Toda a estrutura do poder nos induz a viver sem sentimentos.

Como que obrigando-nos a sufoca-los através do ritmo alucinante de vida imposto com foco exclusivo na sobrevivencia mínima. Sem sentimentos adoecemos. Sobra uma grande tristeza cronica, o único sentimento permitido até porque é estimulado. E, para que essa tristeza não seja vivida mas sim compensada, mantendo-nos cativos, a estrutura do poder nos induz a compensar essa tristeza com sensações, através da indústria do entretenimento, dos brinquedinhos tecnológicos e dos alimentos insalubremente deliciosos.

Assim os sentimentos continuam sufocados, a tristeza é falsamente compensada, o civilizado fica cada vez mais pervertidamente idiota, a industria do entretenimento cresce, a indústrica farmaco/alimentícia enriquece, os bancos represam a energia do planeta e o poder segue anonimamente soberano.

Compensar ou substituir sentimento com sensação,
a grande doença do mundo globalizado.