Se alguém só quer falar, muito provavelmente não será escutado.

O senso de adequação é uma habilidade muito sutil e requer boa capacidade de expressão/comunicação, de percepção (em relação ao grupo ou interlocutor) e empatia (capacidade de entender o que o outro está sentindo) AO MESMO TEMPO. Quanto menos usarmos essas ferramentas menos adequados seremos e , portanto, menos compreendidos e, portanto, mais colocados de lado pelos outros e, portanto, sofreremos a solidão do tipo abandono. Para algumas pessoas, QUE NÃO PERCEBEM O QUANTO SÃO INADEQUADAS, isso as faz se tornarem reativas, revoltadas, raivosas, vingativas porque NÃO SABEM – C O M O –  estão se comportando, não percebem!!!

O fato é que quando somos inadequados, demonstramos o quanto estamos desconsiderando os outros. Os outros QUE PERCEBEM ISSO, exercem a desconsideração em relação a nós. Não por mal necessariamente, mas por sentirem que não estamos com eles e para evitar (mais) conflitos desnecessários. No momento em que sentimos que isto está acontecendo conosco, que estamos sendo inadequados e desprezados, ao invés de sairmos disparando calúnias e ódio, devemos sim observar bem, como temos nos comportado e fazermos as correções necessárias. O BOM senso de adequação pressupõe ausência de egolatria. Controle (não repressão) emocional e expressividade ASSOCIADA à comunicação.

Exemplos de inadequação:
Falar ao celular EM VOZ ALTA no meio de uma reunião. / Mudar de assunto abruptamente, aos BERROS, no meio de uma conversa. /  Falar sem parar e além da média de tempo usada pelos presentes numa conversa (isso exige atenção, percepção e CONSIDERAÇÃO). / Criticar destrutivamente hábitos e idéias. /

O que você quer falar é muito importante para nós (inclusive você). Se você não for adequado,

NÃO SERÁ OUVIDO!!!

Se, ao falar, a pessoa estiver focada no afeto, nada disso acontece.

Foco No Afeto!

Saúde ou doença depende da qualidade das relações.

O que mais nos adoece ou nos torna saudáveis é a qualidade da relação que temos com nós mesmos e com os outros. Foco no afeto!

Como é que a gente percebe a qualidade das relação? Vendo se ela é digna. O que é relação digna? É a relação onde as partes envolvidas tem o mesmo, ou bem parecido, grau de comprometimento, envolvimento e participação. O que fazer quando ve-se que a relação não está digna? Tente convidar os participantes para um grau de comprometimento parecido entre todos. Se isto
não deu bom resultado, mantenha a distância saudável. Regule o seu grau de comprometimento pelo grau de comprometimento vigente no grupo. Se isto não for saudável para você, saia do grupo. Procure outro ou forme um.
Esse papo de ficar persuadindo pessoas para mudarem seu comportamento para o bem do persuadido, é pura manipulação e controle. Ninguém muda ninguém.
Um bom parâmetro para se formar um grupo cujo relacionalmente a digno, é a observação do grau de afinidade entre os participantes.Quanto mais afinidade, melhor o comprometimento. Quanto menos competição e quanto maior o foco na realização da meta, maior o sucesso do grupo. Ninguém é absolutamente melhor do que ninguém. As comparações são
sempre tolas e levianas. As pessoas são apenas relativamente melhores umas do que as outras em determinados aspectos. Quem carrega uma rocha é tão grande que não consegue entrar numa caverna pequena, e vice-versa. Ambos são indispensáveis ao grupo. Ninguém é melhor do que ninguém. Todas essas ações, para serem dignas, precisam ser feitas com foco na
generosidade, no cooperativismo, no afeto!!!

Fora da saúde não tem saída!

Todos somos filósofos pois todos temos a necessidade de saber quem somos,
para onde vamos, de onde viemos e qual é o nosso destino. Nada disso, porém,  
poderá ser eficazmente estudado e aplicado se não atentarmos ANTES para  
COMO FUNCIONAMOS BIOLOGICAMENTE. Antes de decidir por uma viagem,  
temos que fazer os reparos necessários no veículo de transporte, senão a  
viagem será um pesadelo (como está sendo a “viagem” da espécie humana).  
Depois que descobrimos que não estamos respeitando o básico do “manual de  
instruções”, fica claro o porque de tantas disfunções relacionais (consigo  
proprio e com os outros) tantas doenças, tanta sensação de inadequação,  
tantos problemas existenciais e psicológicos. A NATUREZA NÃO ACEITA  
DESAFORO! Depois que ajustarmos o nosso funcionamento através das  
correções necessárias (adequação do sedentarismo, adequação da caça,   
supressão da guerra e saneamento relacional do agrupamento através da  
expansão do conceito de familia, sendo família toda a espécie humana) aí  
teremos a consciência suficiente para aproveitar produtivamente a filosofia  
brilhante e heroicamente prodzida pelo homem através da história.  
Biologicamente somos uma relação que, para dar certo, precisa ser  
cooperativista, colaboracionista e generosa. Fora disso atuamos como praga. A  
generosidade relacional global é o modo de “funcionamento” da nossa espécie  
e, por isso, essa consciência pode ser espalhada com muito mais facilidade do  
que foi a da guerra. Guerra não é a nossa vocação biológica, é mau uso da  
“máquina” humana, ela foi adotada por ignorância e falta de percepção,  
baseada no medo. Generosidade nem é uma opção filosófica, é a nossa ÚNICA  
vocação relacional.

Única opção saudável.

Foco no afeto!!!

Só a atitude e o ato corporal MUDAM as convicções equivocadas.

Só a P R Á T I C A do comportamento contrário aos hábitos não saudáveis é que leva à saúde. Prática cautelosa, sistemática, consciente e paciente, tendo por BASE a aceitação pacífica das próprias imperfeições. Isso muda T O D A S as convicções equivocadas porque é o C O R P O que está fazendo diferente. Isso é treino. Isso é coaching. A mente verbal/intelectual ainda é B U R R A, por isso gera medos equivocados e comportamentos mais ainda. A escancarada prova disso é o que a música é capaz de fazer com o comportamento (em direção à doença ou à saúde). Simples: porque a música F E L I Z M E N T E (ainda) não é decodificável em nível mental, verbal/intelectual. A mente verbal/intelectual fica fora do processo de ingestão das informações passadas pela música. A decodificação eletroquímica, por parte do cérebro, em relação aos estímulos musicais, viram S E N T I M E N T O S imediatamente. É direto da sensação para o sentimento. Daí o ouvinte pode apenas dizer: “gostei” ou “não gostei”, mas todas as explicações verbais/intelectuais do porque gostou ou não gostou serão imprecisas além de cairem no vácuo da subjetividade. A verdade está no corpo, a mente verbal/intelectual apenas M E N T E porque é muito limitada e limitante em relação ao nosso potencial de percepção. A nossa relação original é generosa, a nossa comunicação original é telepática e, P O R- M E D O- E- D E S E J O- D E- P O D E R, desenvolvemos a palavra e, graças a ela, esse agrupamento social (ainda muito doentio) onde a mentira rege as relações e ai de quem não mentir. A palavra foi feita para esconder a verdade que o corpo revela, a palavra é um instrumento de guerra sofisticadíssimo. A paz prescinde da palavra. A paz obtida com a palavra é apenas trégua. O não dito só gera problemas em um grupo cego e surdo às expressões do corpo. Dependendo do ouvinte (e vejo que é a maioria) ela, a palavra, pode fazer alguém ter certeza de que não está sentindo algo que  E S T Á- M E S M O- S E N T I N D O. Ela pode dar a certeza equivocada de que se está diante de um amigo quando de fato está acontecendo o contrário. Tudo isso porque o ouvinte (e vejo que é a maioria) NÃO VÊ O CORPO!!!!!!! NÃO OUVE A “MÚSICA” DA VOZ com que cada palavra é “CANTADA”!!!!!!!!!! Isso é fruto de um condicionamento milenar, equívoco secular. Não há cura sem mudança de atitude e de C O M P O R T A M E N T O. Um olhar amoroso, um toque carinhoso curam. Não importa se acompanhados de palavras. Curam. A mudança de comportamento tem que vir A N T E S da cura. É o fazer diferente do doentio, é a imitação da atitude saudável que leva à, que recupera a sanidade. Certa vez criei uma frase especialmente para isso: “Se você está de mau humor, comece a dar risada. No começo você vai achar sem graça, mas daqui a pouco a graça vai achar você”. É simples assim. Funciona. Experimente. Só não esqueçamos que é uma prática cautelosa, sistemática, consciente e paciente, tendo por BASE a aceitação pacífica das próprias imperfeições. Só dá certo se não desistirmos.

A bem da coerência aqui, tenho (com prazer) que sugerir que não fiquem apenas com as minhas palavras. Experimentem em suas vidas o que elas sugerem e tirem suas conclusões.

Só a atitude e o ato corporal MUDAM as convicções equivocadas.
Boas mudanças com amor pra nós todos!!!!!!!!!

Ninguém consegue fingir não sentimento!

Num diálogo entre pessoas (ao vivo, em vídeo ou por telefone) está sempre evidente, bem evidente, a verdade que as palavras nem sempre revelam. Todo mundo, eu disse TODO MUNDO percebe, sente. Alguns estudiosos e/ou muito intuitivos são capazes de decodificá-la. Estes, inicialmente, se decepcionam com esse fato, o da mentira sistemática das palavras e da verdade revelada pelas expressões faciais, corporais e pela “música” da voz falada NO MESMO ATO. Os nem estudiosos e nem tão intuitivos TAMBÉM sentem, só não conseguem decodificar. Percebem a não sinceridade e calam-se por não poderem comporvá-la tecnicamente. Não raro, a reação é afastarem-se um tanto do convívio social por não conseguirem conviver com tanta mentira verbal e tantas verdades (NEM SEMPRE agradáveis) corporalmente e “musicalmente” expressas. Esse afastamento não pode ser confundido com o sociopatia. Muito pelo contrário, é medo, é defesa. Essas pessoas são dotadas de capacidade afetiva, de sentimento e é por isso que se afastam. Falta-lhes apenas um certo amadurecimento perceptivo (consciência) para compreenderem que este formato de relação não é o nosso natural. É um recurso, também de defesa, justamente por não estarmos nos relacionando de forma natural. Mas o que seria esse formato natural? Relacionamento digno e generoso cuja intensidade está baseada no grau de afinidade. A humanidade é uma espécie relacional, nós SOMOS uma relação composta de indivíduos e não apenas indivíduos que se relacionam. A nossa excelência relacional está no cooperativismo e não na competição. Quando percebemos isso, automaticamente passamos a ter profunda compaixão pela dificuldade relacional que combina verdade e mentira num único ato. São seres em conflito porque nasceram e foram feitos para a paz mas estão vivendo em ambiente de guerra. Não são sociopatas. Os sociopatas não apresentam conflito porque não tem sentimentos, têm apenas desejo de poder, prazer e manipulação. Já quem entra em conflito apresenta sentimento, sofre e isso é MUITO saudável. É a porta de acesso para a evolução da consciência. Cada vez que vemos a mentira expressa na face e/ou na voz alheia, tenhamos compaixão. Estamos diante de alguém adoecido. No nos assustemos se esse alguém estiver “lá”, do outro lado do espelho. Ao menos nas relaçoes pessoais, visto que as profissionais estão estruturadas estritamente no pensamento de guerra, tentemos acolher o “mentiroso” não sociopata, oferecê-lo a nossa confiança, atenuar-lhe o fardo desse conflito: “se revelo meus sentimentos me vulnerabilizo, se os escondo adoeço”. Isso cada um de nós pode fazer com o próximo mais próximo, sempre levando em conta o grau de afinidade para que haja sucesso na comunhão possível e necessária. Quando a mentira é usada para esconder uma fraqueza ou limitação, é medo e a pessoa é capaz de empatia, vale acolhê-la. Quando uma mentira é usada para manipulação e obtenção de poder, é sociopatia e a pessoa nem faz idéia do que seja empatia, só vê a sí próprio. Perigo. É importante observar que algumas pessoas, por fraqueza, se vêem “obrigadas” a assumirem o comportamento sociopata sem o serem, apenas para sobreviverem. Esses não vão muito longe porque ou adoecem ou são notados pelo conflito em seus atos e atitudes. Ninguém consegue fingir não sentimento. Em todos os casos, se mantivermos o nosso foco no afeto, tudo isso fica mais fácil e simples.

Nenhum ego entende um amor que não está vivendo

 

É no nível do ego que residem nossas diferenças. Mesmo quando parece que não. Nenhum ego entende um amor que não está vivendo. Se a pessoa não está vivendo é porque ele não está na relação amorosa. A frase foi criada para designar, por exemplo, a situação de um casal, em plena vivencia amorosa, observado por um terceiro. Este terceiro, justamente por não estar vivendo aquele amor do casal que está observando, nunca vai entender ou sentir o que o casal está sentindo. O amor nos aproxima pelas semelhanças, pela afinidade. É raro. O comum são as grandes diferenças que vivemos no dia a dia com os diversos outros egos. Já no amor, o encontro não é só ego (periférico) é também na essência (“alma”), daí a impossibilidade de alguém, de fora, entender ou sentir o que o casal está sentindo. Esta é uma das razões de eu ter criado a frase “O segredo do amor é o segredo”. Se uma pessoa está em uma relação amorosa e não está vivendo o amor, ou está negando o amor ou não há amor a ser vivido, está equivocada. Isso já remete à uma outra frase que criei para esta situação que é: “Não existe amor não correspondido, é sempre uma das partes que está equivocada”.

Harmonia Relacional

Aparentemente somos muito semelhantes, nossas necessidades básicas são praticamente as mesmas. Porém, nossas formas de percebermos, sentirmos, reagirmos e respondermos às coisas são únicas. Isso revela que nossos egos são, em diversas intensidades, diferentes. Para que possamos exercer a nossa vocação biológica que é a de sermos uma relação que, para dar certo, precisa ser generosa, o respeito às diferenças é imprescindível. O é também a observância à distancia relacional saudável de acordo com o grau de afinidade. E quando houver oposição, que seja amistosa.

A desafinidade em cativeiro e a possibilidade de crescimento.

Se há alguém com quem você tenha grande desafinidade, cuja distância é impossível no momento, devido a convívio em cativeiro, tipo família, trabalho ou cela mesmo, claro, faça de tudo para ficar longe quanto antes. Enquanto não for possível aproveite para conferir o que há em você que você odeia no outro. Muitas vezes temos características que nos incomodam e que não vivemos ou nem mesmo admitimos que temos, e quando as vemos exercidas pelo outro, odiamos. “- E aí?” Você pode perguntar. “- O que que eu faço com isso?”. Se essa característica for destrutiva para você, então ela não é parte de você, apenas está em você. Comece a trabalhar para se livrar dela. Se essa característica for construtiva para você, simplesmente assuma-a. Nesse caso o que você sentia não era desafinidade, era só inveja. Acontece com todos nós.

As duas invejas: A doentia e a saudável

A inveja é um impulso muito comum entre os homens. Existem duas reações básicas em relação a ela, de acordo com o grau de consciência de cada um. A doentia é aniquilar o invejado. A saudável é deixar-se contagiar pela a felicidade alheia e, inspirado nisso, buscar a própria. Peço licença para usar “inveja saudável” como um neologismo já que, a rigor, no dicionário ela é definida como: “Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem” e “Desejo violento de possuir o bem alheio”. Na ausência de uma palavra para definir essa postura saudável diante da felicidade alheia, não vi outra opção. Tive a rara sorte de conhecer e conviver com pessoas que viviam e vivem a inveja da forma saudável como descrevi. Pessoas que aprenderam, através do aumento da percepção, que o que é do outro jamais será meu, mesmo que eu o possua. Porque, nesse ato, não será COMO era na mão do invejado mas sim do jeito que é na minha mão, que é sempre diferente. O invejoso doentio não percebe isso, no fundo se decepciona e, com a autoestima despencada alguns degraus abaixo, tem que se contentar “apenas” com a destruição do invejado…e assim sucessivamente até chegar ao fundo do poço existencial dele. Os invejosos saudáveis perceberam que quando vemos o outro mais feliz do que nós, o sentimento primário é “Quero sentir esse tanto de felicidade”. Perceberam também que a felicidade do outro serve apenas como boa referência para que eles sigam em direção à própria. Perceberam que cada um é um e que a felicidade de um não serve para o outro. Cada um precisa construir a sua. É uma questão de nível de consciência que permite o acesso a esse entendimento. Outra vez e sempre é a meditação que aumenta a nossa percepção.

Compromisso com o isolamento.

O grau de comprometimento relacional vem diminuindo a cada geração. É uma cultura implantada pelo projeto de idiotização global. Pessoas se propõem a fazer coisas, às vezes até profissionalmente, e desaparecem. Pessoas marcam hora para encontros, atrasam, ou “dão o cano” sem desculpas e sem muito constrangimento. Já é parte da conduta esperada. E nunca houve tantos recursos de comunicação pessoal quanto os que existem hoje. Pessoas recebem e-mail pessoais e não respondem e reclamam resposta de e-mails não pessoais. O nosso núcleo relacional aumenta a cada dia e com isso, para a saúde das relações, exige mais dedicação a cada uma dessas pessoas e, cada vez mais, essas pessoas ficam despreparadas para se relacionarem. Isso não é pontual, é uma epidemia. Aonde pode chegar isso? Exatamente aonde o projeto deseja: NINGUÉM COM NINGUÉM. A não ser que…passemos a dar mais atenção DIGNA uns aos outros.

Você não tem ciúme quando percebe que é único.

O chamado ciúme doentio, aquele que provoca pânico ante a possibilidade de perda, ocorre também pelo fato de o ciumento ter, na outra pessoa, uma referência de amor que ele, ciumento, não conseguiu ainda, por medo da sensação de vulnerabilidade causada pela entrega. O ciumento nem se entrega e nem deixa o outro livre. Apropria-se. É muito semelhante ao que fazemos com os pássaros: Por não conseguirmos “voar” na nossa liberdade, enjaulamos o símbolo dela. Se o pássaro voar, o ciumento perde o contato com a referência externa de liberdade. Com o pássaro por perto, na gaiola, o ciumento vive uma ilusão de liberdade ao mesmo tempo em que odeia o “pássaro” humano, que concedeu se deixar aprisionar, concordou em não ser livre. O ciumento entra em “parafuso’ com isso porque, na medida em que o outro, que o encantara justamente pela leveza e liberdade, a seu mando, concordou em ser aprisionado, deixou de ser ele mesmo e passou a ser um espelho do ciumento que passa a odiar a si próprio no outro. Se essa situação se prolonga, OS DOIS adoecem. Se o “pássaro” voar, o ciumento agora será obrigado a desenvolver a sua própria liberdade ou amargurar-se…ou achar outro “pássaro” que conceda nessa relação indigna. A cura do ciúme está na percepção de que cada um é único e precioso para alguém com quem tenha alto grau de afinidade e que a “perda” de uma relação é apenas um degrau para relações melhores, no eterno aprendizado relacional no qual vivemos.

O que você tem cantado?

Um truculento, que o é por falta de sensibilidade e percepção, não é tão lesivo quanto uma possível vítima sua que, eventualmente abrace a revolta, o ressentimento, a mágoa e a raiva como reação aos danos sofridos. Estes tem a música da voz contaminada pelos tons que oscilam entre a lamentação e a mágoa irada. Poluídos e poluentes emocionais, tendem a cobrar do mundo uma dívida que na realidade não existe. Solução: 1 Perceber que o truculento o é não por uma questão pessoal e sim por absoluta falta de percepção. 2 De posse dessa percepção, perdoar, ficar o mais longe possível e parar de ficar cantando o lamento da mágoa raivosa, poluindo seus diálogos e monólogos. A música da sua voz será a da alegria e da leveza.

É bom gravarmos a nossa voz, de vez em quando, para percebermos o que estamos cantando.

Dê o [TOM] para preservar relacionamentos.

A condição para a melhor qualidade da comunicação eletrônica depende muito do
veículo em que ela ocorre.

Vídeo conferência vem em primeiro lugar. Você tem a expressão facial e o áudio.
Via telefone em segundo. Você tem só o áudio.

Via chat vem em terceiro lugar porque você não tem nem a expressão facial do seu
interlocutor e nem o áudio.

Via e-mail e recados offline em softwares de chat em quarto lugar, são as piores
porque, além de não ter a expressão facial e nem o áudio do interlucutor, você não
tem a dinâmica que tem no chat.

Nessa escala, na medida em que vai piorando o veículo, vão aumentando as chances de equívocos que podem ser desastrosos.

Para evitar males entendidos nas suas comunicações eletronicas em chats,
mensagens offline e e-mails, passe a usar, antes do texto, um indicativo do “tom”
com que você está falando. Dá um pouco mais de trabalho mas compensa. Em geral as pessoas lêem o que você escreve e projetam o “tom” emocional que elas IMAGINAM com que você escreveu. Usando a grafia do “tom” você evita isso. Fica mais próximo de uma conversa telefônica onde o “tom” está evidente a cada palavra. Isto representa um upgrade da idéia dos emotions.

Exemplos:

[SOLIDÁRIO] – Você está vivendo um novo momento na sua vida, certo?
[TRISTE] – Você está vivendo um novo momento na sua vida, certo?
[AMIGÁVEL] – Você está vivendo um novo momento na sua vida, certo?
[SARCÁSTICO] – Você está vivendo um novo momento na sua vida, certo?
[ADVERTENCIA] – Você está vivendo um novo momento na sua vida, certo?
[IRRITADO] – Você está vivendo um novo momento na sua vida, certo?
[CARINHOSO] – Você está vivendo um novo momento na sua vida, certo?
[ALEGRE] – Você está vivendo um novo momento na sua vida, certo?
[IRÔNICO] – Você está vivendo um novo momento na sua vida, certo?
[ROMÂNTICO] – Você está vivendo um novo momento na sua vida, certo?

Esses são alguns exemplos mas você pode criar os seus. O ideal é que
padronizássemos o [TOM] escrito em maiúsculas e entre colchetes.

Raiva, o alimento dos ressentidos.

Algumas pessoas precisam sentir raiva constantemente. Dependem emocionalmente de bodes espiatórios em quem possam despejar a ira incontida que nasceu quando foram submetidas a desqualificações sistemáticas por parte de entes a quem deviam obediência e/ou submissão. Ao longo da vida vão deixando, pelo caminho, os cacos da sua autoestima despedaçada, gerando antipatias, conhecendo a amargura do desprezo e tentando se convencer de que as todas as pessoas são injustas e ingratas. Tamanha insegurança gera ainda, como defesa, uma arrogância insuportável que as atiram na cova da solidão do tipo abandono. É o fundo do poço. É exatamente aí que, parte dessas pessoas, vai procurar ajuda e consegue uma vida afetivamente saudável. Para isso é preciso não focar o fundo do poço, olhar para cima, ver a luz e, humildemente, pedir ajuda para sair dalí.

