“Não existe amor não correspondido, é sempre uma das partes que está equivocada”. Amor é resultante de uma afinidade “química” para dizer o mínimo. Já a viabilidade e a qualidade da relação vão depender de fatores culturais e do preparo das personalidades envolvidas. Se a outra pessoa não quer, de duas uma:

1- A pessoa que não quer, PERCEBEU que não há a afinidade “química” e por isso não quer viver algo que não existe, o equivocado aí é quem quer. Pode estar projetando, por exemplo.

2- A pessoa que não quer, NÃO PERCEBEU (ou negou entregar-se a…) um amor que, de fato, existe. Entrou em fuga. O equivocado então seria a pessoa que se nega.

O que fazer nesse caso?

SUGESTÃO:
Sabe-se que enquanto um não quiser, não será possível.
Mas existe uma atitude que pode ajudar. É preciso ter quase o desprendimento de um Mestre Ascencionado para se fazer isso sem cair na insistência, inoportunidade, inconveniência e, por fim, estragar tudo com uma postura irritantemente obsessiva. Com muita sutileza, manter uma proximidade/distância saudável e viver o afeto POSSÍVEL entre os dois. Se for uma amizade, vivê-la, se for um coleguismo, vivê-lo. Desinteressadamente, focado no afeto, sem construir posse ou ansiedade por expectativa, e é aí que entra o tal desprendimento. Uma vez que consciência se dá por contágio, existe a possibilidade de, no convívio, “cair a ficha” para a pessoa que não está percebendo o amor. Aos poucos, a existência da “química” pode se revelar para ela.

Quanto tempo demora isso?

Impossível saber racionalmente. Intuitivamente, desde que em estado de desprendimento, é possível uma percepção aproximada. De qualquer forma, é um excelente treino para aprender a cultivar um amor existente mas ainda não percebido.

Muito, mas muito foco NO afeto!