É muito grande o número de profissionais altamente capacitados em suas áreas mas…com pouquíssima habilidade na comunicação pessoal. Haja vista o criador disso aqui. Ele conseguiu bilhões de dólares, algumas dezenas de inimigos e, até onde se sabe, uma grande solidão. Mas ele figura dentre as exceções. O mais comum é terem suas carreiras tolhidas ou excessivamente dificultadas. Daí o enorme gasto de energia para fazerem as mesmas coisas que os igualmente capacitados, porém com facilidade de comunicação, fazem sem fazerem desafetos. A facilidade de comunicação e a destreza relacional tornam o sucesso bem mais barato, mais saudável, mais duradouro e mais feliz. Nas universidades ainda não se prepara o indivíduo para se relacionar. Terrível, porque todos os profissionais, todos sem exceção, DEPENDEM, acima de tudo, da relacionalidade para serem saudavelmente bem sucedidos.

Essa comunicação pessoal a que me refiro é, antes de ser ferramenta opcionalmente usada para o marketing pessoal, a básica habilidade de se comunicar. O que eu noto nos meus atendimentos é que muitos profissionais, altamente graduados e qualificados, não têm a habilidade de se comunicarem bem porque não aprenderam. Isso não lhes foi apresentado sequer como materia a ser estudada e treinada. Isso prejudica, em muito, o inicio e o decorrer de suas carreiras. Outra coisa, bem diferente, é a habilidade de se realizar um bom marketing pessoal. Trata-se de outra matéria e, necessariamente, posterior à habilidade de se comunicar bem. Há quem se comunique muito bem e não tem noção de marketing pessoal. O indivíduo que aprendeu a se comunicar bem em sentido amplo, não cairá nas arapucas de usar a falsidade ou mesmo a artificialidade como recurso de retórica, porque, se aprendeu bem, ele sabe que são armadilhas nas quais, cedo ou tarde, fatalmente, cairá. Nesse caso, se tentou, usou mal o marketing pessoal.

Metafóricamente: uma coisa é aprender a escrever, outra é saber  escrever uma boa redação. São matérias diferentes, o ponto em comum é que ambas lidam com palavras, apenas.

De forma resumida, o aprendizado da boa comunicação pessoal inclui, necessáriamente, o entendimento do que é usar a percepção em lugar da reatividade. A partir desse entendimento há que se treinar muito, principalmente a boa administração das emoções. Esse aprendizado inclui também a percepção do instrumento da fala, a “música da voz” com suas muitas variáveis, grave e agudo, timbre, intensidade, administração do ar e outras sutilezas mas, principalmente o jeito de falar, o sentimento associado às palavras. Isso precisa de treino acompanhado!!!

A gente encontra bons comunicadores natos em diversas áreas. Desde o Zé do cachorro-quente ao Dr. Fulano da presidência. Em geral, se esse Zé do cachorro-quente estuda e se empenha, vai parar na presidência, mais saudável e com mais bons contatos e amigos do que o sujeito que não tem uma boa comunicação pessoal.

No aprendizado da boa comunicação pessoal, a primeira coisa que deve ser trabalhada é a melhora da autoestima da pessoa. Ele precisa perceber e viver em paz com o fato de que não é o “incapaz” ou o “super-homem-infalível” que lhe fizeram crer que era ou que tinha que ser.

Em geral, nos ambientes de trabalho, há muita pressão e se não houver uma boa administração emocional associada à clareza na comunicação, não há MBA que salve.

 

Comunicação pessoal nas universidades JÁ !