Não é só o corpo, nem só o toque, nem só os genitais, nem só a criatividade nas carícias.
É a comunhão afetiva através de tudo isso.
Não é a comunhão de ideais ou de metas sociais.
É a comunhão afetiva apesar de tudo isso.

É viver o afeto possível com dignidade e, não viver, se não for possivel com dignidade.
Mas nunca viver DESafeto.

Toda relação, especialmente a afetiva, é uma via de duas mãos. O que vai TEM que vir. Se não vem não deve ir, senão fica indigno.

Se há um surto hormonal que te gruda à pessoa, viva O SURTO, nada mais. Se não houver reciprocidade, cai fora. É melhor perder a vivencia do delicioso surto hormonal do que a dignidade. Se você cair fora, você perde a vivência agora. Se você insistir, você perde a dignidade depois, e fica muito mais caro sempre.

Descubramos o afeto POSSÍVEL e vivamos SÓ o possível. Nada de inventar vínculos sociais para amarrar alguém. Nessa você está SE amarrando e não vê. Vai sofrer isso depois e, creia, sai mais caro, às vezes ficai pagável. Qual o tamanho do prejuízo de uma dignidade destruida?
Impagavelmente grande.

Afeto, afeto e só o afeto. Sem tratos nem contratos.

Rolou, viva. Não rolou, vai em frente.

Só porque você não vive um afeto há muito tempo não quer dizer que você não tenha afeto para trocar.

Talvez, e eu aposto nisso, você não esteja se gostando o suficiente para que alguem sinta o afeto EM você, disponível para ele.

Pratique o afeto por sí próprio.

Olhe o seu olhar no espelho e procure aquele ser muito afetuoso…até achar. Você acha. Tá aí…em você.

Achou? Mantenha. Só isso (tudo) vai fazer a sua “estrela” brilhar. É o tal do carisma.
Você em contato com a sua alegria interior, com o SEU afeto.

Eu me amo e, por isso mesmo, te amo TAMBEM.