O homem forte, rico, bem posicionado socialmente, bonito, a mulher bonita, que se porta bem, que se veste bem, educada, bem posicionada socialmente. Metas para quem quer arranjar aquele casamento tipo meta imposta para a continuação da escalada social. Se tiver amor é ainda mais conveniente. Mas se tiver só amor, não é o suficiente.
Fica bem claro porque um projeto de união, onde o afeto não é o personagem principal, dificilmente dá certo.
Nada sem afeto dá certo, muito menos um casamento.
Sabem por que? Porque, sem ou com pouco afeto, a meta é o cumprimento de um protocolo social: As pessoas têm que se casar e gerar filhos num lar equilibrado. Equilibrado sim: De um lado a mulher que precisa ter filhos para ter o prazer de cumprir aquilo que a sociedade lhe exige embora muitas vezes odeie essa condição e desconte isso no desamor, desrespeito e desprezo afetivo/sexual que passa a nutrir pelo marido (alguém tem que pagar a conta). De outro lado o marido que precisa mostrar que está cumprindo seu papel de macho gerando filhos e mantendo à inumanas custas o projeto família unida, nem que para isso passe desprezar, desrespeitar e desamar sua esposa e, não raro, procurar prostitutas para não sucumbir à sensação indigna de macho falido. “É assim mesmo, com o tempo vira amizade” dizem. Meu Deus, eu não tenho e nem hei de ter amigos assim e se um dia os tiver, não precisarei mais de inimigos.
Onde nasce o equívoco? Quando se dá ouvidos às cobranças sociais em detrimento das necessidades pessoais. A necessidade humana é O AFETO. Todos nós estamos ligados pelo afeto e quando não nos relacionamos com afeto, nos desligamos uns dos outros, daí o caos.
Namoro, união, separação, filhos, musculação, sexo, trabalho, comida, etc. Tudo, tudo feito com afeto te faz bem. Sem afeto te faz mal. As armadilhas sociais são aquelas que te fazem assinar contratos para uniões que são motivadas pelo afeto. Quando o afeto acaba, o contrato continua. E aí? Ele chama a puta e ela vai compensar se focando só nos filhos. Acham melhor manter as aparências porque não agüentariam a derrota social que a separação representa.
Tudo bem a mulher escolher o macho que a natureza dela diz que será melhor para a preservação da espécie. Tudo bem o homem escolher a mulher que ele gostaria de ter em sua cama pelo o resto da vida.
Mas o afeto tem que ser o motivo principal da união e o trato entre eles tem que considerar a possibilidade de que o afeto pode terminar.
Acabou o afeto acabou a convivência, certo?
Durante a vigência da convivência afetiva não vamos nos iludir com os aplausos sociais porque senão, quando nos separarmos, temeremos suas vaias. E muitas vezes esse temor nos faz continuar forçando a convivência e, portanto, nos prejudicando ainda mais.

De preferência, vivamos nosso amor em segredo. É tão íntimo, tão nosso, tão precioso e tão frágil. Afinal, ninguém nunca vai saber o que exatamente estamos vivendo. Mas vai interferir.