A sombra passa. A luz é para sempre, não tem volta!

Voccê conhece alguém. Admira muito. A pessoa toca o seu coração, te faz bem. Você a respeita e admira muito. Um dia alguém, em quem você acredita muito, fala mal dessa pessoa. O seu coração não sente verdade no que você ouviu, continua respeitando-a e admirando-a muito, MAS um lado seu prefere romper com ela.

Nós todos temos o coração (luz) e o medo (sombra). A cada momento podemos escolher entre eles. De qualquer forma, lá na frente, queiramos ou não, a luz não será mais uma opção, será um fato.

Quando isso acontecer você vai perceber que a pessoa que fez a fofoca (fundada ou não) à respeito de quem você admirava, estava experimentando a inveja ruim, aquela que dá o impulso de denegrir o invejado e verá também que você ainda não estava tão seguro a ponto de seguir o seu coração. Mas estando agora na luz, você aceita o seu erro como parte do seu aprendizado e pode até ajudar o maledicente a exercer a inveja saudável que é buscar a própria excelência ao invés de denegrir o invejado.

O mais não cabe no menos

Eles se encontraram na vida. Um amor infinito, mágico, perfeito, diziam. Primeiras semanas de puro encantamento. Todo significado do resto ficou ínfimo. Era como se estivessem vivendo aqui, porem numa outra dimensão. Bem aos poucos, imperceptivelmente, a ingênua necessidade de inserção desse encanto em outros contextos externos aos dois, foi dando lugar ao esvaziamento da magia. Até que um dia acordaram do que passaram a chamar de sonho. E tudo virou lembrança, virou música, pintura, filme e dança. O título é um só: O mais não cabe no menos.

Afetos Guardados

Algumas pessoas criam, em algumas outras pessoas, objetos de uso afetivo. Deixam lá, guardados em algum canto da vida, por medo de que a troca traga desestruturação material e social. Mas lá, guardadas, funcionam apenas como um seguro contra falta de afeto. Quando descobrem que essa pessoa (objeto de uso afetivo), por algum motivo, não está mais lá, disponível, vêm as lágrimas de perda. Não pela pessoa “perdida ou distante” em si, mas pela perda da possibilidade afetiva que aquela pessoa apenas…representava.
A pessoa funcionava como um objeto afetivo e não era um objeto de afeto.
Cautela com as pessoas que te procuram somente nas horas de necessidade
afetiva mas não te acrescentam nada.

Tenhamos afetos vividos e não apenas possibilidades guardadas.

Mais Meditação, Mais Empatia, Menos Culpa.

O que substitui a culpa, o que a faz desaparecer, é a aceitação profunda, a consciência de que o erro, mesmo lesivo, é necessário para o aprendizado (de quem lesa e de quem é lesado). Indo mais fundo um pouco, culpa, além da percepção incômoda de que causamos lesão, é medo de punição. Perdão é fruto de estar bem, em harmonia consigo mesmo e com o outro, mesmo se tendo errado. Se eu aceito o meu erro, aceito o do outro. Se eu me perdôo, perdôo o outro. O mecanismo que pode nos avisar de que podemos fazer melhor é a constante expansão da consciência. Começando pelo desenvolvimento da percepção do outro (empatia) e pela percepção de nós mesmos. Nada melhor do que a meditação para ambas as coisas. Isso reduz a atuação dos mecanismos de auto sabotagem que fazem com que façamos algumas coisas pela metade sem que nos demos conta disso. Por exemplo: Eu faço algo errado e só vou perceber depois, às vezes por queixas de terceiros. Se eu desenvolvo a empatia e pratico meditação, os erros serão bem menores. Porque estou mais em contato comigo mesmo e com o outro. A culpa se tornou tão enraizada em nossas vidas porque os poderes (morais, políticos, religiosos, etc. que contam com a nossa conivência ainda que por omissão nossa) que ditam a nossa ética, o fazem de forma a nos colocar em constante sensação de débito e sujeitos a punição. As regras para vivermos uma vida em sociedade são imprescindíveis, mas quando excedem, e excedem mesmo, tornam-se castradoras de sentimentos, emoções e certas práticas. É aí que nasce a culpa compulsiva e …desnecessária. Outra vez aqui também vale, como cura, o desenvolvimento da empatia e da meditação. Porque ambos nos colocam em contato com a nossa essência, com uma ética que não precisou ser inventada para dar certo e é mais construtiva e saudável do que as que criamos para as sociedades. A ética da nossa natureza relacional.

Primeiro os portadores de necessidades especiais, depois o resto.

Para ser digna, uma sociedade ou comunidade, precisa ser inicialmente estruturada de forma a viabilizar, saudavelmente, a vida pessoal e social de todos os portadores de todas as deficiências físicas e mentais e portadores de disfunções. É por aí, por essa profunda e generosa capacidade de empatia, que se pode medir a grandeza (ou a pequenez) de um agrupamento social. Enquanto isso não acontecer, as pessoas consideradas “normais” não serão dignas deste, já equivocado, rótulo.

Um sonho saudável

Alguns sogros(as) ou cunhados(as), em geral os que sofrem de onipotência compulsiva, se esquecem que os genros, noras e cunhados(as) são uma opção de seus filhos ou irmãos.Felizmente não foram êles (sogros e cunhados) quem os escolheu, foram seus filhos ou irmãos. Por mais que achem que sabem, ignoram as verdadeiras dores e prazeres do casal.Não têm nenhum direito de criticar se não forem consultados.Por mais poder que se arroguem ter, têm sempre uma visão muito pequena do casal e…parcial.Felizes os casais, cujos integrantes, têm a sensibilidade e a habilidade de poupar seus cônjuges dos detritos emocionais advindos dessas figuras patéticas. Falta-lhes a visão de que o outro é o outro, não é necessáriamente e nem tem que ser uma extensão ou cópia de sua singular pessoa, nem filosófica, nem moral e nem nos valores. Isto vale também inversamente por parte de alguns genros e noras. Por esta razão gosto de repetir a minha frase criada para o exercício do amor nesta fase da sociedade (2011): “O segredo do amor é o segredo”. Se, de todo, o segredo não for possível, então é recomendável a postura sugerida por alguns psiquiatras em relação ao convívio com psicopatas:”Distância educada”. JAMAIS um pai ou uma mãe saberá o que seu filho ou filha sente pelo parceiro. Feliz ou infeliz na escolha, foi uma opção dele(a), que tem que ser respeitada. Se perguntados, a melhor frase que os pais podem dizer para um(a) filho(a) é: “Respeito suas escolhas e posso dar minhas sugestões se você quiser ouvir”. Perseguir e desqualificar só piora a situação. Afasta as pessoas e impede um diálogo respeitoso.

A família está passando por reformulações profundas causadas por criadores de caos (não que o formato antigo fosse ideal, longe disso) mas, um dia, se sobrevivermos, chegará na nossa vocação: Comunidades onde todos se conheçam pessoalmente, todos são responsáveis por todos, os pares não são obrigatóriamente fixos e os filhos são responsabilidade de todos. Parece um sonho, assim como o telefone, o avião, o celular e a internet pareceram um dia, mas é melhor porque não é um sonho de consumo, é existencial e mais saudável.

Aí o genro do cunhado poderá ser o sogro do irmão do parceiro da nora do filho…..FIM DOS RÓTULOS.

RELAÇÃO GENEROSA.

 

 

É pelo sentir que você atrai o que você quer

Se você foi submetido à autoridade de uma pessoa desafetuosa, destrutivamente crítica e persecutória, por um dia que seja, precisa tratar os danos causados. Se foi por mais de um ano, precisa, URGENTEMENTE, tratar, COM AFETO, a verdadeira devastação que foi causada no seu ego. Medo, insegurança profunda, paranóia, inveja, fobias, raiva, ódio, etc. são coisas que você pode sentir, mas NÃO se identifique com elas. Trate-se para que você possa atrair coisas melhores para a sua vida. No fim é o que você sente que atrai o que você quer.

Mais autoconhecimento para uma “dança” amorosa mais feliz

Uma relação pode ter um problema causado por um problema relacional de uma ou das duas partes. É bom separar essas coisas pra não ficar nos rótulos limitantes e superficiais do tipo: “Ah, a gente não dá certo”. Os dois podem ser dotados de uma excelente afinidade “química” e os egos não estarem suficientemente capacitados a manter o vínculo afetivo ou ainda, individualmente, sofrerem de disfunções relacionais do tipo posse, ciúme, inveja do parceiro, etc. Algumas pessoas me procuram para, através do coaching relacional, resolverem essas questões e ficarem mais preparadas para perceber e viver as relações. Outras, a maioria, chegam já em crise. Torço muito para que, um dia, a falta de informação sobre relações seja menor, bem menor. Não existem receitas de sucesso para o amor, mas o autoconhecimento e o conhecimento de alguns fenômenos humanos básicos ajudam, em muito, a percepção de si e do outro, facilitando imensamente a “dança” harmoniosa do amor.

A dor e o prazer de um, é a dor e o prazer de todos

A humanidade é uma relação orgânica, assim como o corpo humano. Nós estamos muito mais ligados do que imaginamos. Aliás, ligados pressupõe a possibilidade de desligamento. Mais do que ligados, nós somos uma única “coisa”. O planeta inteiro, o universo inteiro. Na medida em que uma pessoa se considera um indivíduo, separado do resto, é nessa medida que ela se torna uma parte doente desse todo. A saúde é perceber, através do sentimento (consciência), que ela é parte orgânica desse todo. Para que o todo esteja saudável, não basta essa percepção de cada pessoa, é preciso que a relação de cada pessoa com esse todo seja generosa. Todos a favor de todos. Todos são muito importante para todos. O problema de cada um é problema de todos. A dor de um é a dor de todos. A alegria de um é alegria para todos. Nós somos originalmente empáticos e tudo o que nubla essa percepção de empatia entre nós, é doença. Com esse foco, nós curamos todos de tudo o que não for saudável.

Quando a relação acaba, o amor continua…apenas inviabilizado.

Se uma relação acabou por mostrar-se inviável, faça o possível para não pensar mais nela. Desvincule-se da relação. Os amores são eternos mas as vezes as relações inviabilizam-se. Fique com o amor, livre-se da relação. Não adianta nada sair de uma relação se ela não sair de você. Só assim você predispõe a sua energia para o advento de novas e mais saudáveis relações. Muitas vezes até mesmo com a mesma pessoa. Posto que existe o amor, o sucesso de uma relação depende do preparo pessoal de cada uma das partes. E isso pode mudar para melhor…na distância.

Comunicação pessoal nas universidades JÁ !

É muito grande o número de profissionais altamente capacitados em suas áreas mas…com pouquíssima habilidade na comunicação pessoal. Haja vista o criador disso aqui. Ele conseguiu bilhões de dólares, algumas dezenas de inimigos e, até onde se sabe, uma grande solidão. Mas ele figura dentre as exceções. O mais comum é terem suas carreiras tolhidas ou excessivamente dificultadas. Daí o enorme gasto de energia para fazerem as mesmas coisas que os igualmente capacitados, porém com facilidade de comunicação, fazem sem fazerem desafetos. A facilidade de comunicação e a destreza relacional tornam o sucesso bem mais barato, mais saudável, mais duradouro e mais feliz. Nas universidades ainda não se prepara o indivíduo para se relacionar. Terrível, porque todos os profissionais, todos sem exceção, DEPENDEM, acima de tudo, da relacionalidade para serem saudavelmente bem sucedidos.

Essa comunicação pessoal a que me refiro é, antes de ser ferramenta opcionalmente usada para o marketing pessoal, a básica habilidade de se comunicar. O que eu noto nos meus atendimentos é que muitos profissionais, altamente graduados e qualificados, não têm a habilidade de se comunicarem bem porque não aprenderam. Isso não lhes foi apresentado sequer como materia a ser estudada e treinada. Isso prejudica, em muito, o inicio e o decorrer de suas carreiras. Outra coisa, bem diferente, é a habilidade de se realizar um bom marketing pessoal. Trata-se de outra matéria e, necessariamente, posterior à habilidade de se comunicar bem. Há quem se comunique muito bem e não tem noção de marketing pessoal. O indivíduo que aprendeu a se comunicar bem em sentido amplo, não cairá nas arapucas de usar a falsidade ou mesmo a artificialidade como recurso de retórica, porque, se aprendeu bem, ele sabe que são armadilhas nas quais, cedo ou tarde, fatalmente, cairá. Nesse caso, se tentou, usou mal o marketing pessoal.

Metafóricamente: uma coisa é aprender a escrever, outra é saber  escrever uma boa redação. São matérias diferentes, o ponto em comum é que ambas lidam com palavras, apenas.

De forma resumida, o aprendizado da boa comunicação pessoal inclui, necessáriamente, o entendimento do que é usar a percepção em lugar da reatividade. A partir desse entendimento há que se treinar muito, principalmente a boa administração das emoções. Esse aprendizado inclui também a percepção do instrumento da fala, a “música da voz” com suas muitas variáveis, grave e agudo, timbre, intensidade, administração do ar e outras sutilezas mas, principalmente o jeito de falar, o sentimento associado às palavras. Isso precisa de treino acompanhado!!!

A gente encontra bons comunicadores natos em diversas áreas. Desde o Zé do cachorro-quente ao Dr. Fulano da presidência. Em geral, se esse Zé do cachorro-quente estuda e se empenha, vai parar na presidência, mais saudável e com mais bons contatos e amigos do que o sujeito que não tem uma boa comunicação pessoal.

No aprendizado da boa comunicação pessoal, a primeira coisa que deve ser trabalhada é a melhora da autoestima da pessoa. Ele precisa perceber e viver em paz com o fato de que não é o “incapaz” ou o “super-homem-infalível” que lhe fizeram crer que era ou que tinha que ser.

Em geral, nos ambientes de trabalho, há muita pressão e se não houver uma boa administração emocional associada à clareza na comunicação, não há MBA que salve.

 

Comunicação pessoal nas universidades JÁ !

 

“Informatite Aguda”

Da mesma forma como o nosso corpo procede com os alimentos separando o que é nutriente do que é detrito, absorvendo os primeiros e eliminando os segundos, precisamos fazer o mesmo com tudo o que a nossa mente recebe diariamente. Tanto com a comida quanto com as informações, vivemos em uma época de excesso de oferta. A intenção do poder é, de fato, intoxicar e fragilizar para que geremos divisas a qualquer custo. Com a comida logo percebemos os efeitos nocivos, com a informação demoramos bem mais a perceber. Muitas vezes quando percebemos, ela já virou “cultura de vírus e bactérias comportamentais”. “Informatite aguda”. Tanto o antibiótico quanto a vacina de prevenção estão em uma só prática:meditação.A meditação despolui o organismo em todos os níveis: físico, mental e emocional. Com muita prática da meditação, a pessoa começa a ter maior capacidade de percepção. Distingue melhor o que é nutriente e o que é detrito e pode fazer escolhas mais saudáveis. Ela, então, conseguiu aumentar a potência do farol da consciência. Percebe mais, escolhe melhor.

Você tem uma beleza notável

Você tem uma beleza notável. Só sua. Mas você nunca poderá vê-la se se olhar como acha que os outros te vêem. Se você ainda não consegue se ver com o seu próprio olhar, treine se olhar. Pode ser no espelho ou gravado em vídeo, olhando para a câmera. Calma, isso não é narcisismo! rs. Procure ver onde se revelam as suas qualidades nos seu rosto. Na “dança” facial, no SEU olhar, no seu sorriso. Percebeu? Se não, continue, não desista. Se sim, conecte-se com o bom humor, coloque-o no olhar e pronto. Agora os outros poderão entrar em contato com a sua beleza.

A sua fala diz de você, o que você nem imagina

Não é só o que você fala que vale. Você sempre fala numa frequência mental que passa no tom em que fala, num “clima”, modo, advérbio. Você pode falar as coisas mais sábias, nas horas mais corretas, apropriadas e para as pessoas certas. Mas se fala num tom agressivo, grosseiro ou gozador, de nada vale. Ou melhor, vale sim, para desqualificar o QUE você está falando e criar uma resistência no seu ouvinte em relação ao que você está querendo dizer. As pessoas resistem muito ao que um chato diz. É totalmente destrutivo, é como plantar uma erva daninha no outro. Então é melhor ficar quieto ou extravasar num esporte a sua raiva guardada. Depois, quando estiver em condições de falar de forma construtiva e pacífica, diga. Aí você será ouvido mesmo. O modo de uma pessoa falar, a conexão autêntica com bons sentimentos, revela o grau de sua consciência. Preste atenção ao ouvir alguém…na “música” da voz dele. Aí está revelado o grau da consciência. Se você tiver paciência e uma boa capacidade de trancendência (características do raro ouvinte sábio), vai conseguir passar por cima da forma esdrúxula e ficar com o conteúdo para análise. Não podemos descartar os “papagaios” humanos que falam coisas interessantes de forma torta e, muitas vezes, sem querer. Mas ao falar para o ouvinte comum, se quiser mesmo ser escutado, conecte-se com bons sentimentos, com a leveza e com o bom humor. Se disto resultar um estado autêntico (e isso é questão de treino) você, não só dará o seu recado, mas plantará uma semente saudável.

A necessidade é sábia

A necessidade faz a gente comer.
O desejo faz a gente comer muito.
A vontade faz a gente não exagerar para não se estragar.
Não fosse o desejo, a vontade não existiria, não teria por que.
A necessidade nos bastaria.
A necessidade nos basta.

O Chato Insistente

Se uma pessoa insiste em se aproximar de alguém e este não corresponde, não é recíproco…melhor deixar pra lá, não dá certo, não tem afinidade natural. Se for aproximação com segundas intenções, por interesse, deixa pra lá também. O outro percebe e a pessoa vira uma chata. Se, mesmo assim, insiste e apela pra magias, simpatias, força do pensamento, etc. aí, nesse ato a pessoa artificializa a sua própria vida e breca a sua própria evolução. Como consequência, vai criar inimigos velados, vai reforçar e aumentar a baixa autoestima, vai experimentar paralização relacional e, o pior, solidão do tipo abandono.

Tornar-se uma pessoa interessante é o melhor para a propria pessoa e para os que a rodeiam.
Só assim as coisas, de fato boas, começam a acontecer.

Homem, exceção superior(?)

A vida biológica dispõe, naturalmente de caça e amor. A caça preserva o indivíduo, o amor preserva a espécie. O homem [exceção superior(?)] não precisava nem caçar mas acabou virando guerreiro. Isso nos conduziu ao atual exercício de praga: destruimos a nós próprios, destruimos o nosso semelhante, destruimos o meio ambiente e nos distanciamos dos nossos predadores naturais. Podemos preservar a nossa integridade física nos defendendo dos predadores, mas não precisamos nos distanciar tanto da natureza material, física e amorosa. O amor, hoje, resume-se a uma experiência uma experiência socialmente inconveniente e anacrônica. Mas é terapêutiva, nos devolve a experiência do nosso exercício “default de fábrica” que é sermos uma relação generosa. O amor generoso é harmonia e saúde, o amor generoso somos nós…sejamosnós! 

O que importa é você!

Não importa o quão ruim tem sido a sociedade, se está sendo dirigida por meia dúzia de psicopatas, se as relações estão contaminadas pela hipocrisia, pela desconfiança e pela mentira, se os políticos trabalham para o poder que estimula a criminalidade para nos manter em permanente insegurança, etc. Este é APENAS um modelo socio/relacional e é imposto. Não quer dizer que não possam existir outros bem melhores. Nesse caos orquestrado lá do alto da pirâmide do poder, o que conforta é que, biologicamente, somos seres relacionais e que, para que esta relação de certo, precisamos ser (e somos embora não estejamos) generosa e construtivamente relacionais. Se você acredita nisso, basta ser dignamente afetuoso e generoso com você mesmo e com os outros, para voltar à SUA (nossa) natureza. Certamente nem todos vão agir com reciprocidade, mas você será um robô a menos e isso vai te fazer um bem impagável.

Cuidado essencial

Você faz yoga, academia, dieta, depilação, cabelo, shampoo,condicionador, cremes e mais cremes, unhas no mínimo uniformes, comepouco e muito com culpa, dança do ventre, dança de salão, meditação,terapia, modelagem, tira a maquiagem à noite, adstringente, hidratante,maquiagem de manhã, maquiagem noturna, varia a roupa, esqueci de algo?Certamente.Mulher, não esqueça o mais importante: prepare-se para o digno exrcíciodo afeto para não cair nas armadilhas da baixa autoestima. A sua(merecida) felicidade depende disso. ;-) 

Ouça o seu coração

Ouça o seu coração: taquicárdico, normal, palpitante, arrítmico,disparado…O corpo está querendo dizer alguma coisa com isso. Vá aomedico, faça os examens e os tratamentos mas aumente a percepção dosseus movimentos emocionais: impulsos contraditórios extremos, medoextremo, raivas guardadas, caladas, stress por competição etc. Se vocêestiver conectato com a sua boa autoestima verá que uma aparente derrotaagora reverterá em uma libertação mais à frente que o fará mais feliz.Trata-se de um processo de harmonização. Não pare de buscar a suafelicidade mas aceite aimponderabilidade da vida como parte decisivadesse encontro. As coisas virão às suas mãos.

Possessividade

Quando você algema alguém por posse ou ciúme (tanto faz) vc o(a) estátrazendo para dentro da cela que sempre te aprisionou. Está fazendo você emais uma pessoa infelizes. É melhor aprender com os mais livres o segredode suas liberdades e, com eles, abrir a sua cela e libertar-se também. Aliberdade assusta os encarcerados mas não espere apodrecer para selibertar, poderá ser tarde. Só depende de você. Comece soltando as algemas daqueles a quem você aprisionou. Incluindo animais e objetos sem uso.

