Socialmente o amor não serve pra nada. Nada mesmo. Namoros, casamentos, uniões estáveis (?) são golpes do tipo “171” que a caça aplica no genuino amor (que envolve o surto hormonal, a paixão, o carinho, enfim, o afeto) para tornar o indivíduo um servo cativo do social.

No momento do golpe o amor começa a morrer. É como uma planta fora do habitat. Vai durar menos. Vai morrerndo aos poucos. O nosso “social” está baseado na guerra, na destrutividade mútua, estamos vivendo como praga e o amor é o contrário disso. Como a preservação da espécie é uma necessidade natural e o social é uma natureza artificial, o social pega o amor e regulamenta, restringe, normatiza e acaba sufocando até a morte prematura. O social é uma ambiente extremamente poluido, tóxico e mortal para o amor.

O momento do nascimento de grandes amores dá uma sensação falsa de invulnerabilidade
a tudo. “O amor pode mais”. Isso acontece porque estamos o tempo todo vivendo na asfixia social, na tristeza, já inconsciente, do distanciamento da nossa propria natureza amorosa. Quando “tropeçamos” num amor imenso (supondo que tenhamos a coragem para vivê-lo)sentimo-nos numa outra esfera. Isso graças tambem às mudanças hormonais repentinas mas tambem por causa da constatação de que “o amor existe”. É estarrecedor e indescritível de bom.
Pra quem nunca viveu isso é mais ou menos, e mal compararando, como ganhar muitos milhões na loteria e sentir-se muito mais saudável, vivo, potente, presente e inteiro 24h.

O que fazer com isso agora que aconteceu?

Enfrentar o mundo porque agora somos imbatíveis, fortes e onipotentes.

O erro está aí.

O amor não nos torna imbatíveis, nem tão fortes e nem muito menos onipotentes.
Seria o mesmo que alguem que ganhe U$200 milhões achar que vai comprar o mundo com isso. Falta de noção pura.
Essa dicotomia entre as trevas sociais em que vivemos e a luz em que o amor nos coloca, dá uma boa atordoada na consciência e, não raro, perdemos a noção.

Na medida em que expomos a planta do amor ao ambiente tóxico do social, o amor começa a morrer. Morte lenta…nem percebemos. Pra quem tem U$ 200 milhões o que é perder dois milhões em uma semana? Praticamente nada. Mas em dois anos acaba.
Por coincidência, Maria de Lourdes Borges em seu livro “Os Caminhos Filosóficos Do Amor” cita que alguns cientistas descobriram, através de pesquisa, que a troca hormonal da paixão e do amor sobrevive em torno de 18 meses a tres anos.

A planta, assim como o amor, tem seus próprios problemas de sobrevivência, independente de estar ou não em um meio tóxico. É preciso estar no ambiente adequado para viver bem.

A primeira coisa a fazer para preservar a sua “plantinha-do-amor” é não expor o par aos familiares e nem a certos amigos. Porque aí vem o lixo tóxico das relações que são a inveja, o controle, a destrutividade e às vezes a maldade mesmo. Numa sociedade de sufocados, ninguem se sente bem em ver alguem respirando livre e feliz. A felicidade amorosa é subversiva para o social. A melhor coisa é o SEGREDO. Custa caro, mas tudo tem seu preço. Você decide.

Dá pra ir ao cinema, dá pra ir jantar fora, dá pra viajar, dá pra passear mas…a dois, sempre.
Voce sentirá certamente um vazio….uma tristeza até, por não gritar para o mundo que está amando. É uma necessidade natural! Somos seres relacionais mas…a sociedade NÂO é natural. Faça uma poesia, pinte um quadro, cante, dançe ou grite para o ser amado esse grito de felicidade plena. Não é igual mas não poluirá o amor que está vivendo.

Socialmente o amor interpessoal não é funcional, não serve pra nada. Até atrapalha nas estratégias da guerra de cada dia.
Para a sua natureza o amor interpessoal é fundamental. É alimento básico. Mas precisa ser vivido em habitat saudável. Eu sugiro o segredo.

O SEGREDO DO AMOR É O SEGREDO