Algumas pessoas precisam sentir raiva constantemente. Dependem emocionalmente de bodes espiatórios em quem possam despejar a ira incontida que nasceu quando foram submetidas a desqualificações sistemáticas por parte de entes a quem deviam obediência e/ou submissão. Ao longo da vida vão deixando, pelo caminho, os cacos da sua autoestima despedaçada, gerando antipatias, conhecendo a amargura do desprezo e tentando se convencer de que as todas as pessoas são injustas e ingratas. Tamanha insegurança gera ainda, como defesa, uma arrogância insuportável que as atiram na cova da solidão do tipo abandono. É o fundo do poço. É exatamente aí que, parte dessas pessoas, vai procurar ajuda e consegue uma vida afetivamente saudável. Para isso é preciso não focar o fundo do poço, olhar para cima, ver a luz e, humildemente, pedir ajuda para sair dalí.