Não é só o que você fala que vale. Você sempre fala numa frequência mental que passa no tom em que fala, num “clima”, modo, advérbio. Você pode falar as coisas mais sábias, nas horas mais corretas, apropriadas e para as pessoas certas. Mas se fala num tom agressivo, grosseiro ou gozador, de nada vale. Ou melhor, vale sim, para desqualificar o QUE você está falando e criar uma resistência no seu ouvinte em relação ao que você está querendo dizer. As pessoas resistem muito ao que um chato diz. É totalmente destrutivo, é como plantar uma erva daninha no outro. Então é melhor ficar quieto ou extravasar num esporte a sua raiva guardada. Depois, quando estiver em condições de falar de forma construtiva e pacífica, diga. Aí você será ouvido mesmo. O modo de uma pessoa falar, a conexão autêntica com bons sentimentos, revela o grau de sua consciência. Preste atenção ao ouvir alguém…na “música” da voz dele. Aí está revelado o grau da consciência. Se você tiver paciência e uma boa capacidade de trancendência (características do raro ouvinte sábio), vai conseguir passar por cima da forma esdrúxula e ficar com o conteúdo para análise. Não podemos descartar os “papagaios” humanos que falam coisas interessantes de forma torta e, muitas vezes, sem querer. Mas ao falar para o ouvinte comum, se quiser mesmo ser escutado, conecte-se com bons sentimentos, com a leveza e com o bom humor. Se disto resultar um estado autêntico (e isso é questão de treino) você, não só dará o seu recado, mas plantará uma semente saudável.