Eu não deveria ter sentido tanto ódio.
Eu nunca deveria ter me apaixonado por você.
Me envergonho de sentir tanta raiva.
Tenho sentimentos impróprios em relação à ela.
Não sei o que fazer com tanta saudade.
Eu não posso ter tanto ressentimento.
Tenho vergonha de sentir inveja.
Eu não deveria sentir tanta mágoa.

Repreender-se por sentir algo é o mesmo que repreender uma planta por ela ter nascido.
A questão não é a existência de um sentimento, todos são legítimos, são sintomas do que está acontecendo em nós.

A questão é “O QUE FAZER COM O QUE SENTIMOS”

A inveja é natural. “Ele conseguiu o que eu não consegui”
E agora, o que eu faço com esse sentimento?
Destruo o meu invejado, desqualificando-o sutil ou grosseiramente, perssigo-o?

OU

Vou buscar a minha excelência para sentir a felicidade que êle (o invejado) parece estar vivendo?

É uma escolha. Posso focar no quanto sou inferior ao invejado ou usar a excelência dele como referência para encontrar a MINHA excelência.

O que fazer com tanto ódio?

Se a gente sabe que o ódio é destrutivo para nós mesmos, antes de afetar o nosso objeto de ódio, então é sábio tentar parar com o ódio. Lindas palavras. Mas como parar com o ódio? Entender que as pessoas estão em estagios diferentes de sabedoria e agem segundo seus parâmetros. Traem, são fieis, sabotam ou colaboram, conspiram contra ou a favor, ofendem ou elogiam, etc tudo isso de acordo com o nível de sabedoria em que se encontram. Sabemos que sabedoria não é fruto de berço, escolaridade e nem sensibilidade. Sabedoria já vem “default de fábrica”. A pessoa só pode aumentar a sabedoria durante a vida, nunca retroceder. O caminho não tem volta. Se entendermos que cada um dá o que tem porque SÓ tem aquilo pra dar, fica mais fácil não odiar e até mesmo perdoar.

O sentimento que alguem tem, diante de uma experiência, diz exatamente em que grau de sabedoria êle se encontra. Oras, pra que serve a sabedoria? Simples, para viver melhor.

É muito melhor viver sem ódio, raiva, ressentimento, mágoa, etc.

Agora, o que fazer com amores impossíveis?
Não existe amor impossível. O que existe é o formato impossível que você tanto deseja para viver esse amor NO MOMENTO. Se não dá pra exercer o amor do jeito que você quer, viva do jeito que que ele se apresenta, COM ALEGRIA. Para de ser mimado e manipulador. Não brigue com a natureza. Se você viver esse amor do jeito que ele se apresenta como possivel, COM ALEGRIA, talvez, talvez até ele se torne possível do jeito que você sonhou. O importante é viver o sentimento do amor e não estragá-lo com a poluição emocional da revolta pela frustração, manipulação, etc. A vida está te dando um amor!!!!! Viva-o!!!! Do jeito que ela te apresentou esse amor.

Se você incluir revolta e/ou manipulação, “PERDEU MANO”… já não é aquele amor que você está vivendo. É um detrito emocional qualquer e é questão de tempo para deteriorar e azedar.