O perdão, de coração, é mais contundente para o perdoado do que a manutenção do ressentimento e da mágoa de quem, agora, perdoa.
O perdão desmonta o perdoado e o coloca frente a si mesmo. Aí a dor do erro é maior do que a que ele causou.
O perdão, de coração, é a maior “arma” contra o perdoado porque deixa o perdoado na vazia e dolorosa solidão das quiméricas convicções que o levaram ao erro.
Assim resta ao perdoado sucumbir à tristeza do erro ou renascer para a grandeza do reconhecimento e aceitação da própria falibilidade para então, com humildade, tentar crescer.
O perdoado que viu a grandeza do perdão tem a chance de perdoar a si mesmo.
Só assim o perdoado se liberta das mesquinharias que o levaram ao erro e, talvez, transforme o próprio erro em aprendizado. Aí, e só aí, estará pronto para perdoar.

Sou muito grato àqueles que me perdoaram pois são meus maiores mestres.
A grandeza de seus corações me ensina a ser melhor.

Resta então o mais difícil: perdoar a mim mesmo. Não é fácil e nem impossível.