Eles se encontraram na vida. Um amor infinito, mágico, perfeito, diziam. Primeiras semanas de puro encantamento. Todo significado do resto ficou ínfimo. Era como se estivessem vivendo aqui, porem numa outra dimensão. Bem aos poucos, imperceptivelmente, a ingênua necessidade de inserção desse encanto em outros contextos externos aos dois, foi dando lugar ao esvaziamento da magia. Até que um dia acordaram do que passaram a chamar de sonho. E tudo virou lembrança, virou música, pintura, filme e dança. O título é um só: O mais não cabe no menos.