio e, nesse caso, por comodidade, pois neste ato, “contrata” alguém para pensar e fazer as coisas por si  e para si. Troca a própria  individualidade e identidade pelo equivocado conforto.

Ambos, controlador e controlado, firmam um frustrado contrato de fuga do acontecer, da própria vida. Vivem uma relação devastadoramente repleta de privações, ódios, raivas, predações em que, cujos detritos, são de difícil remoção.

Para chegarem à saúde, têm pela frente, um longo caminho de autoconhecimento a percorrerem, que necessariamente passará pelo perdão a si próprio e ao outro.

Com foco no afeto!