É bastante comum que, pessoas emocionalmente imaturas, policiem e patrulhem a agenda do ser amado(?) no sentido de, por coerção, obterem toda a disponibilidade dele para si. É um “tiro no próprio pé” de quem age assim. Sabendo ou não, quem faz isso está sufocando o parceiro e tirando da relação a grande magia do acontecer. É uma violência à natureza da relação amorosa que, assim, passa a ser relação de domínio, de poder. Lembrando que, quando o poder destrutivo entra por uma porta, o amor sai pela outra. Não coexistem. Não se vive inteiramente um grande amor sem antes se ter vivido a sua perda sem dor. Isso é para os emocionalmente maduros. Os emocionalmente maduros amam, os emocionalmente imaturos possuem. Esses mesmos imaturos, quando começam uma relação, desaparecem totalmente dos amigos enquanto dura a relação. Nesse caso não por terem mudado seus valores e daí a afinidade em relação aos amigos ter desaparecido, mas por paranóia e pânico de perda em relação ao novo par afetivo. Dedicam-se integralmente à monitoração dos movimentos da vítima até que um dia, obviamente, por sufoco, a relação acaba. Daí, voltam para os “amigos” e fazem de tudo para que os mesmos também se tornem solteiros apenas para lhes fazer companhia.
Estão ainda na infância emocional, período em que se é, unilateralmente dependente de atenção e de cuidados, cuja concepção de sí próprio mistura-se com as pessoas dos pais. O trabalho a ser feito é a busca da maturidade emocional para se chegar à digna e saudável dinâmica amorosa.

Foco NO afeto!