Nós temos alguns dispositivos,impulsos automáticos que acabam “regendo” o nosso comportamento.
Vou usar o termo superego aqui.
Nós temos 3 tipos de superego:

1 Superego de Defesa
É o que faz você, por exemplo, frear o carro instintivamente quando ve um perigo iminente à frente.

2 Superego Repressor
São as restrições individuais para o bem do convívio social, por exemplo o Código Civíl, as regras de etiqueta e de comportamento tribal. Por exemplo, você evita falar ou cantar em voz alta no elevador lotado para não incomodar as demais pessoas

3 Excesso de Superego Repressor
É quando você restringe desnecessáriamente o seu comportamento individual sozinho ou na coletividade por achar erroneamente que aquilo é inconveniente, desapropriado, inoportuno, errado, etc. Por exemplo, você está sozinho na sua casa, os vizinhos estão muito distantes, você sente vontade de cantar ou declamar uma poesia em voz alta e não o faz por vergonha e/ ou timidez.

Vamos a alguns fatores que contribuem para a formação e solidifcação do Excesso De Superego Repressor:

Cultura de um povo ou país que favorece a coletividade em detrimento do indivíduo.
Por exemplo a cultura japonesa, que do nosso ponto de vista (Brasil) é muito repressora em relação ao indivíduo. Uma grande rigidez comportamental é imposta ao cidadão japonês.
Lembremos o sucesso que faz o karaokê naquele país. Foi lá que começou a “febre” graças a globalização. Eles têm muito mais necessidade de expressão, de liberação dos sentimentos e emoções guardados e reprimidos do que nós. Eles exportaram tecnologia gerada à base de trabalho quase escravo e importaram liberação comportamental. Eles sempre tiveram a noção de: SE AGIRMOS COMO UMA RELAÇÃO SEREMOS MAIS FORTES. Brilhante, não? Só esqueceram que um grupo sólido tem que ser composto de indivíduos que precisam estar felizes. Senão, num contato mais próximo com outra cultura, a chance de absorção de hábitos é grande, colocando em risco os princípios da cultura original, que foi o que aconteceu. Mas sabemos que não foi o desejo de amor e nem de felicidade que moveram o Japão do pos guerra. Conclusão: Não adianta favorecer a relação em detrimento do indivíduo. Muito menos com intuito de guerra.

Educação familiar que desconsidera a vocação filosófica, religiosa e profissional dos filhos.

Daria pra dizer que este é um dos berços da hipocrisia. Eu finjo que não te vejo como você é e você finje que não é o que é só para vivermos em paz.
Da pra ter paz interior assim?
Pergunta idiota: Será que não vamos criando um ódio oculto pelo outro por ele conceder na hipocrisia e por mim mesmo por aceitar a mentira?
Será que não é isso que vai fazendo com que o respeito vá indo por água abaixo sem que se perceba como começou?
Essa desconsideração é uma das causadoras da baixa auto estima, óbvio.
O filho tem certeza de que o que ele é, não serve ou não presta.
Essa sensação de inferioridade aliada à exigência de sucesso, causa a criação de um personagem. Certo de que em estado original o sujeito é um inútil, ele cria um personagem para ser aceito. NÓS PRECISAMOS VIVER A RELAÇÃO. Como esse personagem é falso e passível de ser descoberto a insegurança é grande. Para compensar essa insegurança o cara providencia um soldado e cria a arrogância, e como mostrar arrogância pega mal, ele teme situações públicas e torna-se tímido.
Tudo isso só pra ser aceito, já que em estado original não serve.

até já