 

O que significa uma televisão desligada?

a) Que se passa a ser o protagonista da própria vida.

b) Que se está economizando energia elétrica.

c) Que o vazio da vida fica perceptível.

d) Que se perde o contato com o mundo.

e) Que, assim, pode-se conversar.

f) Que se está economizando a própria energia.

g) Que a fonte interna (da TV) queimou.

h) Que um entretenimento está desativado.

i) Que se pode determinar o ritmo das próprias atividades.

j) Que fica mais fácil conhecer quem está ao lado.

k) Que, assim, surge um silêncio incômodo.

l) Que o grito interno dos problemas fica ensurdecedor.

m) Que uma paz esquecida e libertadora inunda a mente.

n) Que, assim, inicia-se um processo de alienação.

o) Que o plug está fora da tomada.

p) Que fica mais fácil pensar.

q) Uma desgraça pela qual ninguém merece passar.

r) Que acabou a luz.

s) Uma tela escura.

t) Que não se está sofrendo tentativas de indução comportamental.

u) Um fato irrelevante.

v) Que a boca do vendedor eletrônico esta calada.

w) Que uma sobrecarga queimou o aparelho.

x) Que, agora, sobra tempo.

y) Que fica mais fácil ler.

z) Nenhuma Das Alternativas Anteriores. A capacidade de pensar foi desligada antes…pela TV

 

O concerto da vida é um longo conserto do ego

Algumas pessoas entendem as dificuldades por que passam como punição por erros que cometeram. Pensamento fundado na culpa. Esquecem que, por incrível que possa parecer, nós sempre estamos fazendo o melhor que podemos de acordo com a nossa consciência. Tanto os erros que cometemos quanto as dificuldades por que passamos são frutos de um só fator: a ignorância. Quando a pessoa se identifica com os erros ela entende as dificuldades como punições. Ninguém é a ignorância, nós a temos temporáriamente e isso passa com o aprendizado, com o conhecimento, com a consciência. O concerto da vida é um longo conserto do ego.

Por medo de abandono, nos abandonamos ao abandonarmos o amor

Passamos a vida aprendendo a nos entregarmos afetiva e amorosamente. Passamos a vida aprendendo a não fugir e não ter raiva de quem, naturalmente por amor, desnuda a nossa alma e nos faz sentir totalmente em amor, amados e vulneráveis. Por não vivermos sem amor, oculta e desesperadamente imploramos, à existência, por um amor em nossas vidas. Daí quase sempre, quando amados, desnudos, percebidos e vulneráveis, enxotamos o amor…por medo de abandono, nos abandonamos ao abandonar o amor. A saúde é quando se tem a coragem de admitir e vivenciar que o aprendizado maior dessa vida é isso: Aperfeiçoar a vivência amorosa. A vivência deste ou daquele amor acaba. A capacidade de vivenciá-lo cresce exponencialmente…sempre. Queiramos ou não.

Quando o espelho ficar transparente

QUANDO AS ÁGUAS TURVAS DE TUA MENTE SE ACALMAREM…

QUANDO AS NUVENS NÃO TE IMPRIMIREM MAIS DÚVIDAS DE QUE TEU SOL EXISTE…

QUANDO TEU OLHAR EXPRESSAR APENAS A TUA INFINITA TERNURA…

QUANDO O TEU INCONSCIENTE ESTIVER TRANSPARENTE PARA A TUA AGUÇADA OBSERVAÇÃO…

QUANDO NÃO HOUVER NENHUM OUTRO MAESTRO A REGER SEU COMPORTAMENTO A NÃO SER VOCÊ…

QUANDO CADA GESTO DE TEU CORPO FOR VEÍCULO DO TEU ACOLHEDOR AFETO…

ENTÃO PODERÁS DIZER:

EU SOU EU

PODERÁS ENTÃO SENTIR O TEU OBJETO DE AMOR COMO ALGO DIFERENTE DE TI…

E ISTO É QUE SERÁ ENCANTADOR…

AMARAS ALGO QUE NÃO A TI MESMO NO OUTRO. 

 

Por que?

Há um culto ao sofrimento.

Há uma crença de que são necessárias muitas lágrimas para merecermos um tímido sorriso.

Há uma semeada sensação de imerecimento da paz interior.

Há uma culpa atávica de viver o prazer.

Há um disseminado constrangimento de abraçar com carinho.

 

Há um pavor atávico de olhar o olhar do outro longa e desinteressadamente.

Há um desconforto em parecer-se o que, de fato, se é.

Há uma idéia imposta de que somos essencialmente muito diferentes.

Há uma negação quase instintiva de se receber carinho.

Há uma falsa certeza inconsciente de que se é desprezível.

Há uma tristeza inexplicavelmente pronta para se instalar em momentos de solidão.

Há um tonel de lágrimas proibidas.

Há um calar o canto do encanto.

 

Há um aplauso pronto para o ódio expresso.

 

 

Porque…

 

 

 

Há uma imensidão de amores impedidos e guardados.

Amemo-nos. Sejamosnós!

 

Você e eu podemos nos relacionar dignamente

Um sistema de troca de bens e serviços que não contempla e energia despendida com o trabalho, não pode ser digno e nem muito menos dignificar as pessoas que participam desse sistema. O problema não é o dinheiro, nem os bens, nem os serviços. O problema é a sub qualificação e a hiper qualificação (de certos bens e serviços) impostas do alto da pirâmide, lá onde o dinheiro é impresso do nada e trocado pela escravidão de vidas que ainda não sabem disso. Este é o pior desafeto: o desprezo. Mas isso não impede que você e eu possamos ter uma relação dignamente generosa e afetuosa.

Amor? Só fora de controle

Tem pessoas que precisam ter o controle total sobre a própria vida. Isto é impossível. Daí essas pessoas aprimoram técnicas, planilhas, fazem planejamentos detalhados e acabam vivendo um personagem. Quando o amor lhes bate à porta, elas desestruturam, enlouquecem. Sabem que toda a racionalização que criaram, por medo do descontrole, está inviabilizando a entrada desse amor em suas vidas. E, isso sim, as descontrola. É o cachorro correndo atrás do próprio rabo. Ou tombam exaustas ou saem em desespero e mordem, de raiva, o primeiro infeliz que aparece rsrs. Algumas coisas na vida funcionam com controles e planilhas…o amor não. 

Maravilha da existência

Existem pessoas que buscam a luz do outro mas esbarram nas próprias limitações.Até experimentam a luz, mas não conseguem “bancar” a manutenção do contato. Elas evoluem e se tornam pessoas iluminadas, que têm a coragem e a capacidade de absorver as luzes dos outros sem os prejudicarem. Elas evoluem e se tornam pessoas que aprendem a gerar a própria luz. São mais que iluminados, são estrelas de diversas intensidades. A esses, sabiamente, a existência imprime o impulso de buscar trevas. Eles nunca vão conhecê-las, porque por onde passarem, vão iluminar…pessoas que buscam a luz do outro…e assim infinitamente. Maravilha da existência.  

Da ética à consciência

Criamos princípios éticos para estabelecer poderes, deveres e limites. Criamos a moral para apontar o cumprimento ou não da ética. Criamos a lei para punir quem está agindo de forma imoral e, portanto, desrespeitando a ética. Até aqui foi um grande passo, mas ainda está muito longe de contemplar a justiça, que é a idéia que gerou tudo isso. Precisamos disseminar consciência relacional generosa. Não se impõe consciência, não se ensina consciência, não se doa consciência. Adquire-se por contágio. 

Estética ou “química”?

Quando se tá diante de um amor cuja estética pessoal do parceiro está fora dos nossos padrões, ainda que saibamos que isso é bobagem e mesmo assim fica um pouco tenso para nós, o jeito é fechar os olhos e beijar com entrega, apagar a luz e amar e se deixar amar com total abandono….Não esqueça que se está diante de um amor!!! Depois, os dias seguintes farão falar mais alto, em nós, o resultado da “química” que é o que interessa…Se foi boa e intensa, o tempo se encarrega de mudar a ótica distorcida pelo nosso próprio  superego repressor, seeeeemmmpre trabalhando para que não sejamos felizes. A estética (física, fatores culturais, econômicos, sociais) atende estritamente ao social…que é o contrário do amor.

O “lugar ao sol” é ser você!

A nossa sociedade opera, relacionalmente, através de clichês impostos. Alguns fazem de tudo para conseguir um “lugar ao sol” incorporando um clichê, passando a se exercerem exclusivamente por esse personagem que escolheu dentro do cruel e asfixiante cardápio oferecido pelo social. Passo seguinte: Incorporam outro clichê que dê vazão a outros lados de suas personalidade sufocada pelo primeiro clichê. Esse novo clichê também sufoca. Daí incorporam outro, e outro…e, ao invés de respirarem melhor a existência, surpreendem-se mais que sufocados…paralizados. Jogar os clichês no lixo e ser o que se é, priorizando o afeto e a generosidade, liberta. A sociedade poderá não gostar muito disso, mas as pessoas com quem você tem afinidade te descobrirão mais facilmente e você amará e será amado…de verdade.  

Amadurecimento?

Na primeira infância nós desaprendemos quase todas a nossas capacidades de percepção de nós mesmos, dos outros e do ambiente. Na segunda infância nós aprendemos que quase todas as nossas vontades não podem se realizar e que devemos seguir regras. Na adolescência entramos em contato com a hipocrisia, nos revoltamos e aprendemos a satisfazer muitas vontades em segredo e com culpa. Na idade adulta, desgostosos, aprendenmos a conviver com a hipocrisia e sofremos a supressão da satisfação de muitas vontades. Na idade da sabedoria convivemos em paz com a hipocrisia e vivemos a satisfação de nossas vontades em segredo, em paz, sem culpa nem revolta.

Você exerce posse sobre o outro enquanto não tem a você mesmo

Se o seu ciúme é tamanho a ponto de transtornar a sua cabeça e nublar a sua capacidade de observação e discernimento, não esqueça nunca de que você não tem poder de mudar o outro e, mesmo se isso fosse possível, nem seria saudável. Mas você pode mudar você. Não reprimindo o seu ciúme mas TRABALHANDO DIUTURNAMENTE na recuperação da sua autoestima aceitando-se como você é. Este é o único poder saudável que você tem. Você exerce posse sobre o outro enquanto não tem a você mesmo.

Quem está realmente encalhado?

Primeiro a cobrança/pressão para o casamento. Depois a do nascimento dos filhos (afinal vocês TÊM que ser pessoas NORMAIS). Depois vem o insuportável policiamento na educação dos filhos e a insustentável tortura em cima da mãe (mãe deve isso, mãe tem que aquilo) com a tradicional invasão bárbara das sogras (avós) cunhados(as) e agregados. Como resultado inevitável disto vem o tédio e a incestualização da relação. É a morte do casal e o início definitivo da sociedade FAMÍLIA que, na melhor das hipóteses, resulta na irmandade e amizade fraternal. O sexo sai de cena porque irmão não faz sexo com irmã. Deveria haver uma cerimônia ou rito para isso tambem: “A incestualização da união” com um juramento do tipo: “A partir de hoje somos “irmãos” e sexo não é mais uma “obrigação” entre nós”. Há quem escape disso mas são as raras exceções dotadas de uma imensa maturidade emocional. Aquela que faz perceber que laços consanguíneos não tem nada a ver com afinidade e muito menos com o cumprimento de protocolos sócio/familiares em detrimento do bem estar e da felicidade pessoal do casal. Se é “até que a morte os separe” então teria que separar ou mudar o contrato quando o casal morre (em vida dos cônjuges) e viram irmãozinhos. Agora, tendo filho na parada, se surge essa amizade e o casal quer e concorda em viver a sexualidade de forma libertária e manter a união fraternal, então a saude agradece. rsrs A raiz de todo esse problemão está na dificuldade de as pessoas territorializarem seus espaços pessoais permitindo assim relações promíscuas. Esta dificuldade existe porque há uma tradição de indução comportamental, uma imposição cruel que desconsidera o indivíduo e exige dele a função que ele deve exercer na sociedade, fazendo-o sentir-se um marginal se pensar e agir diferente, ainda que construtivamente, em relação ao seu semelhante. Ora, biologicamente somos uma relação, precisamos ser relacionais, mas nunca em detrimento da nossa natureza pessoal. Tudo isso sem contar que existe uma grande inveja por parte dos “sequestrados” pelo esquema social em relação aos que ainda vivem heróicamente em liberdade. Aí, oportunemente, aparece uma pergunta bem interessante: “Quem está realmente encalhado?” (rsrs). Ainda precisamos aceitar uma forma de convívio que contemple a harmonia da nossa natureza individual com a nossa natureza coletiva, até porque a natureza é uma só.

A entrega amorosa é treinável

A insegurança em relação a si próprio gera a sensação da impossibilidade de se ser sinceramente amado. Essa sensação gera a necessidade de se ficar testando constantemente o PODER de sedução para resultar em auto afirmação vinda de fora. Essa insegurança gera, também, a incapacidade de amar e, portanto, a pessoa sempre desconfia dos amores declarados a ela. Autoestima zero. Necessitando de amor e sentindo-se totalmente incapacitada a ele, a pessoa desenvolve relações em que possa dominar através do controle e do poder. A capacidade de entrega, que é a base do amor bem vivido, desaparece. Nasce aí o ciúme e a posse. A pessoa vive angustiada, aflita, solitária, abandonada, carente, reativa, controladora, mau humorada, etc. Sente-se incapaz de viver qualquer relação humana afetuosa. O saudável aí, é treinar a entrega encarando as frustrações como aprendizado e, pouco a pouco, ir adquirindo a percepção de que são pessoas comuns, que se gostam e capazes de amar e de serem amadas. Mas, em geral, compram um animal de estimação, objeto de uso para melhorar a estima do dono. Preferem escravizar em nome da ESTIMA. Fazem com o bicho o que acham que a vida fez com elas. Pra quem tem dificuldade de entender isso é só imaginar o contrário: Um ser humano engaiolado, encoleirado, submetido a um habitat que não é o dele, sem amigos, muitas vezes sem parceiro(a), castrado e totalmente desadaptado do seu modo de vida natural, mas muito “amado” pelo seu senhor e proprietário.

O que é o “digno exercício do afeto”?

Afeto, no sentido popular, que é o que eu uso, está relacionado a carinho, carícia e generosidade e,

nesse sentido, o sentimento de afeto, em sí, é sempre digno. O exercício é que pode não ser.
Não se trata de montar uma planilha do Excel e, nela, registrar-se cada ato de um lado e
cada ato do outro para, em seguida, verificar os números e forçar uma equiparação de
atitudes e daí cobrar ou pagar afetos atrasados ou criar créditos afetivos. Dessa forma
entrariamos no terreno da mesquinharia e subsequente chantagem emocional.

NÃO É POR AÍ

Exercer o afeto com dignidade é interagir com alguém (ou grupo), trocando afeto na
mesma proporção e em intensidades de entrega parecidas. Se você mais dá do que recebe,
a sua autoestima cai. NÃO É DIGNO. Se você mais recebe do que dá tambem não é
saudável, você pode, por exemplo, se sentir em dívida (sem motivo) ou simplesmente incomodado

com a dinâmica excessiva da outra pessoa em relação à você. Também NÃO É DIGNO.
Sentir e perceber, antes, o grau de afinidade existente entre a outra pessoa e você, é o
melhor parâmetro para iniciarmos uma dinâmica relacional com base na reciprocidade
afetiva.
Sempre que entra em uma relação, você pode, com atos e atitudes, propor a dinâmica relacional.

Isso é natural e necessário. Você precisa mostrar como VOCÊ sente a relação e como SE sente NA

relação. A outra pessoa, naturalmente, fará o mesmo. Se as intensidades forem as mesmas, o que é

raro logo de cara, ótimo. Se as intensidades forem diferentes e as pessoas NA relação forem

perceptivas e generosas, vão, cautelosamente, procurando os pontos em comum, as afinidades para

que, nelas, se estabeleça o “chão”, a base da relação.
Se esta base se tornar sólida, a segurança na relação será maior e essa relação é candidata a ser

uma boa e prazerosa ligação. O que garante esse sucesso é a qualidade do afeto trocado

reciprocamente numa dinâmica sincrônica. É a percepção da reciprocidade que as pessoas envolvidas

precisam ter para exercerem seus afetos não se tornando excessivas, invasivas ou incômodas por

um lado ou cativas por outro.

Isto é o digno exercíco do afeto. Onde ninguém se sente ou é devedor ou credor de afeto. Êle flui

numa dinâmica naturalmente recíproca e sincrônica. Se a coisa sair do prumo simplesmente não de

mais do que recebe e nem receba mais do que dá.

E NADA DE MAUS SENTIMENTOS!!!

Harmonia é o nosso centro gravitacional

Existe um centro gravitacional harmonioso que está, o tempo todo nos atraindo, configurando a força centrípeta do afeto. Só ainda não estamos todos em harmonia, neste centro, devido às forças centrífugas da ira, da raiva, da competição, enfim da destrutividade. Queiramos ou não, aceitemos ou não, chega um momento em que os sofrimentos advindos da destrutividade vão enfraquecendo o centrifuguismo e nos entregamos à gravitação divina do afeto. É o nosso sentido de vida e a nossa vocação.

Afirmações para alinhamento

Eu reverencio a minha existência humana e me alinho com as fontes de vida.

Sou grato por viver sob a forma humana.

Perdôo-me por todos os meus erros e a todos que erraram para comigo.

Entrego-me inteira e unicamente aos mais puros sentimentos de alegria, de paz e de felicidade.

Eu me sinto um com a saúde e com a plenitude.

Eu dou à relação universal a minha sincera generosidade em cada ato que pratico.

Eu me amo incondicionalmente e, assim, o meu amor se reflete no amor a tudo e a todos.

Vingança ou Perdão?

O impulso de vingança está no inconsciente coletivo. Vingando-se você age como fantoche desse inconsciente. Não é a sua consciência e nem a sua percepção que estão em ação. Não é você. Diante de uma agressão sofrida, o grau da sua consciencia e da sua percepção podem te apontar para a defesa, para o ataque ou para o perdão. O perdão depende de uma “ficha” que cai na sua consciência que revela ser a generosidade consciente um atalho para a saúde e para a harmonia. O perdão necessita do grau mais alto de conciência e percepção. Perdão não vem com treino. A consciência sim. Meditação.

Quem pode ajudar quem?

É comum estranharmos o fato de que:

“Podemos ajudar muito o outro com atos, conselhos, com a simples presença pacífica, dando um “colo”, ouvindo, mas não conseguirmos fazer isso com nós mesmos.”

Esse fato gerou e gera grandes mal entendidos do tipo:

“Como é que alguém pode ajudar os outros se não é capaz de resolver suas próprias travas e encrencas?”.

“Como é que um fumante se arroga a dar conselhos de como parar de fumar?”.

“Como é que um ansioso pode ensinar relaxamento? Isso não pode funcionar”.

Mas pode sim e, muitas vezes, funciona.

O que nos leva a ter esse tipo de preconceito é:

1 Confundir a mensagem com o mensageiro.

2 Confundir informação e cultura. Saber é uma coisa (informação). Fazer é outra coisa (cultura).

3 Não levarmos em conta o fato de que algumas pessoas têm uma percepção aguçada dos outros e podem usar isso de forma generosa e construtiva.

4 O conceito errôneo de que: se alguém vê, aponta e ajuda a resolver um problema alheio é capaz de fazer isso consigo mesmo.

A crendice (diria até o mito) de que: “alguém que não esteja “resolvido” não pode ajudar outra pessoa com o mesmo problema” vem do fato de estarmos ainda, pré-historicamente, na obrigação social de vendermos uma imagem de perfeição para podermos criar credibilidade.
A credibilidade depende da imagem criada e, às vezes, o mais importante, que é a capacidade de ajudar, passa despercebida.

Essa obrigação de imagem perfeita nasce do fato de que estamos em guerra, desconfiados uns dos outros e, por isso, a generosidade autêntica, uma de nossas vocações naturais, não existe ou não é possível.
Ou, se é possível, quase ninguém a pratica sem interesses ocultos.

Em outros capítulos já disse, citando Cleofas Uchoa de diversas formas, que nós humanos somos uma relação. A humanidade é muito mais uma relação composta de indivíduos do que de indivíduos que exercem relações.

Para que sejamos uma relação, a natureza nos fez interdependentes em diversos aspectos. Um deles é que: EU POSSO TE VER mas NÃO POSSO ME VER.

Você depende muito de mim para se perceber e se entender (ou se equivocar e se desentender, de acordo com a qualidade da nossa relação) e eu de você para o mesmo.

Se a qualidade da nossa relação é boa, se você tem uma boa percepção de mim, se você for uma pessoa generosa, se eu for receptivo a você, mesmo que na hora eu não tenha a disposição para colocar em prática o que você me sugerir, então você pode me ajudar. Sim, porque, no mínimo, uma semente é plantada e, um dia, a “planta” nasce.
Mesmo que você tenha o MESMO problema que eu, ainda não resolvido em você, isto não o impossibilita de me ajudar.

Para resolver esse problema em você, você precisa DO OUTRO, que até pode ser EU MESMO.

Além da predisposição do ajudado, o que faz com que uma pessoa possa ajudar o outro, o que a habilita a isso, é a atitude generosa associada à percepção que tem em relação ao outro, e não o simples fato de ter seus próprios problemas resolvidos.

Seguem alguns exemplos que contam o que NÃO é ajuda autenticamente generosa. Todos sabemos desses instrumentos malditos e tememos que os outros os usem conosco.

• Alguém pode ter a maioria das suas questões resolvidas e não ser capaz de ajudar ninguém, simplesmente por falta de percepção (vivência) e/ou vontade.

• Alguém pode ter uma boa percepção do outro, adquirida, por exemplo, pelo medo, e usá-la como instrumento de barganha social mascarada de generosidade.

• Alguém pode ter uma postura de generoso sem que exerça isso nunca. Fica como uma eterna promessa sedutora.

• Alguém pode mostrar que sabe como ajudar o outro, “vender” pessoalmente caro essa ajuda e nunca entregá-la, com o seguinte trato no âmbito do “não dito”: “Seja cativo à minha pessoa que eu vou te ajudando na medida do possível”. Mais conhecido como “vender a alma ao diabo”.

• Alguém pode usar a generosidade “pronta entrega”. Por interesses ocultos, usar a percepção e entregar, em doses controladas, ajudas específicas, com o fim de criar um laço de dependência para tirar proveitos disso.

É muito por isso que desconfiamos de um conselho que venha de alguém que não o pratique. No fundo, é a desconfiança que temos de nós mesmos. Olhe no espelho e responda, com toda a sinceridade (ninguém vai ouvir rsrs) :
“Você nunca usou nenhum desses instrumentos malditos?”. Tememos do outro o que odiamos em nós.

Ninguém é perfeito. Mas mesmo assim, para nos sentir vivos, necessitamos e podemos ajudar uns aos outros.

Raiva versus percepção

Pergunta: Arly, minha eterna questão é: até que ponto não ficar com raiva é ser apático? O sangue nas veias, a intensidade devem ser sentidos.

Resposta:

A cada instante devemos ser responsáveis (termos habilidade de resposta às situações) e assertivos. Mas, não raro, a raiva nasce assim: por ingenuidade ou ignorância, deixamos que nos invadam. Quando percebemos já é tarde. Nos invadiram, fizemos papel de bobos, nos desqualificaram, etc.  e nós…deixamos.

Por pura ignorância operacional, a reação automática é ficarmos com raiva do autor externo da invasão, mas, no fundo no fundo, ficamos com ódio de nós mesmos por termos deixado que aquilo acontecesse, ficamos com raiva DO FATO de termos sido ingênuos e ignorantes. Ridículo, como é que eu posso condenar alguém por ignorância? Mas, por CULTURA, fazemos isso com nós mesmos. Nós mesmos nos desqualificamos com essa raiva.

