A insegurança em relação a si próprio gera a sensação da impossibilidade de se ser sinceramente amado. Essa sensação gera a necessidade de se ficar testando constantemente o PODER de sedução para resultar em auto afirmação vinda de fora. Essa insegurança gera, também, a incapacidade de amar e, portanto, a pessoa sempre desconfia dos amores declarados a ela. Autoestima zero. Necessitando de amor e sentindo-se totalmente incapacitada a ele, a pessoa desenvolve relações em que possa dominar através do controle e do poder. A capacidade de entrega, que é a base do amor bem vivido, desaparece. Nasce aí o ciúme e a posse. A pessoa vive angustiada, aflita, solitária, abandonada, carente, reativa, controladora, mau humorada, etc. Sente-se incapaz de viver qualquer relação humana afetuosa. O saudável aí, é treinar a entrega encarando as frustrações como aprendizado e, pouco a pouco, ir adquirindo a percepção de que são pessoas comuns, que se gostam e capazes de amar e de serem amadas. Mas, em geral, compram um animal de estimação, objeto de uso para melhorar a estima do dono. Preferem escravizar em nome da ESTIMA. Fazem com o bicho o que acham que a vida fez com elas. Pra quem tem dificuldade de entender isso é só imaginar o contrário: Um ser humano engaiolado, encoleirado, submetido a um habitat que não é o dele, sem amigos, muitas vezes sem parceiro(a), castrado e totalmente desadaptado do seu modo de vida natural, mas muito “amado” pelo seu senhor e proprietário.