Algumas pessoas criam, em algumas outras pessoas, objetos de uso afetivo. Deixam lá, guardados em algum canto da vida, por medo de que a troca traga desestruturação material e social. Mas lá, guardadas, funcionam apenas como um seguro contra falta de afeto. Quando descobrem que essa pessoa (objeto de uso afetivo), por algum motivo, não está mais lá, disponível, vêm as lágrimas de perda. Não pela pessoa “perdida ou distante” em si, mas pela perda da possibilidade afetiva que aquela pessoa apenas…representava.
A pessoa funcionava como um objeto afetivo e não era um objeto de afeto.
Cautela com as pessoas que te procuram somente nas horas de necessidade
afetiva mas não te acrescentam nada.

Tenhamos afetos vividos e não apenas possibilidades guardadas.