DO OUTRO LADO

Quem invade, invade por hábito, por ignorância ou por maldade. Em qualquer um dos casos a nossa interação, para ser saudável, não poderia ser reativa. Quando somos reativos somos inconscientes, reagimos por memória emocional com cargas não pertinentes a essa situação de agora.

Em geral são TRÊS raivas que tomam conta de nós nesses momentos: Raiva do outro (por ter nos invadido) raiva de si próprios (por termos concedido na invasão) e mais as nossas antigas raivas guardadas não resolvidas.

Precisamos interagir de forma responsável (habilidade de resposta). De forma perceptiva. Perceber o momento, o autor da “invasão”, percebermos o que precisamos fazer, nesta hora, para não sermos invadidos e dar a resposta consciente. ASSERTIVIDADE SEM REATIVIDADE.

Obviamente que junto com esse esforço para a resposta perceptiva, os ditos sentimentos de raiva estarão presentes. O treino é não ouvirmos essa “voz” e continuarmos perceptivos.

São duas coisas que temos que fazer ao mesmo tempo:

1- Buscarmos a percepção e

2- Exercermos a indiferença às próprias raivas enquanto estimulantes de reatividade.

Na medida em que fazemos isso muitas vezes, mais e mais vezes vamos preservando o nosso “território” pessoal e cada vez menos sentindo raiva. A raiva é um alerta vermelho contra invasão do nosso sistema. Se o sistema não é invadido o alarme não toca.

Muita gente tem esse alarme disparado há muitos anos, mas passou a não ouvi-lo, já o associou ao “som ambiente” por não saber o que fazer com ele. Daí quando, numa nova situação de invasão, a pessoa toma contato com o quanto está invadida agora e há muito tempo, SURTA! Vai na jugular do invasor e o mata, quando na verdade, naquele momento específico, um simples “não” resolveria a questão pontual.

É justamente a apatia na hora da invasão é que causa e acumula raivas. A raiva nasce porque eu não soube dizer não na hora e do jeito certo. A raiva é sempre de mim, por que eu não me respeitei.

O que fazer com tanta raiva passada e guardada?

Primeiro é senti-las, na suas reais intensidades e, se possível, detectar as suas origens. Quase sempre isso é muito doloroso, penoso e transtornante, mas É INDISPENSÁVEL. Melhor que seja feito com acompanhamento. Imediatamente em seguida, aceitar a própria falibilidade diante das situações. Acabar de vez com os: “Como eu fui idiota!!!!”, “Eu sou um tonto mesmo!!!!”, “Eu fui um trouxa!!!”, etc.

Aceitar que não há outro jeito de aprender senão errando. É o erro que ensina. Essa percepção e aceitação da minha falibilidade disparam a aceitação da falibilidade do outro e, praticamente, “apaga”, anula, as raivas. A isso se dá o nome de perdão. E é sempre a si mesmo e aos outros.

O que fazer para não criar novas raivas?

Dizer não sempre que necessário, tranquilamente, ou seja, não aceitar invasões e, se elas forem inevitáveis, aceitá-las por decisão consciente, sem conflito. Isso nos torna íntegros (não partidos) e dignos (autoestima em dia).

A grande vantagem que a pessoa leva, se fizer isso, é que terá menos motivos para adoecer.

Como já disse outras vezes: “Sentimento guardado gera doença”.

Mamãe Controladora.

Excelente essa expressão: “mamãe controladora”.
Lembrando que mamãe controladora é sinônimo de mamãe
castradora que “fabrica” gente infeliz lotada de raiva
introjetada e inconsciente (é proibido assumir raiva
por parentes muito mais pela mãe) que desconta nos
outros essa raiva pelo resto da vida e, pior, achando
que está prestando um serviço à humanidade ao incitar
e obrigar uma proximidade física.
Ora, sabemos que afeto não se obriga ninguém a sentir.
Ou você sente ou não sente.
Não é obrigado e nem proibido sentir.

É justamente o convívio forçado que gera mais desafeto.
Quem é o “culpado”? A desafinidade (causadora, melhor do que culpada)
que é meramente um fenômeno natural. Está acima de qualquer julgamento.
Mas esse “social midiático” atual quer obrigar convívios
e proximidades exibindo um falso “bom mocismo”, obrigando
as pessoas ao exercício (mesmo indesejado) da hipocrisia.
Hipocrisia essa, sobre a qual, se estriba todo o
comportamento DITADO pela mídia (mamãe) controladora.

Assim estamos condicionados a sufocar a propria existência
e a dos outros. Cada vez mais é menos possível uma liberdade
existencial que, para muitos, foi e é essencial.
Citando algumas famosas cabeças, para as quais, algum
isolamento ou excentricidade foram decisivas até mesmo
para a humanidade: Jesus Cristo, Mahatma Ghandi,
Einstein, Baruch Von Espinoza, Charles Chaplin, Sócrates (o filósofo),
praticamente todos os gurús da India, Francisco De Assis, praticamente
todos os grandes compositores da música erudita e por aí vai.
É só ler as auto-biografias de gente pensante.

Hoje ficou proibido pensar por sí próprio e muito mais ainda inventar
ou descobrir novas formas de exercício existencial.
Porque? Por que assim fica mais fácil, para o poder,
controlar, inclusive através da grande mídia, um “gado humano”de
pensamento uniforme.

No fundo no fundo é dinheiro, é poder, é, ISTO SIM, desafeto.

Exemplo prático é o que a mídia fez com o cantor “desaparecido”
Belchior. Ninguem pode ser feliz isolado, foram lá encher o saco
do sujeito.
Liberdade existencial para Belchior!
E toda a indiferença possivel para a Dona Mídia,
a nossa mamãe controladora.

Quer ser bem tratado? Trate bem.

Era todo dia a mesma coisa na escola. O aluno Darcio de 8 anos, que tinha disturbio de atenção não diagnosticada, sofria humilhações sistemáticas do professor Antonio. Darcio estava sempre distraido. Ele não atrapalhava a aula, mas não prestava muito
atenção às explicações. O prof. Antonio perguntava e Darcio ficava olhando fixo em silencio, com expressão de medo para a cara do professor que caçoava da desatenção.
“-Tá viajando Darcio, em que planeta você está?”. Chegou até a dar o apelido de “Astronauta” para Darcio. “Voce precisa prestar mais atenção ao que eu falo, menino!”. “Sim senhor” respondia Dárcio. No dia seguinte “-Presta atenção, Astronauta!”. “Sim senhor” respondia Dárcio. De tanto que Darcio respondia todos os dias mais de cinco “Sim senhores”, o apelido mudou para…”Sim Senhor”. O professor Antonio era conhecido em toda a escola pela sua truculencia, frieza e aspereza. Estava sempre em “pé de briga” com os alunos, professores, funcionários e diretores.
Um belo dia, Darcio estava subindo as escadas que davam acesso à sala de aula e viu, dez metros à frente, o professor Antonio destratar um faxineiro: “Não vê que eu to passando? Precisa esperar eu pedir licença pra sair da frente? Que espécie de animal é você? Até um jumento sai da frente quando alguém está passando!!!!”. Ao que o faxineiro respondeu: “Jumento é a sua mãe seu fdp, vai se f. !!! Indignado o professor Antonio esbravejou: “Ve lá como fala, hein! Você precisa aprender a tratar melhor os seus superiores”. Mas não adiantou nada, o faxineiro nem ouviu pois sumiu rapidinho.
Darcio, que havia parado para observar tudo sem ser notado esperou no professor Antonio entrar na sala e entrou imediatamente após.
Como o incidente se deu ao lado da porta da sala que estava aberta, a classe inteira a tudo ouviu em silencio.
Ao entrar, Darcio postou-se ao lado da mesa do professor, que ainda estava de pé, colocando seus pertences sobre a mesa, e perguntou a ele em voz alta:
“Professor, o senhor faz questão de ser bem tratado, não é?” “Claro” disse Antônio. Aí, calmamente e sorrindo Darcio disse: “Então é melhor o senhor aprender a tratar bem os outros senão vai ser sempre essa comédia”
A classe inteira caiu na gargalhada. A situação se trsnformou numa espécie de humilhação dada a oportunidade bem sacada pelo aluno.
O professor Antonio esmurrou a mesa e berrou: “Já pra diretoria seu insolente”.
Darcio virou as costas e saiu. A classe cortou abrupta e simultaneamente as gargalhadas e a aula seguiu.

No intervalo Antonio foi para a diretoria já planejando a suspensão de Darcio.
Ao chegar na sala, não só não encontrou o garoto lá como recebeu das mãos do diretor a sua própria demissão.
“Mas ele foi insolente comigo!!!” disse Antonio para o diretor se referindo ao garoto.
“Ele me contou tudo. A insolencia dele eu até perdoei, imperdoavel foi a sua atitude com o faxineiro. Eu vi tudo. Voce pode destratar à mim que sou hierarquicamente superior à você e posso decidir relevar, mas não a um faxineiro que não tem como se defender”
“Mas ele me ofendeu aos palavrôes” Argumentou Antonio. “Antonio, pela frequencia dos seus maus tratos que venho presenciando, faço minhas as palavras dele. Passar bem”

Com essa demissão, Antonio começou a sua escalada rumo à consciência relacional.
O primeiro passo é, de tanto levar “não” da vida, o neurastênico cai num cansaço tal que não lhe resta outra saída senão a de tratar melhor aos outros. Não ainda por bondade, mas como técnica, ainda soa falso mas é menos pior. O segundo passo é descobrir que essa “técnica” deixará, naturalmente, de ser uma estratégia para ser um modo de vida.
Aí já não mais como técnica, é claro.

Ah, “Sim senhor” e “Astronauta” dexaram de ser os apelidos de Darcio que passou que ser chamado, pelos alunos, de “Professor”. ;-)

Ninguem priva a gente de nada, a nossa postura é que nos limita ou nos liberta

É o tipo de onda cerebral, a frequencia mental, que produz tudo o que acontece com a gente. Os encontros e desencontros, as coincidências e acasos(que, de fato, não existem), as doenças e as curas, as colisões e distanciamentos pessoais. É preciso primeiro acreditar nisso e não tem outro jeito, a gente só acredita quando “cai uma ficha”. Depois, para mudar as coisas para melhor, é preciso enxergar que isso é fruto de um treinamento. Treinamento dos pensamentos. Tem gente que já nasce com o “bom astral” default de fábrica. Tem gente que precisa treinar. Creio que seja o caso da maioria. Bom humor a gente conquista. Expontaneidade a gente conquista, à força. À força de treinamento. Depois que a gente já percebeu que a coisa funciona assim, fica menos difícil. Enquanto não percebe, a gente se revolta, esbraveja, odeia a vida, amaldiçoa o dia em que nasceu, xinga a mãe, o pai, etc. Até cansar…é isso mesmo, não raro a gente precisa ser vencido pelo cansaço para mudar um ponto de vista tão básico e vital. Isso é bom, muito bom. Se não for assim, não há convicção.
Mas quando a bendita ficha cai, nooossa! É só alegria. A gente fica sabendo (sentindo) como a coisa funciona. Aí não tem volta.
Tem tristeza? Tem
Tem desanimo? Tem
Tem sensação de impotência? Tem
Mas dessa vez a gente sabe que está no caminho certo, do JEITO certo.

Treinar o bom astral.

Lembramos daquela humilhação horrível. Antes que a raiva tome conta, RESIGNIFICAMOS!!!!
Ah aquilo foi um bom aprendizado E PONTO FINAL.
Conectamos com a boa lição que aquilo trouxe. Ou simplesmente não nos permitimos mais sentir coisas ruins. Porque aprendemos que sentimentos destrutivos NOS destroem.

Esse exemplo foi no passado. Agora, no presente.

Convivemos com algo ou alguém que nos desqualifica, direta ou indiretamente.
O treino é, se não puder ficar longe, exercer a humildade (isso não é conceder na humilhação)e focar na plena ACEITAÇÃO das nossas qualidades E DEFEITOS. Isso traz a sensação de integridade e boa autoestima (que a desqualificação tenta destruir) que nos permite uma interação digna, assertiva e não reativa. Ante a desqualificação, dizer e/ou expressar tudo o que tiver que ser dito com tranquilidade emocional. Sem se contaminar pelas bombas emocionais. Focando sempre, quase que como numa fantasia, nas coisas boas que a gente merece e vai viver. O ambiente mental fica intacto, leve e fertil para o bom acontecer (acontecer substantivo).

No futuro.

Por mais que o futuro seja uma certeza, ele não existe. Não compensa passar minutos ou horas em ansiedade (que é a vontade de que o presente se apresse para logo chegar o futuro. O pai da ansiedade é o medo). Vale mais passar esses minutos imaginando a sensação de felicidade que a gente vai ter quando os problemas forem resolvidos. Não é imaginar a resolução dos problemas, é imaginar a SENSAÇÃO de felicidade. Isso sim muda a frequencia das vibrações mentais e, a partir daí, coisas melhores vão acontecer.

O trabalho, a ação somados à boa frequencia mental é tudo o que a gente pode e deve fazer para propiciar boas coisas nas nossas vidas.

Ah então querer é poder?

NÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOO!!!!!!!!

Querer é desejo, não é sentimento.

Agir com boa frequencia mental sim, fazer com bom sentimento, sentimento de alegria, felicidade, plenitude, isso é poder.

O “tom” do nosso sentimento é o “tom” da nossa realização.

Bom treinamento!

No fundo não interessa

Ah êle tem esse jeitinho assim mas, no fundo, é uma pessoa linda.

No fundo, no fundo Calígula também era uma pessoa linda. Torquemada (da Santa Inquisição) também era.

Só no fundo não interessa!

A forma É o conteúdo. No fundo, no fundo todos nós somos pessoas lindas.

Só isso não adianta nada!

Qualquer deficiência de caráter ou de personalidade que alguém tenha, que o torne arrogante, agressivo, neurastênico, mal humorado, interesseiro, maldoso, destrutivo, intolerante, etc. O TORNA uma pessoa desagradável, um chato e/ou um insuportavel. Uma pessoa feia e não uma pessoa linda. Por mais que tenha um pensamento lindo sobre tudo, por mais que tenha criado coisas maravilhosas, por mais que cuide materialmente de segundos e terceiros, por mais que de conselhos maravilhosos. Se o “temperamento” ruim e/ou a personalidade complicada e/ou o carater deformado existem, a pessoa NÃO é linda.



É PROBLEMÁTICA.



E faz da vida alheia um inferno. Coloca os outros em ansiedade, desqualifica os outros, persegue ideológicamente, exerce ciúme e inveja de forma destrutiva, enfim, sufoca o outro!

Isso não é pessoa linda, é pessoa feia!!!



Ah êle tem esse jeitinho assim mas, no fundo, é uma pessoa linda.



Já observei que, geralmente, essa expressão é usada para referir-se à pessoas que tem algum poder. E, quem usa, está DEBAIXO, desse poder. É uma desculpa para continuar suportando esse poder, pelo menos, com cara de dignidade. E, de quebra ainda vende uma imagem de “santa tolerância que enxerga as pessoa no fundo”. Mas é indigno.

Fica mais ridícula a exteriorização dessa desculpa do que a própria submissão ao chato-poderoso.

Melhor seria dizer:

“Ah ele tem esse jeitinho assim mas, no fundo, eu não sei viver sem o poder dele”.

Mais honesto.

Mas como vivemos sob a égide da “Nossa Senhora Da Hipocrisia”, é mais prudente usar a frase ridícula.



Todo mundo entende a mentira mas faz de conta que é verdade.

Amém.

Mamãe, deixe a sua filha em paz!!!

Meu Deus! Um dos casos campeões de recorrência no meu consultório de coach é:

“Mamãe com inveja da filha que está se tornando mulher” 

Dá até sono !!! 

Quando isso acontece é porque mamãe não fez da vida o que quis e não elaborou bem as frustrações. Tornou-se uma frustrada amargurada, ressentida, magoada, azeda, etc.

Tem mãe que percebe a bobagem que fez da própria vida e vai se tratar. Aí dá até pra ter uma vida feliz, trocando afeto com pessoas afins digninamente.

Mas tem mãe que se tranca na amargura e se projeta desastrosamente na filha. “Eu não fiz mas a minha filha VAI fazer”.
Aí começa a tortura, o sequestro e o “inferno em vida” dessa filha.

Pensamento ou sensação inconsciente: “Minha filha está se tornando mulher, está ficando mais bonita do que eu, mais gostosa do que eu, mais atraente do que eu portanto, mais poderosa do que eu. Que ódio!!! Morro de inveja!!! Com a minha cabeça de hoje aliada à juventude dela, ninguém faria o que fizeram comigo. Mas com a minha filha EU não vou deixar que aconteça igual, ela será o que eu não consegui ser”

Assim…

Atos:
“A minha filha terá que fazer da vida tudo aquilo que eu não consegui, do jeito que eu idealizei”
“Eu é que sei o que é melhor para a minha filha, sei isso até melhor do que ela mesma”
“Eu e minha filha somos como uma só pessoa, num pacto de cumplicidade e parceria contra as mulheres invejosas e os homens aproveitadores”
“A minha filha jamais se entregará a um homem a não ser que esteja absolutamente garantido o vínculo material e social”
“A minha filha seguirá a carreira que eu não consegui seguir, só assim ela será profissionalmente realizada”
“A minha filha terá o melhor que a vida pode dar e esse melhor eu é que sei o que é”
“A minha filha dará sequência aos meus valores morais, afetivos e materiais” etc. etc. etc.

Na adolescência da filha a mãe começa com o “Projeto Sufoco”.
E vai….até a maturidade emocional que é, mais ou menos (na melhor das hipóteses), aso 25 anos. Que é quando o ser humano civilizado se sente fortificado para romper com os valores dos pais e passar a viver conforme os seus próprios.

Nesse período de aproximadamente 12 anos (dos 13 aos 25) a mulher em (de)formação recebe, da mãe, todos os sinais de que é indigna, não tem direito a pensamento próprio, não tem direito ao livre exercício da sexualidade com leveza e alegria, não sabe o que é melhor para si própria, não tem direito a pensar sequer, por si própria. Sente que, se pensar por sua própria cabeça, estará ofendendo a (santa) mãe. Equivocada santidade!

O mais sordidamente interessante é que, por trás de todas essas, aparentemente bem intencionadas atitudes, está a inveja destruidora. Essa mãe NÃO CONSEGUE ver a filha mais feliz do que ela própria. Em seu pensamento mesquinho, a felicidade da filha revela a incompetência da mãe. (Meu Deus!!! se a filha é feliz é, também, porque a mãe fez o serviço bem feito!!!!!)

As mães que agem dessa forma, e não são poucas, estão literalmente usando suas filhas como alavancas de realização e correção das suas frustrações e erros pessoais. Essas mães estão acorrentadas ao passado de infelicidade e investindo numa tentativa vã de fazerem com que suas filhas dêem a própria vida para arrebentar essa corrente maldita. E o pior é que, além de não resolver, acaba com a vida da filha.

-Ora mamãe, vai fazer terapia, vai fazer um tratamento espiritual, vai fazer teatro (é a melhor terapia ocupacional para esses casos), vai fazer beneficência, vai fazer sexo bem feito! 

Vai se realizar em VOCÊ !!!

 


Seja cúmplice e não comparsa da sua filha! Seja amiga e não sócia dela! 

A vida dela é dela, não a roube. A sua vida é sua. Ou era pra ser.

Se você a vendeu barato ou a desperdiçou, pague você essa conta!!!!

 

A sua filha não tem nada com isso.

Ela tem direito à vida…

…dela.

 

O que que eu faço com o que estou sentindo?

Eu não deveria ter sentido tanto ódio.
Eu nunca deveria ter me apaixonado por você.
Me envergonho de sentir tanta raiva.
Tenho sentimentos impróprios em relação à ela.
Não sei o que fazer com tanta saudade.
Eu não posso ter tanto ressentimento.
Tenho vergonha de sentir inveja.
Eu não deveria sentir tanta mágoa.

Repreender-se por sentir algo é o mesmo que repreender uma planta por ela ter nascido.
A questão não é a existência de um sentimento, todos são legítimos, são sintomas do que está acontecendo em nós.

A questão é “O QUE FAZER COM O QUE SENTIMOS”

A inveja é natural. “Ele conseguiu o que eu não consegui”
E agora, o que eu faço com esse sentimento?
Destruo o meu invejado, desqualificando-o sutil ou grosseiramente, perssigo-o?

OU

Vou buscar a minha excelência para sentir a felicidade que êle (o invejado) parece estar vivendo?

É uma escolha. Posso focar no quanto sou inferior ao invejado ou usar a excelência dele como referência para encontrar a MINHA excelência.

O que fazer com tanto ódio?

Se a gente sabe que o ódio é destrutivo para nós mesmos, antes de afetar o nosso objeto de ódio, então é sábio tentar parar com o ódio. Lindas palavras. Mas como parar com o ódio? Entender que as pessoas estão em estagios diferentes de sabedoria e agem segundo seus parâmetros. Traem, são fieis, sabotam ou colaboram, conspiram contra ou a favor, ofendem ou elogiam, etc tudo isso de acordo com o nível de sabedoria em que se encontram. Sabemos que sabedoria não é fruto de berço, escolaridade e nem sensibilidade. Sabedoria já vem “default de fábrica”. A pessoa só pode aumentar a sabedoria durante a vida, nunca retroceder. O caminho não tem volta. Se entendermos que cada um dá o que tem porque SÓ tem aquilo pra dar, fica mais fácil não odiar e até mesmo perdoar.

O sentimento que alguem tem, diante de uma experiência, diz exatamente em que grau de sabedoria êle se encontra. Oras, pra que serve a sabedoria? Simples, para viver melhor.

É muito melhor viver sem ódio, raiva, ressentimento, mágoa, etc.

Agora, o que fazer com amores impossíveis?
Não existe amor impossível. O que existe é o formato impossível que você tanto deseja para viver esse amor NO MOMENTO. Se não dá pra exercer o amor do jeito que você quer, viva do jeito que que ele se apresenta, COM ALEGRIA. Para de ser mimado e manipulador. Não brigue com a natureza. Se você viver esse amor do jeito que ele se apresenta como possivel, COM ALEGRIA, talvez, talvez até ele se torne possível do jeito que você sonhou. O importante é viver o sentimento do amor e não estragá-lo com a poluição emocional da revolta pela frustração, manipulação, etc. A vida está te dando um amor!!!!! Viva-o!!!! Do jeito que ela te apresentou esse amor.

