Na verdade somos todos crédulos. Apenas decidimos o método segundo o qual vamos acreditar ou desacreditar em algumas coisas. Acreditamos que existem ou acreditamos que não existem. Sim, porque certeza mesmo de alguma coisa, ninguém tem e, se tiver, não é crédulo nem cético, é desatento.

Isso pelo fato de que tudo é dinamicamente orgânico (fato este também usado pelos fisico-quantistas de araque para aplicarem golpes falaciosos) e assim sendo tudo é possível.

O que eu vejo como problemático está em algumas determinadas posturas ante esse fato:

O crédulo larga mão de coisas importantes no aqui-agora já que tudo é dinamico, pendendo assim para um comportamento excessivamente desorganizado, com prejuízos para sí próprio.

O cético, ao se recusar a viver certos improváveis, se priva de uma criatividade menos cartesiana, o que torna a vida mais previsível e…mais chata, mais limitada.

Muitas vezes o cético tem medo de ser enganado porque ÊLE engana os outros.

O crédulo quase não tem esse medo, é mais ingênuo porque vive a vida dessa forma (desatenção irresponsável) e acredita que os outros são iguais.

Quando um cético encontra um crédulo, costuma sair negócio rentável para o primeiro e prejuízo moral, e as vezes material tambem, para o segundo.
Business do tipo seita filosófica, religião, jogo de azar, etc.

Em resumo: 171 (estelionato)

Independentemente dessas posições em que você eventualmente se encontre, o legal é ser dignamente generoso, já que somos nós quem determinamos o nosso caminho através das coisas que fazemos.

O dignamente generoso não engana e nem SE engana já que está atento para a reciprocidade em cada momento de cada relação e, por isso, dificilmente será enganado por outrem.
No começo essa atenção pode cansar um pouco mas depois fica fácil.

Ceticismo ou credulidade?

Generosidade digna e atenta.