Não fosse a mulher capaz de encantamento, a existência seria, no mínimo, sem graça.
Sem a graça do humor e sem a graça do acesso ao divino.
Viveriamos o pesar de sentir falta de algo, sem nunca identificá-lo.
A ausência de encantamento na mulher é, um tanto, a nossa morte em vida.
Não existe violência maior à uma mulher do que um ato que retire seu acesso ao encantamento.
É o encantamento que dota a mulher do senso do que é mais saudável.
Da percepção do melhor parceiro.
Da esperança naquilo que, ao homem, é imperceptível mas que, para ela, revela-se fato.
É o encantamento que torna a mulher amante por inteira.
É o encantamento no brilho de seus olhos que nos dá à luz indefinidamente.
É o encantamento que leva a mulher trilhar, feliz, caminhos imponderáveis ao homem, e com quem generosamente divide a felicidade que colheu.
É o encantamento que faz com que a mulher enxergue paz verdadeira em relações em que o homem vê apenas tumulto ilusório.
O olhar encantado da mulher vê coisas inequívocamente lindas que o homem julga apenas como distorção cognitiva.
O olhar encantado de uma mulher é como uma lanterna polidirecional que, mesmo que procurasse a escuridão, obviamente jamais a encontraria.
Assim como a vida, o encantamento não é lógico, não é preciso, não é imediatamente prático, não é previsível, não é provável, não é descritível nem decifrável e só é visível a olhos muito sensíveis e receptivos.
É o encantamento da mulher que torna essa existência… encantadora.
Felizes os homens que se encantam ou que aprendem, com elas, a se encantarem.

Foco no afeto!