Se você incluir revolta e/ou manipulação, “PERDEU MANO”… já não é aquele amor que você está vivendo. É um detrito emocional qualquer e é questão de tempo para deteriorar e azedar.

Afeto ou dignidade?

O sentimento do afeto é expontâneo. O exercício saudável do afeto exige a vigilância para que vivamos o afeto com dignidade. Afeto digno está expresso em True Love, a música dos anos 40 que diz tudo: “I give to you and you give tome, true love”.

1 Maria gosta de Jose que gosta de Maria igual. Deu “química”.
2 Maria gosta de José que gosta de Maria MAS José não está disponível. Se Maria fica atrás de José, sofrendo e Jose distante, Maria está vivendo o afeto DE FORMA INDIGNA.

O legal seria Maria se afastar de Jose, ELE NÃO QUER NADA. Mas Maria não convive bem com a frustração e insiste. Maria está rolando o morro de neve da indignidade abaixo…concedendo numa relação(?) indigna porque não aceita a frustração. Ela só tinha UM problema: A decisão de José não querer viver o amor que de fato existe entre os dois resultando em frustração. Mas a Maria (tolinha) trouxe o espírito de caça para o seu relacionamento e não aceita o não como resposta rsrsrs ai ai….Essa forma INDIGNA de viver uma realçao afetiva trás a Maria um segundo problema: A redução da sua dignidade e automática baixa na sua auto-estima. Porque? Porque pos na cabeça, de forma obsessiva, que não aceita a rejeição de José. Para ela, SE JOSÉ NÃO A ACEITA ELA NÃO É NINGUEM (mais ou menos isso).

Ora, cada um tem o direito de fazer com o afeto que sente o que quiser. Negá-lo é sempre doença, mas se a decisão de José é essa, então é melhor que Maria aceite e aprenda (não é fácil) a conviver com a frustração de forma a não se destruir.

Como?

Não transformando essa situação num cabo de guerra, não se tornando indigna implorando amor a José, não tranferindo isso para a comida, para o cigarro, não se automedicar com remédios antidepressivos (que vão anestesiar seu sentimento), não enchendo a cara “pra esquecer” ou conviver melhor, não se drogando, etc.

Maria, se o José não quer viver o amor com voce, não há o que fazer…cai fora já. Tem o fenômeno amor entre você e o José, mas não é SÓ entre voce e o José. Tem por aí pelo menos umas vinte pessoas com quem voce poderá formar uma boa dupla amorosa.
Tira o “embaço” do José da cabeça o quanto antes…daí você “limpa” a área (a energia em volta) e permite que apareça alguem querendo viver o afeto dignamente com você.

Agora, se voce convive com a frustração de forma destrutiva a ponto de se tornar indigna por não aceitar a rejeição, então procure ajuda. Voce não vai sair dessa sozinha. Aceite isso.

Ou se esse é o quinto “José” que apareceu na sua vida (no mesmo formato) procure ajuda tambem. Voce está repetindo um padrão de relação destrutiva. Não se assuste, todo mundo faz isso, de um jeito ou de outro. Recomendo humildade. Até Deus é humilde.

Então Maria, para viver um bom afeto é preciso vigiar a balança da dignidade na relação…não dar mais do que recebe, não receber mais do que dá e conviver decentemente com a frustração se o outro negar a vivência desse afeto. Voce continuará vivendo esse afeto sozinha e isso doerá por um tempo. Tem que aprender a conviver com essa dor.

Esse papo de botar na cabeça que vai conquistar é coisa de militar em guerra, empresário, tudo menos de quem está vivendo uma relação de afeto.

Afeto ou dignidade?

Dignidade! Para que o afeto possa rolar à vontade…

O Fenômeno Susan Boyle

Entra no palco a pretendente a cantora. Feia, gorda, desengonçada mas muito disposta. Risível.

Claro, ela não tem nenhum dos ingredientes básicos do show business para se tornar uma celebridade na música, ao contrário.

“No mínimo daremos boas risadas” pensamos todos. “Vamos rir um pouco do ridículo que não suportamos em nós mesmos, vamos transferir esse escárnio, essa raiva somada com frustração e desprezo PRA ela. Pra Susan. Ela se dispôs a isso então desçamos o cacete nela. Agora ela é o bode-expiatório da vez”.

Começa a cantar. “Nossa ela tem talento, voz impecável. Meu Deus, como fui injusto, ela não é “EU” lá. A coragem dela vem da convicção no talento enorme que tem”. Choradeira, comoção, arrependimento, compaixão.

Pronto, está realizada, com sucesso, uma grande operação de marketing.

Eles contaram com a nossa péssima auto-estima gerada pelos péssimos valores estéticos (cultivados à exaustão pela própria mídia) seguida do nosso péssimo costume de nos deixarmos reger pelo medo da exposição e nos ocultarmos mediocremente em nossa cela existencial pequeno burguesa.

“Ridículo eu?????? JAMAIS!!!!! Eu tenho brio, amor próprio!!!!!!”

A Susan vai mudar de vida, vai gravar seus discos, fazer seus shows, vai ganhar dinheiro e tomara que isso a faça feliz. Tenho cá minhas dúvidas mas isso deverá acontecer por um tempo, pelo menos.

E nós “Susans Boyles que não nos permitimos uma oportunidade por medo do ridículo“?

Vamos continuar engrossando o coro dos frustrados tirando sarro dos ridículos ou vamos esquecer a palavra ridículo e fazer o que amamos?

A mídia nos impõe uma uma gaiola asfixiante de pre requisitos imbecis para uma vida miseravelmente aceitável.

Se aceitamos estamos INcluidos.

Se não aceitamos viramos EXcluidos.

Susan Boyle foi lá e provou (para nós) que é possível ser alguém reconhecido mesmo estando FORA da jaula (padrões).

E ELES (a própria mídia) se “renderam”, aprovaram para dizer que sempre que alguém tem talento a mídia aceita. (Mentira global)

Foi sim uma grande jogada de marketing.

Parecida com a campanha de lançamento do Mercedes A4 cujo tema era “Você de Mercedes”. Esta frase explicita que, para eles, está claro que você é um bosta e que, sem a “bondade condescendente” deles, jamais andaria em um Mercedes. Mas só desta vez estão fazendo uma concessão, um favor e, graças a isso, você, o bosta, poderá mostrar que é alguém SE ostentando num Mercedes. O Mercedes que é o bom, você é meramente mais um bosta.

Pra eles a sua auto-estima TEM que estar no lixo e se você aceita o jogo, pronto eles estão com poder SOBRE você. A mídia quer você cheio de esperança pela aceitação e, depois de Susan Boyle, muita gente está esperançosa. Mas a mídia não vai consagrar todas as Susans Boyles porque aí seria o talento que passaria a valer e não o poder da mídia.

A mídia não aplaude o que você é mas sim os valores DELA que você decida expressar ou representar. Aí ela, descartavelmente, te consagra.

A Susan canta bem e sabemos que só isso não serve pra mídia, mas serviu sim pra mídia dar o falso recado de que é “boazinha” e consagra o talento.

Eu acredito na Susan porque eu acredito em mim e em todos nós, acho mesmo que ela é feliz com ou sem a mídia E QUE TODOS NÓS TAMBEM POSSAMOS SER.

Só torço muito para que ela não seja esmagada por esse mundo cão e imundo no qual está entrando e continue com a pureza e ingenuidade que fazem dela o grande ser humano que é.

Só a pureza e a ingenuidade podem gerar a entrega.

Relações harmônicas

Se o outro é seu amigo (mesmo que ainda só em potencial) faça-o perceber
que voce o admira. Com verdade sempre.
Use a generosidade expressando sempre algo bom que você vê nele.
Demonstre que você está focado SÓ nas qualidades dele.
Demonstre que você aceita as limitações dele com leveza, tolerância e relevancia.
Claro, você só conseguirá fazer isso quando aceitar suas limitações dessa forma.
Cuidado para, ao contar seus feitos, não deixar implícito que está em posição inferior
todo aquele que não consegue fazer isso.
É só usar a humildade.
Evite contar vantagens, descrever contendas nas quais você saiu vencedor.

Se for perguntado sobre o que pensa das limitações dele, responda com muita generosidade, muita tolerância, muita compreensão e principalmente com muita cumplicidade e muita humildade.
Assim, se ele for uma boa pessoa, você terá dele sempre o melhor.

Sentimentos e sensações

Toda a estrutura do poder nos induz a viver sem sentimentos.

Como que obrigando-nos a sufoca-los através do ritmo alucinante de vida imposto com foco exclusivo na sobrevivencia mínima. Sem sentimentos adoecemos. Sobra uma grande tristeza cronica, o único sentimento permitido até porque é estimulado. E, para que essa tristeza não seja vivida mas sim compensada, mantendo-nos cativos, a estrutura do poder nos induz a compensar essa tristeza com sensações, através da indústria do entretenimento, dos brinquedinhos tecnológicos e dos alimentos insalubremente deliciosos.

Assim os sentimentos continuam sufocados, a tristeza é falsamente compensada, o civilizado fica cada vez mais pervertidamente idiota, a industria do entretenimento cresce, a indústrica farmaco/alimentícia enriquece, os bancos represam a energia do planeta e o poder segue anonimamente soberano.

Compensar ou substituir sentimento com sensação,
a grande doença do mundo globalizado.

Linguagens da natureza…

Cliente diz:

Meu terapeuta virtual…depois vc me responde….pq a maioria dos homens falta com a verdade. Não pense q é intriga de feminista não. Aqui pra nós, amigo, vc não percebe isso?  A impressão q me passa é q a maioria dos homens não se aprofunda em suas emoções, daí por desconhecer-se, prefere mentir…. será?!?! Não só mentir, mas, omitir..fugir quando não quer encarar frente a frente uma mulher. uma conversa….

Arly Cravo diz:

Olha minha cara, tudo aquilo que uma mulher é capaz de fazer por um filho, um homem é capaz de fazer por sexo. É a natureza.

Cliente diz:

Entao vc tá afirmando q tudo acaba em sexo…que todas as mentiras contadas pelos homens, mesmo que não dizem respeito ao tema sexualidade, traz em si o sexo…é isso? q tem a ver com a perpetuação da espécie? safadeza…meu Deus

Arly Cravo diz:

Não, minha querida, não afirmei isso. Afirmo sim que mulher e homem querem, prioritariamente, coisas diferentes no encontro. A femea visa a cria, já o macho visa o sexo em si. Isso é a natureza que dispõe. Isso não determina que, necessariamente, tudo acabe em sexo. Esse é um detalhe que vai depender de cada “dupla”, de cada casal. Esse detalhe depende tambem da cultura das pessoas. Para a natureza o único sentido da vida é a procriação. As circunstancias em que isso vai ocorrer depende da cultura mais ou menos afetusosa e mais ou menos repressora. Sendo assim, como estamos numa cultura muito pouco afetuosa é óbvio que macho e fêmea usem de artifícios de caça para obterem o que desejam. Ela a cria, ele o sexo.

Cliente diz:

Cravo, vc acha que essa discussão tem a ver com o fato da maioria dos homens mentirem? minha pergunta inicial ? Não falo somente da mentira com relação a conquista mas como um todo!

 

Arly Cravo diz:

 

Seguinte, tentando resumir: os impulsos que envolvem a sexualidade são diferentes para mulheres e homens. O homem é para andar (nomade) em bandos de 20/30 pessoas. Todo mundo transava com todo mundo e os filhos eram de todos. Quando paramos começou a perversão, distorção da natureza. Inventamos uma cultura bem artificial…Essa civilização inventou o casamento, parceiros fixos, culpa, poder,

 

Arly Cravo diz:

 

regras para normatizar condutas artificiais. Só que a natureza, dentro das pessoas, continua a mesma. Para vivermos em sociedade temos que sufocá-la. Essa asfixia causa muitas , muitas, muitas doenças. Quando um indivíduo tem o impulso vital mais forte, se ve forçado a dar vazão a ele. Se preciso, vai mentir na tentativa de se dar bem com a sua natureza e com a civilização. Somemos a isso o fato

 

Arly Cravo diz:

 

de que pervertemos 2 vezes a nossa natureza, viramos caçadores e guerreiros. É MUUUUUITO distanciamento da natureza humana. Sendo assim, o amor, a preservação da espécie virou caso de guerra. A sociedade nem sequer considera o amor com fim em si proprio. O considera como elemento vulnerabilizador de cidadãos. Na sociedade o sujeito vira refém do amor. A mulher com a cria e o homem com o seu instinto sexual sujeito a normas. É claro que isso é um prato cheio para mentiras, na melhor das hipóteses. Pessoas matam, roubam, sequestram, se matam por amor.

 

Arly Cravo diz:

 

Essa perversão na qual estamos incluidos não reserva espaço para o amor. Teriamos que voltar ao bando de 20/30 pessoas, com sexo/afeto livre entre elas, responsabilidade e afeto de todos com todos. Nesse formato natural a mentira seria inútil e desnecessária.

 

Arly Cravo diz:

 

Os homens mentem, em geral, porque fogem do compromisso social…querem viver o sexo/afeto apenas. A mulher mente, em geral, porque quer vínculo afetivo/sexual/social pois precisa da ajuda do macho para cuidar da cria. Pra obterem isso, ambos mentem mesmo! Porque o amor não é mais amor aí, é guerra! É poder! É domínio!

 

Arly Cravo diz:

 

Quer fazer o teste pra ver se está preparada para viver o amor?

Viva o proximo relacionamento em segredo absoluto, sem social, sem morar junto, sem posse, relacionamento aberto. Assim sobra SÓ o afeto entre voces. Se houver afinidade, será lindo!!!

 

Arly Cravo diz:

 

A presença da mentira é porque estamos em guerra, em todos os aspectos, a civilização como um todo, o mundo globalizado. É isso.

 

Amor, posse, carência, ciúme…

Arly Cravo diz:
Fala garoto!
CLIENTE diz:
Isso é hora?
Arly Cravo diz:
Há, é a minha hora
CLIENTE diz:
To precisando d ajuda
Arly Cravo diz:
Diga
CLIENTE diz:
Conheço uma menina ha cinco meses
CLIENTE diz:
E to afim dela
CLIENTE diz:
Mas não sei se é carência ou amor
CLIENTE diz:
Como saber?
Arly Cravo diz:
Só depois de ficar com ela… o tempo diz
CLIENTE diz:
Só ficar?
CLIENTE diz:
Eu já fiquei com ela
CLIENTE diz:
Uma vez
CLIENTE diz:
Eu sempre penso nela
CLIENTE diz:
Me declarei a ela nesse domingo
Arly Cravo diz:
Digo, ficar varias vezes… iniciar um vinculo…
CLIENTE diz:
E fiquei triste com isso
CLIENTE diz:
O q faço?
Arly Cravo diz:
Declarou-se e depois ficou triste?
CLIENTE diz:
Foi
CLIENTE diz:
Já tava
CLIENTE diz:
Pq ela é bissexual
CLIENTE diz:
Ela estava dizendo q ficou com uma menina no inicio do ano
CLIENTE diz:
Ai acha q fiquei com ciúme
CLIENTE diz:
Fiquei triste
Arly Cravo diz:
Entendo
CLIENTE diz:
E resolvi dizer o q sentia por ela
Arly Cravo diz:
Parabéns
Arly Cravo diz:
Isso é um gde passo
CLIENTE diz:
Não sei mais o q fazer
CLIENTE diz:
É
Arly Cravo diz:
Fica com ela…
CLIENTE diz:
Ela diz q é minha amiga
CLIENTE diz:
Mas eu quero mais q isso
CLIENTE diz:
n sei se ela quer o mesmo
CLIENTE diz:
Isso é carência?
CLIENTE diz:
Eu sofro muito com isso
Arly Cravo diz:
Ela é uma amiga que beija na boca, certo?
CLIENTE diz:
rs
CLIENTE diz:
Foram duas vezes
CLIENTE diz:
Ela falou q n quer me machucar ficando comigo
CLIENTE diz:
Pq eu quero mais q ficar
Arly Cravo diz:
bem, vamos aos poucos
CLIENTE diz:
como?
Arly Cravo diz:
esse negocio de ficar exigindo o formato do amor para aí vive-lo se for conveniente, é doença. Portanto se ela quer ficar e você gosta de ficar com ela, ACEITE o amor como se apresenta. NÃO QUEIRA MANIPULAR O FORMATO
CLIENTE diz:
Legal
CLIENTE diz:
O q eu faço agora?
CLIENTE diz:
Sem querer grudar nela
Arly Cravo diz:
Outra coisa: Pare de se ocupar quanto ao nome do que você sente, se é amor ou carência… em geral é tudo isso junto e muito mais coisas….O importante é viver
CLIENTE diz:
Bom
CLIENTE diz:
Mas mestre
CLIENTE diz:
O q faço?
CLIENTE diz:
Ataco ou espero?
Arly Cravo diz:
Sim
Arly Cravo diz:
Fique com ela sempre que os dois quiserem e/ou puderem
CLIENTE diz:
O problema é
CLIENTE diz:
E se ela n quiser nada?
CLIENTE diz:
Eu vou sofrer
Arly Cravo diz:
Então esqueça dela…
CLIENTE diz:
Como!?
Arly Cravo diz:
Você já esta sofrendo… aprenda a conviver com essa dor…faz parte do amor
CLIENTE diz:
É
CLIENTE diz:
Como passa?
CLIENTE diz:
Tem remédio?
Arly Cravo diz:
Se a gente foge do amor, adoecemos, se a gente encara o amor, gozamos e sofremos… mas crescemos com saúde
CLIENTE diz:
Umm
Arly Cravo diz:
Remédio?
Arly Cravo diz:
Sim
CLIENTE diz:
Qual?
Arly Cravo diz:
Exercite o desapego
CLIENTE diz:
Isso!
Arly Cravo diz:
Cada vez vai doer menos
CLIENTE diz:
É ai que queria chegar
CLIENTE diz:
Como exercitar?
Arly Cravo diz:
Parabéns por querer exercitar
Arly Cravo diz:
Lembre a cada instante que ninguém é de ninguém. As pessoas passam um tempo com as pessoas.
Arly Cravo diz:
É assim que funciona na real
CLIENTE diz:
Esse é o exercício?
Arly Cravo diz:
A vida é composta de gozo e dor… sempre
Arly Cravo diz:
Isso… esse é o exercício. Sabe a letra da música do Nelson Mota “Como Uma Onda”?
CLIENTE diz:
Sei
Arly Cravo diz:
Decore e repita para vc mesmo como um mantra
CLIENTE diz:
rs
Arly Cravo diz:
Aceite a realidade que ela expressa
CLIENTE diz:
q coisa difícil
CLIENTE diz:
Vou tentar
Arly Cravo diz:
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará

A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo

Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
CLIENTE diz:
Existe amor sem sentimento de posse?
Arly Cravo diz:
Claro
Arly Cravo diz:
Amor é um fenômeno natural… fruto da afinidade entre dois ou mais seres. Posse no amor é instinto baseado no medo que se manifesta na personalidade. Em geral a posse acaba com o amor.
CLIENTE diz:
Umm
CLIENTE diz:
Parece budismo
Arly Cravo diz:
O Buda viu essa realidade preexistente na natureza e, portanto no homem
CLIENTE diz:
Eu amo Buda
CLIENTE diz:
Então
Arly Cravo diz:
Então, você SE ama
CLIENTE diz:
Valeu mestre
CLIENTE diz:
Valeu a força
CLIENTE diz:
Vou ta sempre lhe perturbando
Arly Cravo diz:
Blz entendi..mas não sou mestre, não mesmo
Arly Cravo diz:
Sou um treinador
CLIENTE diz:
Legal
Arly Cravo diz:
Você me autoriza publicar esse nosso atendimento no meu blog, claro que com seu nome trocado? Mais pessoas poderão se beneficiar.
CLIENTE diz:
Claro
CLIENTE diz:
Alias adoro o blog
CLIENTE diz:
muita coisa interessante

Aprendendo a ouvir

Foi um periodo de mais ou menos tres anos em que passei bem próximo à doutrina de
Kardec (conhecido como Kardecismo ou espiritismo) que me trouxe o conhecimento da humildade, nem sempre bem exercida por mim. Eu tinha 21 anos.

Mais ainda, a proximidade de um grande amigo com quem tive a oportunidade de aprofundar esse conhecimento através de longas conversas e discussões.

Mais ainda, as minhas tragicômicas tentativas de colocar em prática essa “humildade”, que, por erro de leitura da minha parte, era bem diferente da proposta por Kardec.

A minha humildade estava mais para anulação e subserviência do que para qualquer outra coisa. Coisas de quem teve pai autoritário.

Enfim, esse comportamento, a que chamei de humildade por alguns anos, acabou por me trazer um benefício: Eu aprendi a ouvir. Existem formas mais confortáveis, mas esta foi a minha. O suficiente para fazer disso um jeito de perceber o outro. Me abster, um tanto, da compulsiva subjetividade que faz com que julguemos o outro por nós mesmos.

Como sempre fui muito ávido por conhecimento, dos 18 aos 35 anos era um verdadeiro rato de biblioteca. Nunca consegui estudar em escolas (aos 50 descobri porque: dislexia). A minha saída foi correr atrás de professores, aulas particulares esporádicas intercaladas por períodos de imersão em livros. Todos riscados, com sumários particulares, lidos e re-lidos. Em alguns momentos, tenho certeza de que fui um estorvo para alguns de meus professores.

Foi assim que estudei filosofia, música, pintura, psicologia (melhor dizer comportamento humano) comunicação e tecnologia musical, com experts no assunto.

Ao aprender cada uma dessas coisas, com os devidos professores, aprendia também com êles, sempre e repetidas vezes, o quanto DEPENDEMOS de um bom ouvido que nos ouça com imparcialidade e reforço às nossas idéias. O quanto o conhecimento vai nos tornando mais tristes, solitários e carentes de compartilhamento SE: perdermos a simplicidade no decorrer do aprendizado. Aprendi sim que o conhecimento não pode tomar o lugar da simplicidade, deve aumentá-la e isso é tarefa individual.

Quando o conhecimento nos coloca em contato com terriveis limitações e as aceitamos passivamente, aprendemos a impotencia e amarguramos.

Quando o conhecimento nos coloca em contato com terriveis limitações e nos propomos a superá-las, sem pressa, com humildade (a verdadeira) e simplicidade, crescemos.

Quando um expert, nessas condições, encontra um respeitável, paciente e bom ouvinte, é uma festa para êle.

Aprender a ouvir implica em baixar a guarda, mesmo quando agredido.

Não é fácil mas com treino a gente consegue.

Rótulo traz felicidade?

Íntegra da entrevista dada à Revista UP





UP- Vc acha que é possível uma pessoa ter experiências sexuais (mesmo que seja somente um beijo) com alguém do mesmo sexo sem que precise necessariamente se identificar como “bi” ou homossexual?



