Tudo que tem vida, desde uma célula até um ser humano, têm dois impulsos básicos. Dá pra gente resumir assim:

1 Impulso de caça
que visa apreservação do indivíduo. Este impulso faz o indivíduo se virar para connseguir garantir o alimento e a morada. A sublimação desse impulso é a competitividade.
2 Impulso de amor
que visa a preservação da espécie. Esse impulso faz o indivíduo se virar para procriar dando sequencia à espécie. A sublimação desse impulso é a amizade e o coletivismo.

Se o ser humano não fosse racional, não teriamos problemas de desadaptação ecológica.
É esse dom da racionalidade, mal usado (até agora), que nos tem feito agir com excesso de arrogância sobre a nossa natureza pessoal e, portanto, sobre a natureza do planeta. Por isso digo que não adianta pensarmos em ecologia do planeta antes de resolvermos a ecologia interna do ser humano.
Usando o racional de forma construtiva, não precisariamos nem ser caçadores mas acabamos virando guerreiros. Como faz? Depois de adquirirmos a convicção da inutilidade da caça e da guerra, começa por uma mudança de filosofia empresarial (que é a sede do exercício do pensamento de guerra). Dos dois impulsos básicos, demos muita atenção e vasão ao da caça. Deu no que deu. Que tal começarmos a pensar no impulso do amor como prioridade?
De uma forma sutil isso já está acontecendo. É quando uma empresa pensa na qualidade de vida de seus funcionários. É o amor à serviço da caça. Ainda não é bom mas é melhor. O funcionário mais feliz produz melhor. Mas falta o mais importante: Pensar na relação do produto com o consumidor. Qualidade do produto.
Nesse aspecto ainda estamos no estágio da guerra. Lucro a qualquer custo. Quem age assim, imbecilmente, não percebe que os danos que seu produto causa no consumidor vem bater à porta da sua casa, afetando a sua família, que é por quem êle fez tudo o que fez para vender o seu produto lesivo. É a extrema inteligência tecnológica a serviço do dinheiro a curto prazo e da auto-destruição a médio e longo prazo, ou seja: É burrice! (com todas as minha escusas ao animal burro, que prova ser mais sábio que nós neste aspecto).
Tá faltando o que?
Lembrar do lado AMOR que me compõe na sua forma sublimada do coletivismo. Lembrar que nós somos UMA RELAÇÃO. Perceber e agir segundo o fato que, antes de sermos indivíduos, somos uma relação muito interdependente que, quer queiramos ou não, somos muito proximos, não importando a distância física. Se alguem não está bem na Sibéria, ou na Nova Zelândia, ou no Paquistão, isso ME afeta diretamente. Em questão de dias, meses ou poucos anos eu sofrerei as consequencias. Assim, se quiser estar bem mesmo e não fingir que estou bem, levantando muros, contratando pelotões de seguranças, etc. eu TENHO que agir. Se eu não ajo, a relação fica mal, que é o que está acontecendo.