Excelente essa expressão: “mamãe controladora”.
Lembrando que mamãe controladora é sinônimo de mamãe
castradora que “fabrica” gente infeliz lotada de raiva
introjetada e inconsciente (é proibido assumir raiva
por parentes muito mais pela mãe) que desconta nos
outros essa raiva pelo resto da vida e, pior, achando
que está prestando um serviço à humanidade ao incitar
e obrigar uma proximidade física.
Ora, sabemos que afeto não se obriga ninguém a sentir.
Ou você sente ou não sente.
Não é obrigado e nem proibido sentir.

É justamente o convívio forçado que gera mais desafeto.
Quem é o “culpado”? A desafinidade (causadora, melhor do que culpada)
que é meramente um fenômeno natural. Está acima de qualquer julgamento.
Mas esse “social midiático” atual quer obrigar convívios
e proximidades exibindo um falso “bom mocismo”, obrigando
as pessoas ao exercício (mesmo indesejado) da hipocrisia.
Hipocrisia essa, sobre a qual, se estriba todo o
comportamento DITADO pela mídia (mamãe) controladora.

Assim estamos condicionados a sufocar a propria existência
e a dos outros. Cada vez mais é menos possível uma liberdade
existencial que, para muitos, foi e é essencial.
Citando algumas famosas cabeças, para as quais, algum
isolamento ou excentricidade foram decisivas até mesmo
para a humanidade: Jesus Cristo, Mahatma Ghandi,
Einstein, Baruch Von Espinoza, Charles Chaplin, Sócrates (o filósofo),
praticamente todos os gurús da India, Francisco De Assis, praticamente
todos os grandes compositores da música erudita e por aí vai.
É só ler as auto-biografias de gente pensante.

Hoje ficou proibido pensar por sí próprio e muito mais ainda inventar
ou descobrir novas formas de exercício existencial.
Porque? Por que assim fica mais fácil, para o poder,
controlar, inclusive através da grande mídia, um “gado humano”de
pensamento uniforme.

No fundo no fundo é dinheiro, é poder, é, ISTO SIM, desafeto.

Exemplo prático é o que a mídia fez com o cantor “desaparecido”
Belchior. Ninguem pode ser feliz isolado, foram lá encher o saco
do sujeito.
Liberdade existencial para Belchior!
E toda a indiferença possivel para a Dona Mídia,
a nossa mamãe controladora.