ARLY CRAVO- É importante, sim, viver EXPERIÊNCIAS AFETIVAS SEM RÓTULO. A identidade é desnecessária, serve sempre para restringir o exercício do afeto. Sentiu, vive e ponto.

Rótulo é coisa de prateleira, de consumo. Afeto não é mercadoria. E quando é tratado como tal, diminui, restringe e até mesmo pode deixar de ser afeto para dar lugar ao exercício de uma prática mecânica determinada pelo rótulo de uma tribo ou coisa que o valha. Afeto! Isso é importante.



UP- O termo “heteroflexível” surgiu para determinar que alguns indivíduos sentem vontade em explorar certos momentos de homossexualidade, seja para se conhecer melhor ou por buscar um prazer momentâneo, sem que isso implicasse num compromisso com certas identificações sexuais e outras tantas rotulações. Vc considera isso é válido em algum sentido ou é apenas uma moda passageira?



ARLY CRAVO-Vejo que “heteroflexível” é um rótulo cuja finalidade é libertar o “heteroflexível”dos outros rótulos. Rótulos são como credenciais para alguém mudar de espaço com a devida autorização social. Se alguém procura aprovação social para o que faz com o afeto, NUNCA vai conseguir.

A sociedade não quer nem saber de afeto, quer saber de formatos que ela possa regulamentar.

Até porque é impossível regulamentar todas as formas de exercício afetivo.

Forma de exercício de afeto é questão única, de cada um.

“Heteroflexível” é mais um rótulo, e por isso mesmo, restringente. Alguém pode se declarar “Heteroflexível”, mas por quanto tempo? E se um dia acordar assexuado? E se um dia se sentir só hétero ? Não fica mais simples se sentir livre para fazer o que sente, a qualquer hora?

O legal é a liberdade de exercício afetivo em cada momento e da forma como se apresenta.

Não precisa pedir a benção pra sociedade, ela não entende de afeto. Há uns 8 anos criei uma frase especialmente para isso:

“O maior desserviço que a mídia presta não é a banalização do sexo, é a exclusão do afeto”. Está no meu livro de frases Senhas http://www.arlycardoso.com/test1.html



UP – Será que essa atitude é uma novidade? (Como se antes do termo existir não existisse a experiência em si.)



ARLY CRAVO- Certamente que a necessidade de troca afetiva com esse formato sempre existiu no decorrer da história.

Para citar 2 exemplos:

Na antiga Grécia era assim: Prevalecia homem com homem, daí quando era preciso gerar mais um cidadão, escolhiam uma mulher para a procriação. É uma forma de “heteroflexibilidade”.

No Hawaí, antes da invasão americana, era comum a “heteroflexibilidade”, mas com mais liberdade.

Na minha opinião, é claro que esse sentimento não é novidade, esse desejo não é novo, deve ser tão velho quanto

a humanidade. Mas, quando em sociedade, sempre tem um “pedágio” para se viver os sentimentos, e os preços variam muito.

Por isso sou a favor de que se viva os sentimentos e afetos nos diversos formatos em que se apresentarem À PARTE da sociedade. É a dois, três, sem rótulos nem tribos.



UP – Há um pré-conceito muito difundido popularmente que diz que “bi” é uma pessoa mal resolvida. Esse mesmo tipo de pensamento costuma advertir também que “heteroflex” não existe, ou seja, que alguém que age assim é gay e pronto. Você acha que isso tudo confunde e atrapalha mais do que ajuda as pessoas a lidar com sua sexualidade? Qual seria uma boa maneira de rebater a esse tipo de crítica?


ARLY CRAVO- Claro que confunde e atrapalha e muito. Quando eu julgo o sentimento do outro, estou falando DE MIM.

É ridículo qualquer julgamento. Se alguém me diz que é “bi” eu só lamento pelo fato desse alguém estar se impondo um rótulo,

mas acredito e respeito. É uma questão SÓ dele. Eu posso até ter a impressão pessoal de que ele é gay ou hétero, mas

é só a minha impressão, não vale como verdade absoluta.



UP- Flexibilidade no campo sexual é sinônimo de falta de reflexão íntima?


ARLY CRAVO -Não necessariamente. Se alguém se impõe esse ou qualquer outro rótulo é por falta de reflexão mesmo.

Agora a flexibilidade como característica, condição, direção sexual é o “jeito” da pessoa e pronto.

Inflexibilidade em qualquer campo é que é sinônimo de falta de reflexão. Repito, isso não é o importante. Nas relações, a forma tanto faz, o importante é o afeto.



UP – Uma pessoa se autodenominaria “hetero” ou “homo” flex porque ainda não sabe muito bem o que quer da vida sexual?


ARLY CRAVO – Poder ser, depende do caso, mas não vale como regra. Quero crer que, na melhor das hipóteses, ela se denomina isso ou aquilo porque, em determinado momento, se SENTE assim. Na pior das hipóteses é porque está comprometida com uma tribo e TEM que se declarar assim.

Prefiro a pessoa que não pensa em rótulo. Faz o que sente.



UP- As pequenas experiências devem contar e assim se classificar o todo pela parte? (as exceções criariam as regras?)


ARLY CRAVO -Por esse raciocínio contabilista diríamos:

Se o rapaz transou com rapaz 5 vezes, transou com mulheres 15 vezes e se masturbou 80 vezes ele é:

5% Gay

15% Hétero e

80% Onanista

Pessoalmente, acho ridícula essa contabilidade.

As experiências, PEQUENAS OU GRANDES, não contam e muito menos devem ser classificadas. Em geral, por medo, as pessoas não se dão a liberdade de exercerem a sexualidade tal como ela se apresenta em dado momento. O rapaz do exemplo pode um dia se descobrir assexuado. Pode se descobrir hétero e desprezar a masturbação, e pode se perceber com todas essas formas de expressão sexuais/afetivas atuantes.

E aí, o que a gente faz com a planilha da contabilidade? Joga no lixo. Até porque, em consultório, a gente descobre que tem gente que está homo por engano, tem gente que está hétero por engano, tem gente que está assexuada por engano, e assim por diante. As variáveis são quase infinitas, seria impossível classificar sem ser ridiculamente curto.

Seria o mesmo absurdo que dizer que o ar que respiramos tem só oxigênio sempre.

Não há regras. O que dá pra dizer é que existem diversas expressões sexuais, inclassificáveis.

Esse negócio de prever comportamento, classificar, enquadrar, normatizar é coisa de gente travada afetivamente, gente que quer controlar, e o melhor do afeto e do sexo é que

“na saúde” não tem controle, ele flui, acontece.



UP – Você acredita que a mídia influencia a cabeça desses jovens e poderia ter sido a “culpada” por cunhar termos para tais atitudes? O que vc acha de um “hino” para os heteroflex como a canção “I kissed a girl” da cantora Katy Perry? (Música que fala da experiência de uma mulher beijar outra para ver como que é).


ARLY CRAVO –Talvez, por ingenuidade, eu até acredite que o artista criou uma musica dessas falando de sentimentos e afetos, mas com toda certeza a midia rotula, põe na prateleira da tribo que compra e cria um consumo dirigido.

Sentimento ou afeto que cai na mão da mídia apodrece. (vou botar essa frase no meu livro rs)



UP- Se vc tiver mais alguma consideração a fazer sobre o assunto, por favor fique à vontade!


ARLY CRAVO -Pessoas queridas!

A única, única coisa mesmo que interessa e que acrescenta é o afeto que você sente e troca numa relação digna. Seja por quem for e como for.

Rótulo não traz felicidade, afasta. Rotulo te dá segurança social mas é uma jaula existencial.Você fica sequestrado por ele.

Sejamos nós!

Isso basta: você e seu afeto em relações dignas.

Quanto custa um bom afeto?

Ser afetuoso, optar pela forma generosa, atenciosa, amorosa, hoje em dia, é também aprender a lidar com a rejeição sem deixar de ser afetuoso. Isso porque o afetuoso é excessão.

No ambiente de guerra, do socia,l êle é sempre o mais frágil e precisa ser muito forte para manter o afeto num ambiente sempre hostil. Precisa ver com clareza e ter certeza absoluta dos seus valores para manter-se convicto e em exercício pleno de afeto. Saber perdoar é essencial. A si próprio e aos outros.

O afeto honesto não é socialmente conveniente e nem cria atalhos. Isso seria bajulação (arma de guerra no social). O “ser afetuoso” custa caro e só tem cacife pra pagar quem tem bom caráter e convicção amorosa. O ser afetuoso exige um interminável trabalho de auto-correção que só é possível com humildade e persistência.

Esse trabalho começa na percepção das falhas no auto-conceito, na auto-imagem e do exercício da auto-estima. Auto-estima, isso mesmo. Pode parecer simplista demais mas é o fato. Quem não desenvolve uma boa auto-estima (diferente de narcisismo) não é capaz de ser afetuoso com os outros. A gente sabe que a humanidade é ainda uma tentativa e não terá sucesso enquanto não priorizar o afeto em TODAS as relações.

O exercício do afeto tem o seu preço. É caro, mas depois que você o apreende, é gratis e de uso vitalício.

Assim como o desafeto é consenso na nossa sociedade, por pura imitação; o afeto também o poderá ser. E mais, é que, sendo afetuoso, além de se fazer um grande bem, você deixa uma semente imortal no seu semelhante. E ela, um dia, irreversivelmente, brotará.

O afeto pode custar caro, mas é pra sempre.

"Fisioterapia" Dos Sentimentos

O fluxo dos sentimentos parece um fenômeno totalmente expontâneo. Mas não é.

É fruto de hábitos relacionais. Maus hábitos geram fluxo de maus sentimentos (em relação a si próprio e aos outros) e o contrário tambem.


Chega uma hora em que estamos sentindo sentimentos que não são nossos, são importados ou providenciados para determinadas ocasiões ou sentindo coisas que já foram resolvidas, terminadas, já evoluiram, mas a “coisa” está lá. Se isso acontece com muita frequência os sentimentos nos controlam numa espécie de “automático” cujo botão on/off nem sabemos mais onde está. E lá ficam os sentimentos instalados, ligados 24h.


Certa vez criei uma frase que está no meu livro Senhas “Se você estiver de mau humor, comece a rir. No começo vai achar sem graça mas daqui a pouco a graça vai achar você”

Está aí a raiz da idéia da Fisioterapia Dos Sentimentos que estou propondo.


Tenha um espelho por perto. De vez em quando olhe pra ele e perceba que cara é aquela. Triste, alegre, sisuda, aérea, depressiva, amarga, feliz, apaixonada.


Confira dentro de voce se o que voce está vendo bate com o que voce está sentindo.

Vai ver que nem sempre. É porque quase sempre estamos com a cara que os outros exigiram que apresentássemos e o que você está sentindo não pode ser mostrado.


Seria interessante que estivessemos sempre com a cara do QUE estamos sentindo.

Para isso teriamos que tirar da frente esses “sentimentos” automáticos instalados e

ligados.


Não dá pra achar aquele botão on/off para desliga-los.


O que dá pra fazer é um trabalho de recuperação da identidade sentimental por meio da Fisioterapia Dos Sentimentos que estou propondo.


Prática:


1- Pergunte-se


O que eu estou sentindo agora?


Não precisa responder com o nome do sentimento, basta sentir.

Permaneça conectado a esse sentimento por um minuto.

Agora olhe no espelho e veja se confere a sua expressão com o sentimento.

Se não conferir, olhando para o espelho, vá mudando a cara.

Permita-se sentir intensamente o que voce, de fato, está sentindo até

que voce perceba que esse sentimento esteja estampado no seu olhar.

Quando estiver, pronto, feito.


Faça isso algumas vezes por dia.



2- Pense numa pessoa e conecte com o sentimento que tem por ela por um minuto.

Não precisa pensar no nome do sentimento, basta sentir.

Permaneça conectado a esse sentimento por um minuto.

Agora olhe no espelho e veja se confere a sua expressão com o sentimento.

Se não conferir, olhando para o espelho, vá mudando a cara.

Permita-se sentir intensamente o que voce, de fato, está sentindo até

que voce perceba que esse sentimento esteja estampado no seu olhar.

Quando estiver, pronto, feito.


3- Faça a cara de um determinado sentimento de sua escolha, daí olhe no espelho pra ver se confere a cara com o sentimento. Repita o processo acima até dar certo.

4- Escreva em papeizinhos os vários sentimentos que conhece, podem ser o que citei acima: Tristeza, alegria, sisudez, abrstração, depressão, amargura, felicidade, paixão de amor, raiva, ódio, etc.

Jogue os papeis com os nomes num recipiente e faça um sorteio. O que sair é a sua tarefa.

O bom exercício é aquele em que você faz, no mínimo quatro sentimentos diferentes.

O procedimento é igual ao descrito acima: Sentir, espelho, conferir, se não bate vai fazendo a cara até dar certo.


Você estará bom quando a cara sempre conferir com o sentimento.


Bons exercícios!

Auto estima

Não importa como você está, gordo, baixo, magro, alto, forte, fraco, medroso, com deficiência física, mental, não importa, VOCÊ É GOSTÁVEL. Aceite isso, daí você vai começar a perceber que pessoas gostam de você como você é.

O amor interpessoal não é funcional.

Socialmente o amor não serve pra nada. Nada mesmo. Namoros, casamentos, uniões estáveis (?) são golpes do tipo “171″ que a caça aplica no genuino amor (que envolve o surto hormonal, a paixão, o carinho, enfim, o afeto) para tornar o indivíduo um servo cativo do social.

No momento do golpe o amor começa a morrer. É como uma planta fora do habitat. Vai durar menos. Vai morrerndo aos poucos. O nosso “social” está baseado na guerra, na destrutividade mútua, estamos vivendo como praga e o amor é o contrário disso. Como a preservação da espécie é uma necessidade natural e o social é uma natureza artificial, o social pega o amor e regulamenta, restringe, normatiza e acaba sufocando até a morte prematura. O social é uma ambiente extremamente poluido, tóxico e mortal para o amor.

O momento do nascimento de grandes amores dá uma sensação falsa de invulnerabilidade
a tudo. “O amor pode mais”. Isso acontece porque estamos o tempo todo vivendo na asfixia social, na tristeza, já inconsciente, do distanciamento da nossa propria natureza amorosa. Quando “tropeçamos” num amor imenso (supondo que tenhamos a coragem para vivê-lo)sentimo-nos numa outra esfera. Isso graças tambem às mudanças hormonais repentinas mas tambem por causa da constatação de que “o amor existe”. É estarrecedor e indescritível de bom.
Pra quem nunca viveu isso é mais ou menos, e mal compararando, como ganhar muitos milhões na loteria e sentir-se muito mais saudável, vivo, potente, presente e inteiro 24h.

O que fazer com isso agora que aconteceu?

Enfrentar o mundo porque agora somos imbatíveis, fortes e onipotentes.

O erro está aí.

O amor não nos torna imbatíveis, nem tão fortes e nem muito menos onipotentes.
Seria o mesmo que alguem que ganhe U$200 milhões achar que vai comprar o mundo com isso. Falta de noção pura.
Essa dicotomia entre as trevas sociais em que vivemos e a luz em que o amor nos coloca, dá uma boa atordoada na consciência e, não raro, perdemos a noção.

Na medida em que expomos a planta do amor ao ambiente tóxico do social, o amor começa a morrer. Morte lenta…nem percebemos. Pra quem tem U$ 200 milhões o que é perder dois milhões em uma semana? Praticamente nada. Mas em dois anos acaba.
Por coincidência, Maria de Lourdes Borges em seu livro “Os Caminhos Filosóficos Do Amor” cita que alguns cientistas descobriram, através de pesquisa, que a troca hormonal da paixão e do amor sobrevive em torno de 18 meses a tres anos.

A planta, assim como o amor, tem seus próprios problemas de sobrevivência, independente de estar ou não em um meio tóxico. É preciso estar no ambiente adequado para viver bem.

A primeira coisa a fazer para preservar a sua “plantinha-do-amor” é não expor o par aos familiares e nem a certos amigos. Porque aí vem o lixo tóxico das relações que são a inveja, o controle, a destrutividade e às vezes a maldade mesmo. Numa sociedade de sufocados, ninguem se sente bem em ver alguem respirando livre e feliz. A felicidade amorosa é subversiva para o social. A melhor coisa é o SEGREDO. Custa caro, mas tudo tem seu preço. Você decide.

Dá pra ir ao cinema, dá pra ir jantar fora, dá pra viajar, dá pra passear mas…a dois, sempre.
Voce sentirá certamente um vazio….uma tristeza até, por não gritar para o mundo que está amando. É uma necessidade natural! Somos seres relacionais mas…a sociedade NÂO é natural. Faça uma poesia, pinte um quadro, cante, dançe ou grite para o ser amado esse grito de felicidade plena. Não é igual mas não poluirá o amor que está vivendo.

Socialmente o amor interpessoal não é funcional, não serve pra nada. Até atrapalha nas estratégias da guerra de cada dia.
Para a sua natureza o amor interpessoal é fundamental. É alimento básico. Mas precisa ser vivido em habitat saudável. Eu sugiro o segredo.

O SEGREDO DO AMOR É O SEGREDO

O que é afeto?

No sentido léxico:

afeto1
[Do lat. affectus, us.]
S. m.
1. Afeição por alguém; inclinação, simpatia, amizade, amor:
2. Objeto de afeição: 2
3. Psicol. O elemento básico da afetividade (2).
4. Psiq. Estado emocional ligado à realização de uma pulsão (2) que, reprimida, transforma-se em angústia ou leva a manifestação neurótica.

afeto2
[Do lat. affectu, part. de afficere, 'afetar'.]
Adj.
1. Afeiçoado, dedicado.
2. Partidário, sectário.

Num sentido mais amplo:

Simpatia, amizade e amor só são possíveis se exercidos com respeito, em relação digna, sincera, verdadeira, clara, baseada no grau de afinidade em cada momento (que é dinâmico), colaboracionista e com generosidade. Quanto maior o grau desses ingredientes, melhor a qualidade do exercíco do afeto e suas maravilhosas consequências, quanto menor for o grau, pior será a qualidade do exercício do afeto e suas terríveis consequências.
É importante estar atento para o “como” se exerce o afeto. Afeto a gente sente, ótimo. Mas o modo de exercitá-lo é DECISIVO para o sucesso ou insucesso das relações.
A começar para consigo próprio. A maneira como alguém se trata determina COMO tratará aos outros, e esta, como os outros a tratarão.
Somos seres essencialmente relacionais e afetuosos. O vetor “vida” depende da maneira construtiva como nos tratamos. Se alguem mata alguem TODOS nós perdemos. A relação perde. Se alguem cura alguém todos nós ganhamos. A relação ganha.
Não fomos feitos para a caça e nem muito menos para a guerra. Essas atividades demonstram o grau de doença em que estamos. Se, numa guerra, matamos vários inimigos, temos prazeres imediatos de descarga de ódio que é pode ser o fruto da vingança realizada ou da raiva. Se fazemos verdadeiramente as pazes com apenas um deles, num abraço reconciliador, temos o contentamento existencial, uma sensação de harmonia indescritível, porque sentimos que estamos exercendo a nossa vocação básica que é a da interatividade construtiva.

O afeto a todos e a tudo é o nosso estado natural.

Violência, ódio, raiva, sarcasmo, arrogância, ironia são sintomas de disturbios relacionais (a começar consigo mesmo)
Para ser digno na relação, o afetuoso não precisa devolver na mesma moeda se for atacado. Basta não seguir com a proximidade pessoal. Do meu livro de frases “Desafinidade não tem cura mas tem remédio, distância”. Nada radical, porque as pessoas podem mudar e, se mudarem para melhor, é sempre bom conferir. Todos nós PRECISAMOS NOS RELACIONAR BEM: ESTA É A NOSSA VOCAÇÃO !!!. Se o distanciamento pessoal não for possível, então resta o distanciamento interno. Trate com dignidade porque VOCÊ é digno. Deixe somente para o outro a desdarmonia. Tarefa difícil essa, dificílima às vezes, quase impossível mas…de alguma forma você atraiu essa situação para você. Talvez para testar as suas convicções. Aproveite para fortalecê-las, aprender a harmonia no meio da desarmonia e, aí sim, você atrairá uma situação mais harmônica.
É bom lembrar sempre que, durante esse convívio desarmônico, você deixou no outro uma preciosa semente de harmonia e, um dia, creia, ela florecerá.

Afeto é o nosso estado natural e é tambem, consequentemente, o nosso principal sentimento “default de fábrica” e tambem é com afeto que nos relacionamos. O resto é doença.

Afeto é saúde.

Todo mundo quer básicamente uma coisa: Ser bem tratado.

Sendo assim, esmeremo-nos em tratar bem e cada vez melhor a nós próprios e aos outros porque, quase sempre, o mundo nos trata da forma como o tratamos.

Viva o surto !

Nós vamos surtar.
Por bem ou por mal.
Por bem: amando e vivendo as paixões que aparecem.
Ou por mal: vivendo os diversos tipos de depressão que aparecem por não termos surtado…por bem.

Formulinha da felicidade amorosa

Mulher: Laqueadura
Homem: Vasectomia

Mulher: Esqueça o casamento (voluntário ou compulsório)
Homem: Esqueça o casamento (voluntário ou compulsório)

Mulher: Tire o fantasma da sua mãe do leito de amor (nada de platéia controladora invisível no sexo)
Homem: Tire os fantasmas dos amigos do leito de amor (nada de platéia controladora invisível no sexo)

Mulher: Não usar o afeto dele para outros fins
Homem: Não usar o afeto dela para outros fins

O afeto tem um fim em si mesmo

Mulher: Não dê sogra, nem cunhados, nem amigos agregados para o seu homem
Homem: Não dê sogra, nem cunhados, nem amigos agregados para a sua mulher
Parente, filhos e bicho de estimação(?) é que nem gazes: CADA UM QUE AGUENTE OS SEUS.
vide capítulo Do sequestro perpétuo à liberdade eterna

Lembrem: “O segredo do amor é o segredo”

Mulher: Nunca desabafe NO seu amor, apenas se desabafe COM ele.
Homem: Nunca desabafe NO seu amor, apenas se desabafe COM ela.

Mulher: Na hora da conta lembre do ditado: “Cada um paga a sua e a amizade continua”
Homem: Na hora da conta lembre do ditado: “Cada um paga a sua e a amizade continua”
Excessão a presentes previamente avisados pra não soar como manipulação.

Mulher: Tenha sempre a SUA casa onde só você mora
Homem: Tenha sempre a SUA casa onde só você mora

Assim vocês deixam espaço para que o afeto seja o único vínculo que os una.
O resto é armação, insconsciente ou consciente mesmo rsrs

Se você não consegue imaginar uma relação assim para você, procure
urgentemente um terapeuta.

