Durante muitos anos, especificamente à partir da década de 60, quando da revolução sexual, pensadores, críticos, psicólogos, jornalistas, apresentadores, formadores de opinião, com toda razão, vêm cobrando do homem, uma postura mais atenciosa em relação à mulher, principalmente quanto ao sexo. Felizmente isso se tornou um fenômeno social porque, como se sabe, anteriormente a mulher era vista e tida, também na cama, como mero objeto de uso, não importando se ela sentia prazer ou dor.

Desde então, nos últimos 50 anos, o homem vem se reeducando e, como não poderia deixar de ser, a sua forma genuína de ser e de expressar a sexualidade ficou um tanto esquecida. O homem, ex-vilão sexual, inibiu-se e passou a priorizar o exercício da reparação de sua antiga tirania. Inibido, fragilizado e sem coragem de declarar suas necessidades, tornou-se um mistério para si mesmo e, principalmente, para as mulheres. Muito se tem conjeturando à respeito dos comportamentos sexuais, feminino e masculino, com base em idéias inferidas a partir de observações sócio-culturais, mas ninguém foi tão fundo e preciso quanto o cientista Wilhelm Reich, médico e psiquiatra, estudioso e pesquisador da sexualidade e descobridor (no ocidente) da energia “orgônio” (energia vital) que ele mesmo, em laboratório comprovou cientificamente e, por razões políticas, a comunidade científica fingiu que não viu. Ele detectou a existência e a atuação dessa energia em todos as manifestações biológicas, inclusive humana. Dentre as funções biológicas vitais humanas, deu especial atenção à sexualidade, onde notou a presença mais intensa do orgônio. Um livro, resultado dessa descoberta, é “A Função Do Orgasmo” (1942) onde fala, também, das diferenças biológicas, quanto ao exercício da sexualidade, em homens e mulheres.

O impulso da procriação, que é, biologicamente, nosso único sentido de vida, manifesta-se de diferentes formas no homem e na mulher. À mulher cabe a escolha do melhor macho segundo a sua percepção instintiva, com acasala. É um processo seletivo da natureza dela. Ela é responsável pela qualidade da prole. O homem está biologicamente pronto para inseminar toda e qualquer mulher. Funciona assim. A preferência por este ou aquele homem, esta ou aquela mulher são DITADAS pela natureza. O vínculo afetivo que pode surgir daí é uma outra questão, vai depender de outros fatores tais como, preparo dos egos para vivê-lo, capacidade de expressão e vivência dos sentimentos, etc. Para a biologia são detalhes à parte. Haja vista o conteúdo dos trabalhos do Dr. Bento e do Dr. Eucimar Coutinho, médicos e cientistas.

A expressão do desejo sexual masculino é diferente da expressão do desejo sexual feminino. Certa vez criei uma frase para resumir este fato: “Tudo que uma mulher é capaz de fazer por um filho, um homem é capaz de fazer por sexo. E graças a isso estamos todos aqui”.

Ele a insemina, ela fica vulnerável, ele a protege dos predadores, vai buscar alimento, ela cuida da prole, ele continua provendo e alimentando, nasce a prole, ela continua um tanto menos vulnerável, ele os defende dos predadores, trás alimento. Um ano depois do nascimento da prole ela já está com nova prole e começa tudo de novo.

Para cumprir o projeto da preservação da espécie eles precisam ser diferentes!!!

O “surto” hormonal que “gruda” o casal é SEMPRE recíproco, a natureza determina que seja assim. É o que comumente chamamos de paixão inicial. A palavra tem origem latina, passione, que quer dizer agonia intensa e prolongada. Compromete a lucidez, o bom senso, o “senso de noção” e muito mais. Biologicamente tem que ser assim, senão o casal não gruda. Esse “grude” dura aproximadamente uns dois ou três anos. É o “patrocínio hormonal” que a natureza oferece para que o casal procrie. E muita gente fica achando que é sentimento.

Se houver um cataclismo e sobrarem 10 homens e uma mulher, a espécie tem poucas chances, ou quase nenhuma, de seguir em frente. Mas se sobrarem 10 mulheres e um homem, a espécie vai em frente.

Homem e mulher são seres sexuais, porém com formas diferentes de viverem a sexualidade. Um não é pior ou melhor do que o outro e é absolutamente necessário que sejam como são. SÃO COMPLEMENTARES!!!

(Acréscimo do sentimento à ação mecânica biológica).

Só serão conflitantes se um dos dois, ou os dois, não exercerem a EMPATIA de forma generosa. A empatia é uma qualidade de seres que desenvolvem ou já tem uma percepção avançada do outro. São capazes de “sentirem” o que o outro está sentindo. No formato generoso, um percebe o que o outro precisa e dá ao outro o que ele(a) precisa. Esta é uma forma mais harmônica de vivenciar esse processo biológico chamado: ato de procriação. A natureza agradece, porque assim o stress é menor e a saúde (percebida pelo bom “clima” entre os dois) é maior. O casal ganha e a prole também.

Alguns eufemismos culturais foram criados para designar isto: carinho, afeto, amor, etc. Mas tudo isso é para favorecer a biologia. Sentimento também faz parte da biologia!!! É produzido quimicamente por ela. É o resultado do grau de saúde da relação que afeta o grau de saúde individual. Quando há alto grau de afinidade “química”, o sentimento será de grande harmonia, fato este que fará com que a relação seja prolífera em muitos aspectos.

O  “mágico” e encantador fenômeno nisso tudo é que, quando um casal pratica sexo de forma empática, não prevalece a ótica dele e nem a dela, uma terceira ótica se revela. É como se fosse um terceiro ser.

“Não sou mais eu, nem tu, somos nós”.

Para chegar nisso o homem precisa conhecer a mulher intimamente e a mulher precisa conhecer o homem intimamente. Não através de livros, mas em relações baseadas na maior entrega, na maior confiança e com…

Foco no afeto!