O sentimento do afeto é expontâneo. O exercício saudável do afeto exige a vigilância para que vivamos o afeto com dignidade. Afeto digno está expresso em True Love, a música dos anos 40 que diz tudo: “I give to you and you give tome, true love”.

1 Maria gosta de Jose que gosta de Maria igual. Deu “química”.
2 Maria gosta de José que gosta de Maria MAS José não está disponível. Se Maria fica atrás de José, sofrendo e Jose distante, Maria está vivendo o afeto DE FORMA INDIGNA.

O legal seria Maria se afastar de Jose, ELE NÃO QUER NADA. Mas Maria não convive bem com a frustração e insiste. Maria está rolando o morro de neve da indignidade abaixo…concedendo numa relação(?) indigna porque não aceita a frustração. Ela só tinha UM problema: A decisão de José não querer viver o amor que de fato existe entre os dois resultando em frustração. Mas a Maria (tolinha) trouxe o espírito de caça para o seu relacionamento e não aceita o não como resposta rsrsrs ai ai….Essa forma INDIGNA de viver uma realçao afetiva trás a Maria um segundo problema: A redução da sua dignidade e automática baixa na sua auto-estima. Porque? Porque pos na cabeça, de forma obsessiva, que não aceita a rejeição de José. Para ela, SE JOSÉ NÃO A ACEITA ELA NÃO É NINGUEM (mais ou menos isso).

Ora, cada um tem o direito de fazer com o afeto que sente o que quiser. Negá-lo é sempre doença, mas se a decisão de José é essa, então é melhor que Maria aceite e aprenda (não é fácil) a conviver com a frustração de forma a não se destruir.

Como?

Não transformando essa situação num cabo de guerra, não se tornando indigna implorando amor a José, não tranferindo isso para a comida, para o cigarro, não se automedicar com remédios antidepressivos (que vão anestesiar seu sentimento), não enchendo a cara “pra esquecer” ou conviver melhor, não se drogando, etc.

Maria, se o José não quer viver o amor com voce, não há o que fazer…cai fora já. Tem o fenômeno amor entre você e o José, mas não é SÓ entre voce e o José. Tem por aí pelo menos umas vinte pessoas com quem voce poderá formar uma boa dupla amorosa.
Tira o “embaço” do José da cabeça o quanto antes…daí você “limpa” a área (a energia em volta) e permite que apareça alguem querendo viver o afeto dignamente com você.

Agora, se voce convive com a frustração de forma destrutiva a ponto de se tornar indigna por não aceitar a rejeição, então procure ajuda. Voce não vai sair dessa sozinha. Aceite isso.

Ou se esse é o quinto “José” que apareceu na sua vida (no mesmo formato) procure ajuda tambem. Voce está repetindo um padrão de relação destrutiva. Não se assuste, todo mundo faz isso, de um jeito ou de outro. Recomendo humildade. Até Deus é humilde.

Então Maria, para viver um bom afeto é preciso vigiar a balança da dignidade na relação…não dar mais do que recebe, não receber mais do que dá e conviver decentemente com a frustração se o outro negar a vivência desse afeto. Voce continuará vivendo esse afeto sozinha e isso doerá por um tempo. Tem que aprender a conviver com essa dor.

Esse papo de botar na cabeça que vai conquistar é coisa de militar em guerra, empresário, tudo menos de quem está vivendo uma relação de afeto.

Afeto ou dignidade?

Dignidade! Para que o afeto possa rolar à vontade…