Ou faça o que a maioria faz:
Case nos pradrões tradicionais, assim o afeto se derreterá no fogo
da inveja, da mesmice, do sufocamento existencial, da supressão sexual, etc

Cultura do entretenimento

Tudo tem que ser engraçadinho
Tudo tem que ser sempre novo
Tudo tem que ser resumido e simplificado
Tudo tem que ser divertido, senão entedia
Tudo tem que dar IBOPE

Pra que?
Pra falar com quem?

Com crianças de até 7 anos?
Tudo bem

E quem mais?

Imbecis com mais de 7 anos

Nos transformamos num bando de idiotas MacDonaldizados
Transitamos do trabalho escravo para a senzala picadeiro.
Questionar? Existe isso? rsrs
Ah sim, podemos questionar qual será o entretenimento
a que vamos recorrer hoje. Só.
Já perdemos a capacidade de pensar em profundidade e
muito mais a de falar e principalmente de ouvir com profundidade…

Quem dentre nós “suporta” em nossa vã cretinice ouvir
uma sinfonia de Mozart do começo ao fim?
Tem informação afetiva útil lá.

Quem dentre nós “suporta” em nossa vã cretinice ler
uma obra de Shakespeare do começo ao fim?
Tem informação afetiva útil lá.

“Ah, na sinfonia de Mozart tem hora que é triste…baixa o astral e Shakespeare é muita tragédia”

Todo mundo é alegre e triste. E quando perde contato com uma dessas coisas, está doente.
Pensar a vida implica em tristeza e alegria, mas é mais fácil ir pro MacDonalds, lá é tudo alegre.
O mundo do descanso, que daria espaço à saudável reflexão e questionamento, foi invadido
pelo mundo do culto ao entretenimento, embotamento de consciência.

A indústria do entretenimento é poderosa. Roubou a plasticidade estética de todas as grandes obras de arte e seus recursos técnicos, extraiu o conteúdo questionador e transformou o que sobrou em leitmotiv das encenações propagandísticas da mídia (picadeiro do entretenimento)

A nossa ignorância conferiu poder a essa indústria.

Como é que você pode levar alguma consciência aos outros,
espalhar essa mensagem para que percebam que estão sendo manipulados?

Tempos atrás criei uma frase especial para isso:

“Não se doa consciência…adquire-se em vivência

Que diferença então faz o meu texto se, quem precisa mesmo lê-lo não o lerá
porque estará vendo Faustão, Panico, CQC ou GNT?

Posso (?) criar uma outra indústria do entretenimento para fazer o trânsito
das pessoas para a consciência (o que seria manipulação, sempre infrutífera, pois
a consciência não vem de fora. De fora só vem a perturbação da consciência)

Ou eu deixo o texto aqui exposto para que, assim que o inconsciente de alguém que sentiu que quer mudar a encaminhe para cá e (inconscientemente, claro) use o texto como alavanca de insight.

Tenho visto que é assim que funcionamos.

To show is to sell

Mas na versão boa é:

To show may reveal


Se voce não sabe o que é leitmotiv põe no Google ou vai estudar que é melhor.

Educação é o berço do afeto

O exercício do afeto se dá pela forma como nos tratamos e tratamos os outros.
Estou vendo gerações de crianças, adolescentes, jovens e até mesmo adultos sem o menor bom trato com os outros.

Estamos ficando iguais a símios avançados.

Faça o teste:

Se você usa as seguintes expressões na sua comunicação diária, dificilmente conseguirá algum progresso nas suas relações, mas console-se, você já não é um símio avançado:

“sai da frente”

“falou aí” ou “belê”

“foi mal hein”

“calma aí”

“belê?”

“belê”

Se você usa as seguintes expressões na sua comunicação diária, certamente conseguirá algum progresso nas suas relações mas prepare-se, você ainda terá que suportar muitos símios avançados:

Com licença ao inves de “sai da frente”

Obrigado ao inves de “falou aí” ou “belê”

Desculpe ao invés de “foi mal hein”

Pois não ao inves de “calma aí”

Por favor ao inves de “belê?”

Por gentileza ao inves de “belê?”

Grato ao inves de “belê”

Agradecido ao inves de “belê”

Até o mundo dos negócios aplaude e privilegia os bem educados, que diria do mundo das relações pessoais: amigos, familiares, relações amorosas.

É bom não esquecer que:

É o modo como voce trata os outros que molda o modo como os outros te tratam.

Faça uma retrospectiva agora. Pense nos maus tratos que você tem recebido dos outros:
Falta de consideração, respeito, pontualidade, educação, amor, atenção, etc.

De duas uma:

Ou você está selecionando as pessoas por outros motivos que não a afinidade, ou é assim mesmo que você tem tratado os outros.

Boas mudanças…de pessoas e/ou de hábitos.

O que a gente mais quer…

Não é só o corpo, nem só o toque, nem só os genitais, nem só a criatividade nas carícias.
É a comunhão afetiva através de tudo isso.
Não é a comunhão de ideais ou de metas sociais.
É a comunhão afetiva apesar de tudo isso.

É viver o afeto possível com dignidade e, não viver, se não for possivel com dignidade.
Mas nunca viver DESafeto.

Toda relação, especialmente a afetiva, é uma via de duas mãos. O que vai TEM que vir. Se não vem não deve ir, senão fica indigno.

Se há um surto hormonal que te gruda à pessoa, viva O SURTO, nada mais. Se não houver reciprocidade, cai fora. É melhor perder a vivencia do delicioso surto hormonal do que a dignidade. Se você cair fora, você perde a vivência agora. Se você insistir, você perde a dignidade depois, e fica muito mais caro sempre.

Descubramos o afeto POSSÍVEL e vivamos SÓ o possível. Nada de inventar vínculos sociais para amarrar alguém. Nessa você está SE amarrando e não vê. Vai sofrer isso depois e, creia, sai mais caro, às vezes ficai pagável. Qual o tamanho do prejuízo de uma dignidade destruida?
Impagavelmente grande.

Afeto, afeto e só o afeto. Sem tratos nem contratos.

Rolou, viva. Não rolou, vai em frente.

Só porque você não vive um afeto há muito tempo não quer dizer que você não tenha afeto para trocar.

Talvez, e eu aposto nisso, você não esteja se gostando o suficiente para que alguem sinta o afeto EM você, disponível para ele.

Pratique o afeto por sí próprio.

Olhe o seu olhar no espelho e procure aquele ser muito afetuoso…até achar. Você acha. Tá aí…em você.

Achou? Mantenha. Só isso (tudo) vai fazer a sua “estrela” brilhar. É o tal do carisma.
Você em contato com a sua alegria interior, com o SEU afeto.

Eu me amo e, por isso mesmo, te amo TAMBEM.

Voce está preparado para o afeto?

Voce está preparado para o afeto? Afeto, esse sonho de consumo que felizmente o dinheiro não compra e que quem quer vender não entrega, entrega apenas ilusão de afeto.

Voce está preparado para o afeto? Voce conseguiu independencia economica, carro do ano,
casa própria, respeito profissional e social, mas se sente sozinho…cade o afeto?

Voce está preparado para o afeto? Com o instinto de caça até nas entranhas, chamando surto hormonal de amor, com a cara ridícula de quem tem pavor do ridículo e com atitude velada de predador…você não consegue o único alimento da alma. Que ridículo!

Voce está preparado para o afeto? Voce sabe olhar nos olhos e declarar seu sentimento? Você consegue rir de si mesmo e fazer os outros rirem de você?

Voce está preparado para o afeto? Você consegue gostar ou não gostar de alguém, independente do cargo social que ocupa ou do laço familiar que tem com ele?

Voce está preparado para o afeto? Quantos “eu gosto de você” e quantos “eu te amo” você não disse e, melhor ainda, não demonstrou físicamente?

Voce está preparado para o afeto? Quantos convívios destrutivos você atrai e/ou alimenta só pra justificar e manter o seu ódio pela humanidade?

Voce está preparado para o afeto? Voce é capaz de se ver gravado em vídeo e sentir amor pelo que vê?

Voce está preparado para o afeto? Você é capaz de olhar o seu olhar no espelho e reconhecer generosidade, bom humor, alegria e amor nos seus olhos?

Sabe porque você não consegue afeto?
Porque não aprendeu a SE dar afeto.

Se você quer afeto, é bom começar a treinar…com você mesmo.

Os 10 Mandamentos Do Chato

1 Odeie-se

2 Desconte seu ódio, de maneira bem velada, nos outros

Daí o resto é fácil:

3 Perca o amigo mas não perca a piada, porque o bom mesmo é malhar os outros, ser gozador. O humorista que SE faz risível é coisa que precisa de humildade e, pra você, isso é igual a humilhação.

4 Sempre que quiser falar alguma coisa, fale sem prestar atenção na reação do outro com quem você está falando

5 Socialmente, fale sempre muito SÓ de você ou dos assuntos que TE interessem. Se for falar do outro, foque o assunto sempre nas limitações DELE, isso inclusive te dará uma sensação deliciosa de superioridade.

6 Não se preocupe se, ao fim da conversa, só você falou. O importante é você descarregar os seus conteudos

7 Use tudo o que o outro diz, CONTRA ele

8 Quando estiver a dois, fora do trabalho, fale ao celular à vontade, por longos minutos e nem perceba a cara de reticências do outro. Se estiver a dois em um restaurante e um conhecido sentar-se à mesa do lado, converse o tempo todo com ele igualmente ignorando o seu convidado.

9 Se alguem te der um bom conselho, que ele mesmo não ponha em prática, não deixe de jogar isso na cara dele: “Mas foi você quem me aconselhou isso, e você mesmo não faz”

10 Se o outro tem um problema, não esqueça de dar sempre a SUA solução e nunca pense se ela se aplica ao outro, afinal VOCÊ, como modelo matricial humano ideal, não só sempre sabe de tudo, inclusive dos outros, como também é a referência única no universo. Mas isso só no caso de você ter uma recaída e quiser ajudar DE FATO o outro

Se, um dia, você sentir que está sozinho e isso for doloroso, não é porque você é intolerante, egocêntrico, preconceituoso e arrogante, é esse mundo horroroso que não está à sua altura.

Dize-me com quem falas…. que te direi como estás

Quem é o seu interlocutor?

Com quem você fala?

Não, não me refiro às pessoas vivas com que você conversa ou discute diariamente. Me refiro à pessoa oculta atrás daquele solilóquio que praticamos diariamente. Àqueles fantasmas com quem quase todos nós conversamos em silêncio.

Solilóquio
[Do lat. soliloquiu.]
S. m.
1. Fala de alguém consigo mesmo; monólogo: &
2. Forma dramática ou literária do discurso em que a personagem extravasa de maneira ordenada e lógica os seus pensamentos e emoções em monólogos, sem dirigir-se especificamente a qualquer ouvinte.

[Cf. soliloquio, do v. soliloquiar.]

O termo solilóquio serve para você me entender, mas ainda não é exatamente a um solilóquio que me refiro, porque no solilóquio você fala com ninguém, apenas se expressa, ao menos é isso o que o dicionário diz.

Essa conversa a que me refiro tem interlocutor(es). São aqueles “fantasmas” com quem conferimos, revisamos, afirmamos, negamos, discutimos nossas idéias, posturas e decisões.

Então, pare um pouco e lembre quem são e como são eles.

Está pronto para ouvir?

Então lá vai:

São eles que FAZEM a sua cabeça.

O que você tem de problema comportamental, filosófico, conflito pessoal, etc. é GERADO pela autoridade que você confere a esses “fantasmas”. Eles podem ser os mantenedores do céu, do purgatório ou do inferno em que você vive.

Cada “pessoinha” dessas é composta de, no mínimo, 8 componentes:

1 Pessoas mesmo que existem e que “fazem” a sua cabeça
2 Suas culpas
3 Seus medos
4 Suas raivas
5 Suas invejas
5 Suas necessidades vitais
6 Suas vaidades
7 Seus orgulhos
8 Sua arrogância

Daí você cria seus diversos “fantasmas”.
Tudo isso porque, em algum momento, decidimos não seguir o “coração”.
Agora que a mistureba já tá feita, fica difícil sabem quem é quem….

Se me permitem uma sugestão:

Uma combinação de meditação, alongamento e terapia corporal ajuda bastante.
Os clientes, que atendi, que praticam meditação e alongamento, tem bons resultados.

Só a primeira parte da meditação que é a paralização da mente ativa, já serve bem para anular os “fantasmas” através do desprezo. (Quando ninguém dá trela pra eles, eles vão embora rs)

Com o alongamento “desinstalamos”, “desalojamos” os comandos e efeitos que eles deixam na musculatura. É uma verdadeira faxina.

Na terapia corporal o olho atendo do terapeuta alerta para certos pontos que possam ter escapado da faxina.

Com essas três práticas não dá pra esconder sujeira debaixo do tapete.
Ou você limpa ou convive com ela até conseguir eliminar.

A gente confere que está bem quando não precisa falar com nenhum “fantasma” e está em paz.

Viciados em sofrer

Viciados em sofrer

Psicólogo alerta para a co-dependência, o mal das pessoas que só sabem viver relacionamentos doentios

Pense duas vezes antes de seguir os conselhos daquele amigo que fica mais próximo quando você está mal. Fique atento quando deitar no divã daquele analista que não faz cerimônia e diz como você deve agir. Seja menos condescendente com sua mãe, sempre pronta a fazer sacrifícios voluntários por você. Cartão vermelho para o marido que realiza todos os desejos da mulher, antes mesmo que ela os tenha. Esses comportamentos, que nos parecem tão familiares e generosos, podem ser exemplares de um dos males menos divulgados de nossa sociedade, fonte de grande sofrimento para uma parcela considerável da população – a co-dependência. O termo, pouco conhecido, define a síndrome das pessoas que só sabem estabelecer relacionamentos baseados em problemas.
O que é um co-dependente?

Vicente Parizi -
É a pessoa que desenvolve relações baseadas em problemas. São relações pouco saudáveis, em todas as esferas. O foco está sempre no outro e o vínculo não é o amor ou a amizade, mas a doença, o poder, o controle. No fundo, o co-dependente acredita que pode mudar os outros e seus relacionamentos são criados não com a perspectiva de respeitar as pessoas, mas de ensinar o que acredita ser melhor para elas. O co-dependente é motivado pelo desejo de transformar o outro – e mandar nele.

ÉPOCA – Como identificar um co-dependente?
Parizi – É alguém controlador, exigente consigo mesmo e com os outros, com baixa auto-estima, minucioso, rígido, com dificuldade de perdoar e compreender, muito crítico mas refratário a críticas.

ÉPOCA – Há cura?
Parizi – Sim, porque é uma síndrome emocional, diferente do vício em drogas, em que geralmente há uma dependência física. No entanto, as pessoas só admitem a doença quando a vida fica inadministrável.

(Vicente Parizi) Psicólogo.

Manutenção

Tudo o que o homem constroi precisa de manutenção.
A natureza não precisa de manutenção.
A obra humana não tem nada de harmônica com a natureza e é invariavelmente predatória.
Um pouco mais, um pouco menos mas é sempre destrutiva.

Se a relação entre os homens fosse harmônica, daria até pra deduzir que não somos deste planeta, fomos “implantados” aqui ou coisa assim. Mas não é. Como já disse em outro capítulo, estamos agindo como uma praga. Até aí tudo bem. Praga é praga e acabou. Se destroi e tchau.
Mas o que me intriga, e provavelmente ao leitor tambem, é que PARECE que nós temos a opção de fazer diferente.

Individualmente conseguimos um sofisticadíssimo nível de pensamento a respeito de nós mesmos e do coletivo. Daí parecer ser possível.
Coletivamente, na soma algébrica, a qualidade do nosso pensamento é quase nula. Daí parecer ser impossível.

Probabilidades à parte, seria preciso apenas agir de acordo com a consciência e que esta fosse coletiva e sem interferencias humanas destrutivas…Todo mundo pensando e agindo quase igual.
Se olharmos pelo retrovisor da história isso é quase uma piada. Se observarmos o momento presente (2008) a idéia tem cara de impossível. Se olharmos para o futuro, aí até pode ser…porque o futuro não existe. O passado não existe MAIS. O futuro AINDA não existe.
A única coisa que existe mesmo é o agora, que não dá pra avaliar porque, a cada instante…já passou. O que existe é a atitude, a ação…até pra fazer nada. Como é que muda a ação?
Não é pensando em mudar, é agindo, do jeito percebido como melhor.

Aí está o problema: O que temos considerado como “jeito percebido como melhor” está com defeito de paralização da percepção. Como conserta a percepção? Com uma “ficha” que cai, um insight. Ninguem controla isso, nem de fora, nem de dentro. Como é que alguem para de fumar? Parando. Caiu a “ficha”. Se parou sem “ficha”, vai voltar a fumar.

O insight acontece, até onde eu sei, por uma combinação de estímulos internos e externos.
A consciência se abre para uma percepção. Isso não tem volta. Daí o que a pessoa vai fazer com a percepção, é uma outra história.

Uma paisagem pode ajudar a provocar um insight, uma criança rindo, um tropeção na rua ou na vida, uma pessoa falando.
O melhor e mais profundo insight é o causado por uma pessoa FAZENDO. O melhor mestre é o exemplo desde que o discípulo queira o aprendizado, é óbvio. Mas é mais de meio caminho andado porque o cérebro é basicamente imitativo.

Ora, se o leitor concorda que precisamos chegar à harmonia com a natureza, então o negócio fazer diferente a cada instante. Passar a abrir mão de tudo que precise de manutenção. Cada um dentro do seu possível, mas fazer e falar que está fazendo e porque está fazendo. Só NÓS podemos mudar o que NÓS temos feito. Vai custar caro, muuuuuuuito caro, mas é o único jeito. Sem líderes, sem chefes, sem regras, sem cobranças, sem controles… Apenas fazer e torcer para ser imitado.

Creio que seriam necessárias umas 10 gerações de pessoas convictas se desfazendo de tudo o que necessita de manutenção para que nos harmonizássemos com a natureza ( a NOSSA e a do PLANETA que, no fundo, são a mesma coisa)

Em nome da manutenção harmônica e saudável da nossa espécie aqui no planeta, temos que abrir mão de tudo que fazemos que necessite de manutenção.

Em harmonia com a natureza, tudo o que importa está mantido.

Ceticismo ou credulidade?

Na verdade somos todos crédulos. Apenas decidimos o método segundo o qual vamos acreditar ou desacreditar em algumas coisas. Acreditamos que existem ou acreditamos que não existem. Sim, porque certeza mesmo de alguma coisa, ninguém tem e, se tiver, não é crédulo nem cético, é desatento.

Isso pelo fato de que tudo é dinamicamente orgânico (fato este também usado pelos fisico-quantistas de araque para aplicarem golpes falaciosos) e assim sendo tudo é possível.

O que eu vejo como problemático está em algumas determinadas posturas ante esse fato:

O crédulo larga mão de coisas importantes no aqui-agora já que tudo é dinamico, pendendo assim para um comportamento excessivamente desorganizado, com prejuízos para sí próprio.

O cético, ao se recusar a viver certos improváveis, se priva de uma criatividade menos cartesiana, o que torna a vida mais previsível e…mais chata, mais limitada.

Muitas vezes o cético tem medo de ser enganado porque ÊLE engana os outros.

O crédulo quase não tem esse medo, é mais ingênuo porque vive a vida dessa forma (desatenção irresponsável) e acredita que os outros são iguais.

Quando um cético encontra um crédulo, costuma sair negócio rentável para o primeiro e prejuízo moral, e as vezes material tambem, para o segundo.
Business do tipo seita filosófica, religião, jogo de azar, etc.

Em resumo: 171 (estelionato)

Independentemente dessas posições em que você eventualmente se encontre, o legal é ser dignamente generoso, já que somos nós quem determinamos o nosso caminho através das coisas que fazemos.

O dignamente generoso não engana e nem SE engana já que está atento para a reciprocidade em cada momento de cada relação e, por isso, dificilmente será enganado por outrem.
No começo essa atenção pode cansar um pouco mas depois fica fácil.

Ceticismo ou credulidade?

Generosidade digna e atenta.

Como eu sou?

Nesses quase 20 anos atendendo, seja como professor, seja como consultor, seja como terapeuta holístico (oh coisinha vaga essa qualificação) talvez a questão mais frequente das pessoas seja: “Como eu sou?”, “Qual é o MEU jeito?”. O fato de eu trabalhar com áudio e vídeo, gravando depoimentos das pessoas e analisando-os em seguida, JUNTO com a pessoa, ajuda muito a chegar próximo ou à resposta mesmo dessa pergunta individual.

Quando alguem se vê no vídeo ou ouve sua própria voz gravada, leva um choque. Esse choque acontece porque nós fazemos as caras e cantamos as palavras do jeito que OS OUTROS exigem que façamos. Essa exigência não é explicita em palavras (como todas as piores censuras que sofremos e exercemos) mas NA CARA que o outro faz quando falamos.
Ao longo da vida, essas caras exigentes vão CONFORMANDO a nossa cara e a forma como cantamos as palavras. Só que a gente não percebe isso, a gente vai se conformando com esse conflito entre O que somos (pra dentro) e o COMO somos (pra fora) e paramos de percebê-lo.

SOME-SE A ISSO……

Um detalhe importante é que essa exigencia externa em relação à forma como somos (e obvia não aceitação da nossa forma “original”) joga a nossa auto estima pra baixo…muuuuuito pra baixo. A gente questiona mesmo se valemos, “em estado original”, alguma coisa para os outros e acabamos fechando com a idéia de que não valemos.
Daí criamos um personagem “aceitável” o máximo possível.

PROBLEMA…

Por mais bem elaborado que seja esse personagem, ele nunca é como achamos que está aparentando porque, constantemente, está alí no nosso exercício, também a NOSSA pessoa.

A palavra pessoa vem de persona…per-sona…soa através…”soa EU”. Mas aí, se eu crio uma persona socialmente conveniente pra disfarçar a MINHA persona, pra oculta-la, nega-la, isso dá problema.
Sufoca o original e, sufocado, o original tem, cada vez menos, energia para fazer o personagem social, que vai ficando uma mentira cada vez mais descarada e, do outro lado, o de dentro, uma pessoa cada vez mais fraca. É o pavor disso ficar aparente que gera a TIMIDEZ. “Vão descobrir que eu sou uma farsa”.

Daí um belo dia, numa festa, num evento, alguem grava a nossa imagem e, quando vemos, é um desastre, um choque mesmo. O comentário: “Que horrível!!!!” esconde o desespero: “Eu não consigo disfarçar, que péssimo fingidor eu sou!!!!”

Depois de uns anos de salada de persona a gente fica perdido, cansado, confuso e vem a pergunta: “Como eu sou MESMO, o original?”

A resposta está dentro, diria um Gurú (com toda a razão). Mas dentro, para esse estado de confusão, às vezes é uma sala caótica, com tudo revirado e bagunçado.
É claro que meditação ajuda sempre, é pura saúde.

Se, depois da meditação, a percepção da persona verdadeira ainda for difícil, o melhor é focar no sentimento.

Como assim?

Se você sente admiração por uma determinada forma de uma pessoa falar, esse é o SEU jeito de falar.
Se você sente alegria ou qualquer outro sentimento agradável ao ouvir uma música, esse é o SEU gosto musical.
Se você gosta da maneira como uma pessoa se veste, esse é o SEU estilo…

…e assim por diante, sempre adaptando tudo ao SEU jeito que é único.

Cuidado!

Não se trata de imitar comportamento ou de criar outra personalidade, mas de descobrir a sua através do que te dá prazer independente do que as pessoas esperam de você.

Como eu sou?

Eu sou do jeito daquilo de que eu gosto.
Quando a sala da personalidade estiver bagunçada, essa é a referencia.
Aquilo de que você gosta.

Faça o teste: Ligue a televisão e assista por uns minutos SEM ÁUDIO. Vai mudando de canal. Pare naqueles em que há uma pessoa falando e que você sinta essa pessoa como cativante, agradável. Daí aumente o volume. Sentiu?

É isso, a gente gosta de quem é “de verdade”.

O seu jeito é o seu, gostem ou não. Se for verdadeiro, algumas pessoas vão gostar e muito.

A melhor máscara para ser aceito é…nenhuma.

…e pra saúde tambem.

Generosidade

A generosidade é o caminho que viabilizará a nossa existência como uma relação construtiva. Generosidade com dignidade. Exercício de dignidade sem resquícios de mágoa, de vingança, de ódio ou qualquer outro desses detritos emocionais.

O dia em que o maior egoista perceber o quão bem faz para si a generosidade, ele se tornará o mais generoso dos seres. E, breve, deixará o impulso egoista porque será contaminado pelo prazer da generosidade.

É a generosidade que nos dará o maior tezouro de todos os tempos: a liberdade cúmplice.

Desprendimento, desapego e entrega não são meras palavras, são o segredo do cadeado desse baú soterrado pelo orgulho, submerso no mar das vaidades, tempestuoso pelos ventos do medo.

Dentro dele está a felicidade pela liberdade comungada.

Generosidade…lembrem disso no próximo confronto.

Paz

generoso2
(ô). [Do lat. generosu.]
Adj.
1. Que gosta de dar; pródigo.
2. Que perdoa com facilidade.
3. Nobre, leal, valente.
4. Que revela generosidade, nobreza, liberalidade; próprio de quem é generoso: 2
5. Diz-se da terra fértil.
6. Diz-se do cavalo brioso.

~ V. vinho –.
do Lat. generosu

adj., nobre, de boa raça;
ilustre;
que tem sentimentos elevados;
que procede com carácter;
magnânimo;
liberal, franco;
forte;
da melhor qualidade, espirituoso.

O carteiro não é a carta !!!!!!!!!!!!

Parece óbvia essa afirmação, mas quando sublimada nas relações humanas, a obviedade é trocada pela penumbra da invasão, da presunção, da transferência e da manipulação. Se alguem nos dá um bom conselho e resolvemos seguir e dá certo é maravilhoso. O próximo passo (principalmente se não for fácil seguir o bom conselho) é conferir se o conselheiro faz o que fala. Em qualquer um dos casos essa conferência nasce da idéia erronea de que existe uma identidade de interesses e de momentos entre aconselhado e conselheiro. O óbvio fica obscuro: NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM.

Alguém vê algo no outro e aconselha. O aconselhado segue se quiser. Qualquer que seja a escolha ela não o torna nem menos nem mais que o conselheiro.
Qualquer um tem um bom conselho para nos dar.

Imaginemos um bêbado na sargeta nos dizendo: “Uma pinguinha não faz mal”.
Considerando que se trata de um alcoólatra, é patético, parece indigno de confiança.

Mas….

É verdade !!! Uma pinguinha não faz mal MESMO. Uma. Umazinha.

Mas não é isso que entendemos quando sai da boca de um alcoólatra na sargeta porque agregamos, POR NOSSA CONTA, que da boca de um desequilibrado não sai coisa boa….

rsrsrsr ai ai…me diverte essa pobreza.

Se fosse assim eu mesmo não teria aprendido nada, NADA na minha vida. Teria julgado meus professores preconceituosamente e permanecido numa ignorância que me privaria de muita coisa boa que vivo, graças a alguns conhecimentos que adquiri com eles. Muitas vezes a duras penas.

EM ALGUM GRAU

todo mundo é desequilibrado, contraditório, mentiroso, mesquinho, ladrão de energia, interesseiro, arrogante, predador, etc etc etc

Conhecimento custa. Raros são os que não cobram e não estou falando de dinheiro.

Pode custar a humilhação de um professor arrogante, pode custar a tristeza de ver um professor definhar porque não faz o que fala, pode custar o mau trato pelo preconceito do professor, pode custar a energia que vai pelo ralo por causa da inveja do professor ou do aluno e tudo isso vale tambem do aluno para o professor.

Sugiro humildemente que, ao entregar a próxima carta, você não a atire na cara do destinatário simplesmente por que ele não é do jeito que voce queria que ele fosse. Simplesmente entregue. Não cobre nenhuma reação e não se sinta infeliz por ele não fazer o que diz a carta. Cada um tem seu tempo e seu momento. Não acelere o rio, você pode causar um tsuname e afogar o seu destinatário. Você não é O Deus, você é Deus. (Deus substantivo é ego manipulador ansioso. Deus verbo é acontecer…)

Finalmente sugiro, tambem humildemente que, ao receber a próxima carta, não se decepcione se o carteiro não for o que diz a carta. Ele é SÓ um mensageiro. Agradeça por ele te-la trazido até você e pronto. E quanto ao conteúdo da carta, faça o que o seu coração indicar…

…mas mantenhamos a correspondência…em todos os sentidos.

Deus castiga?

Nós ainda não percebemos que fazemos parte, juntos, de uma única “coisa”, um ser.
Essa percepção ainda está praticamente só no inconsciente, coletivo e individual. O fato é que a humanidade é como um corpo composto de indivíduos necessariamente relacionais. Essa relação tem sua ética e decorrente moral determinadas pela natureza. Lembrando que ética é aquilo que qualquer coletividade decide COMO exercer a trilogia: 1 Eu devo 2 Eu posso 3 Eu quero.

Quando um individuo ou grupo age de forma destrutiva em relação ao todo, à coletividade, ele gera, automáticamente, um débito. Mesmo que a civilização à qual ele pertença aprove esse ato a sua natureza entende certo e registra como erro. Esse débito é “carimbado” no seu inconsciente e lá fica. Vem para o consciente sob a forma de culpa que fica estampada na cara e no corpo todo. Permeia todas as formas de expressão. Entorta o individuo. Ele passa a carregar a terrivel sensação (consciente ou não) de marginal de sua própria nartureza. Sensação de indignidade e baixa auto-estima são decorrencias naturais.

Desde que nascemos, esse código de ética da natureza já faz parte de nós. A natureza tem suas próprias leis e nós, obviamente, fazemos parte dela.

MAS…

…como os códigos de ética das civilizações humanas são, muitas vezes, contrários aos da natureza, vivemos em conflito permanente. De diversas maneiras e em diversas nuances, para acertarmos com a civilização precisamos errar com a natureza e para acertarmos com a natureza precisamos errar com a civilização.

Na incessante dinâmica do cotidiano somos colocados diante desta questão o tempo todo. Se optarmos por uma vida consciente, temos que decidir rápido que caminho seguir a cada segundo.
Como isso se torna muito cansativo e estressante ligamos o piloto automático que, em caso de dúvida, decide por nós sempre a favor da civilização.
Assim a quantidade de débitos (culpas) registrados acaba ficando imensamente incontavel e praticamente impagável.

A civilização pune publica e imediatamente o erro, de forma clara e conhecida. A natureza tambem, só que, como fingimos não ver o erro e contamos com o apoio da civilização para contrariar a natureza, o errado fica parecendo certo, e, às vezes, até mesmo natural.
“Ah, é da natureza humana”. Erro é erro e, por incrível que possa parecer, a natureza é implacável no “alerta” que faz. Se a nossa reação não for a de corrigir o erro, através da “nossa” natureza, NÓS MESMOS NOS PUNIMOS. Como? Primeiro que nem parece punição, é um mal estar, um desânimo, uma dor de cabeça periódica, uma doença qualquer, física, mental e/ou emocional.

É precisamente aí que entram os negociantes trapaceiros dessas dividas aparentemente impagáveis.
Eles criam a ideia de um ser que está acima da humanidade, portanto tem poder e autoridade, que criou tudo isso, dão a ele o nome de Deus, criam um clube e prometem que se voce frequentá-lo e compactuar com a ética proposta por eles estárá RE-ligado ao criador. Como a vítima já carrega a sensação de culpa, eles se arrogam o poder de anulá-las se o sujeito aceitar e viver conforme as regras. Em troca dão uma falsa sensação de dignidade e uma falsa sensação de estar perdoado. Todo mundo sabe, bem no fundo, que não é assim, mas como não ve outra saida…aceita. É mais confortável fingir pra si mesmo que se está perdoado do que encarar o erro e tentar corrigi-lo a cada segundo. Dá um TRABALHO!!!

É a nossa natureza que nos faz sentir mal quando erramos. É o único jeito que ela tem de alertar o espécime ou grupo no sentido de manter a harmonia DELA (NOSSA). Ninguem pode desculpar ninguem. Cada um SE corrige.
A sabedoria está em NÃO SE IDENTIFICAR COM O ERRO. Pronto, resolvido. O erro é uma etapa natural do aprendizado, bola pra frente rumo à correção, à harmonia.

A perfeição da dinâmica da natureza inclui uma dose saudável da chamada MARGEM DE ERRO.

A natureza gera espécies. Elas tem um tempo de duração e, naturalmente, se extinguem.
É assim que funciona.
Esta é harmonia, fica, está em desarmonia, some.

Deus castiga?
Quem é Deus?
Deus é a harmonia?

Desarmonia é fruto do erro.
Harmonia é fruto do acerto.
Harmonia castiga?

Deus não castiga, nós nos castigamos.

O que nós chamamos de castigo é apenas um alarme da natureza para que a gente perceba e corrija um erro, uma desarmonia.

Verdade ou mentira?

Há muito (senão desde sempre) que a nossa civilização aceita ser conduzida pelo poder da força.
Essa engrenagem funciona a partir do controle despótico (declarado ou anônimo) sobre a forma com que nos comunicamos, sobre a forma com que ganhamos a vida (sobrevivência) e sobre a forma com que exercemos a nossa sexualidade.

Simplificando

Há um tripé que mantem a vida possível em civilização:

1 Sexo controlado pela ética e decorrente moralidade

2 Voracidade financeira para se obter a sobrevivência (isso é causado pelo poder, é a principal ferramenta da sua manutenção)

3 Hipocrisia, que é um requinte da mentira. É graças a possibilidade da mentira que o poder, na civilização, é conquistado e mantido. Se a mentira não fosse possível entre nós (se nós todos lêssemos as mentes de todos) quem determinaria o poder seriam unicamente os parâmetros da natureza.
Mais ou menos parecido com o restante dos seres vivos do planeta.

As pessoas que estão no poder estabelecem uma ética e um código moral para refrear o povo e mante-lo cativo atraves de leis, punições, religiões, etc. Como essa ética e moral são desumanas, as pessoas do poder não as obedecem, mas criam a personalidade de fachada, hipocrisia.
O povo, que por sua vez não é bobo (só é covarde), sabe muito bem disso e aprende a mentir para não ser pego e policiar quem é pego (fofoca).

A mentira, muitas vezes, nos livra da punição que sofremos por agirmos humanamente.

Acusar mentirosos muitas vezes nos faz bem aos olhos dos outros, é uma forma de sermos mais bem aceitos ou menos rejeitados socialmente.

Qualquer pessoa ou instituição que, de alguma forma, controle a sua sexualidade, não é boa. É mero exercício de poder.

Qualquer pessoa ou instituição que, de alguma forma, limite ou o impeça de trabalhar e que, com esse trabalho, você possa ter uma vida digna, não é boa. É mero exercício de poder.

Qualquer pessoa ou instituição que, de alguma forma, te obrigue a mentir para que você possa se exercer como ser humano, não é boa. É mero exercício de poder.

Chegamos ao ponto.

O poder de uns sobre os outros é o nosso grande mal, é o que nos faz agir como praga no planeta.
Nós nos destruimos a nós próprios, ao nosso semelhante e ao meio em que vivemos. Isso é praga (consulte um biólogo).

E esse poder só existe graças à possibilidade da mentira.

Sem mentira seriamos obrigados a nos comportar como os demais seres do planeta.

Uma organização determinada pela natureza, com poder sim, mas não o elaborado pela mente.

Como a procriação é determinada entre muitos dos animais?
A fêmea escolhe o melhor macho do bando para dar seqüência à espécie.
Quando isso não está muito claro, os machos brigam e quem vence procria, sem traumas, “no hard-feelings“.
Cada um tem a sua função no bando a cada momento.

Já na espécie humana, o macho derrotado vai fazer um lobby politico com outros espécimes para se vingar do macho vencedor, obviamente tendo a mentira como principal ferramenta, e daí vai….e daí veio…até hoje.

A mentira serve à principal perversão da espécie humana: o poder forjado.

A verdade usada coletivamente derrubaria esse poder, usada individualmente derruba o verdadeiro.

Juro que eu to falando a verdade.

A verdade sempre vem à tona, mesmo que ninguém descubra. Às vezes sob a forma de doença, as vezes sob a forma de um desencontro, de uma tristeza, de um desamor, de uma “des” qualquer coisa…

A verdade é a nossa vocação humana, a de exercermos uma relação aberta e franca.

O poder forjado nos torna praga.

O caminho da saúde:

Dentre todas disponíveis na civilização, qual é a forma de relação mais livre e onde você pode ficar mais à vontade para abrir seu coração com a quase certeza de que tudo o que você disser nunca será usado contra você?

A amizade.
Sabe porque?
Porque numa amizade verdadeira não há interesse além do exercicio do afeto gerado pela afinidade.

Numa amizade você tem sempre a liberdade de se aproximar ou de se afastar, porque está ali por opção, não por contrato ou pacto. A verdadeira amizade não cobra nada, a colaboração é mútua e expontânea.

Quantas verdadeiras amizades você conhece? Quantas já teve? Se teve ainda tem, porque se é amizade verdadeira não acaba nunca.

Quer estragar uma amizade ou impedir o seu exercício?
É só conviver com o seu amigo no meio de amigos falsos (hipócritas que usam o formato da amizade por puro interesse) Daí vem os filhotes: inveja, fofoca, intriga, etc.

O segredo da amizade é o segredo.
Aí ela fica isenta de agentes poluentes.

Quer viver um amor plenamente, integralmente e com toda entrega e dentro da civilização?
Viva o amor como se fosse uma amizade. Sem interesses velados e em segredo.

Aí dá aquela vontade de sair gritando para o universo que você está vivendo a coisa mais linda que existe: expresse esse grito com o seu amor, não publique, senão o poder forjado te esmaga sem dó.

Não esqueça de que o poder quer todo mundo infeliz, para que ele te venda bem caro os simbolos da felicidade.

Felicidade é uma afronta para o poder instalado nos cidadãos. A reação é violenta e destrutiva.

Como é que voce vai conviver com os civilizados, vivendo uma amizade ou um amor infinitos?

Simples: Use a linguagem imposta pela civilização.


continue omitindo e mentindo…

…e continue sendo feliz, o quanto possível.

só que sem culpa.

A Profecia

Quem não se conhece, sente falta “não sabe do que”.
E quem não tem alguma sensibilidade, nem disso sente.

Estamos todos ficando assim.

Houve um sábio oriental que disse: “Você conhece um povo pela sua música”.

Leitor, me acompanhe nesse pequeno flash back.

No fim do sec 19 Carlos Gomes (compositor brasileiro de música erudita) premiava esta senzala chamada Brasil com a sua música inspirada em Verdi (compositor italiano de música erudita)

Pouco depois, na primeira metade do sec 20, Villa Lobos (compositor brasileiro de música erudita) nos encantava com suas releituras de Procofiev, Stravinsky, Debussy entre outros.

Nessas mesmas épocas Chiquinha Gonzaga surpreendia com a sua brilhante obra original, praticamente definindo o formato da canção popular brasileira.

Ernesto Júlio de Nazareth, 1863 a 1934, derretia corações com suas brilhantes releituras de Chopin (compositor polonês de música erudita)

No meio do sec 20, com a expansão da cultura pop (que nasceu com Johan Strauss, mais específicamente com a valsa de salão em 1860 aproximadamente) a escola de samba no carnaval, os cantores populares, astros como Orlando Silva, Nelson Gonçalves, e tantos outros, espalhavam poesia e lirismo pelo rádio e faziam multidões de admiradores.

Na década de 60, a Jovem Guarda,o Tropicalismo e os imitadores de astros internacionais trouxeram a consagração da baixa qualidade na produção de conteúdo da cultura pop. Teve uma onda de revoluções politicas patrocinadas nessa época, não só aqui mas em muitos lugares terceiros do mundo.

Era importante que o povo emburrecesse.

Decada de 70 Disco Music, muita pluma, muito paetê e muita qualidade tecnológica na produção ajudavam a esconder a infantilização (melhor seria dizer a debilitação e o retardamento) do pensamento. Houve aí a consagração do brega (que eu entendo como disfunção cultural)

Na decada de 80, Sertanojo, Pagodejo e Lambada prometiam uma década de 90 nivelada por baixo. A Disco Music evolui para a Dance Music. O afeto começava a sair das peças musicais e da cultura pop, as músicas se tornavam cada vez mais jingles publicitários que vendiam o comportamento humano desejado pelo poder.

Na decada de 90 o Tchan foi o carro chefe desse imenso tsunami de detrito cultural. O povo comia dejeto e arrotava esperança no sucesso pessoal imediato.

Em 2000 o Funk carioca (que é uma degeneração musical que vem acontecendo desde a decada de 70, pois Funk mesmo é uma música pop de muita qualidade produzida na decada de 70 pelos negros americanos, tendo em Steve Wonder um de seus ícones)
se tornava o berço de inóquos protestos sociais (Gabriel o Pensador que repetia Chico Buarque, que, por sua vez, calou seus protestos quando viu que o projeto de imbecilização global tinha dado certo já nos anos 80 quando houve a abertura política, o povo não tinha mais capacidade intelectual de ação como tinha na decada de 60).

A música definitivamente virou pinga.

O povo ouve e dança pra descarregar a raiva, esquecer a impotência social e confraternizar numa suruba sexual sem afeto.

Obrigado leitor por me acompanhar nesse trágico e suscinto demais, flash back.
Sei que cometi omissões graves mas a idéia não é fazer um tratado, apenas uma rápida revisão crítica.

Voltando.

Ouso fazer então uma profecia.

Não precisa ser vidente, paranormal e nem ter bola de cristal. É quase óbvio. Se nós não fizermos nada:


Teletubbies é o futuro

Em breve, todas as produções da cultura pop se assemelharão aos episódios de:

Tinky Winky (o teletubbie roxo),
Dipsy (o teletubbie verde),
Laa-Laa (o teletubbie amarelo)
e Po (o telettubie vermelho).

Aos poucos e sob o patrocínio das grandes grifes, nos tornaremos socialmente bem mais passivos, bem mais retardados, bem mais ignorantes, quase nada afetuosos, MAS……………..

……………..grandes consumidores de: McDonald’s, Fords, Shells, Coca-colas, Bradescos, cigarros, Sonys, Motorolas, Microsofts, American Airlines, cocainas, whiskies, Telefônicas, Nikes, Nestlés, etc. etc. e tal.

A cada dia que passa a reverssão desse processo se mostra mais inviável.
O que me consola é que a praga que nós temos sido não destruirá o planeta.
Faremos isso bem antes com nós mesmos…

…se nada for feito por nós em contrário.

Oração ao perdão

Fazer parte de uma espécie que sempre atuou como praga no meio em que vive, trás, no mínimo, desconforto, sensação de inadequação, confusão de ideias e culpa…mesmo que o espéciME atue bem pouco como praga e seja apenas conivente pela omissão. Essa culpa já faz parte INTEGRAL do ser humano. É de nós mesmos que estou falando. Os caminhos para a harmonização consigo próprio e com o ambiente são vários…existem muitas opções, mas o ponto de partida é um só: O PERDÃO a próprio. Quando é que eu sei que me perdoei? Quando confiro nas minhas atitudes físicas e mentais NENHUMA ação auto-destrutiva (suicida). Todos todos todos nós civilizados estamos em processo de suicídio coletivo. Cada espéciME de um jeito e em numa intensidade mais ou menos diferente, mas estamos todos nos matando. É a culpa que aceitamos carregar por atuarmos como praga no planeta, a mãe dessa culpa.

Seria trágico se não houvesse saída, mas é só catastrófico por que temos a opção de não atuarmos desta forma, como praga.

Nós podemos parar de imitar cretinamente a natureza e despertarmos a NOSSA natureza harmoniosa e então interagirmos com a natureza do planeta. Percebermos que somos uma RELAÇÃO, entre humanos, entre tudo que é animado e inanimado…com tudo.

Tem que deixar de ser guerreiro, tem que deixar de ser caçador, tem que deixar de escravizar, tem que deixar de competir, tem que deixar de pensar em liderança e liderado, tem que deixar a NOSSA natureza atuar.

A gente só vai conhecer essa natureza depois que conseguirmos o perdão a nós mesmos.

É simples e meio inacreditável…por que parece simplista.

Ninguém melhor do que você, ninguém com mais crédito para você do que você mesmo.

Portanto PERDOE-SE.

Repita infinitas vezes que você se perdoa acreditando ser possível o perdão, porque É!!!
A culpa é apenas uma idéia que está aí te destruindo, reforçada pelos poderes, pelas igrejas e pela mídia. Você já não é o mesmo que cometeu o erro, assim, essa culpa é injusta, assim como a auto-punição a que você está se submentendo.

Repita infinitas vezes, verbal ou mentalmente:

EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO…

Há milhares de anos a gente carrega essa culpa “genética”. Está no sangue, na memória “cromossômica“, no “DNA“, mas isso não quer dizer que a gente não possa mudar. Tem cura.

Nos pontos em que você conseguir o auto-perdão você vai ver o alívio que vai sentir. Ficará mais difícil compactuar com uma nova atitude ou ato destrutivo. Você vai sentir desafinidade com esses atos, pensamentos e ideias.

Lembre que a humanidade não é assim destrutiva no “automático”, tem siso assim por idiotice…(id-ota atende ao impulso do id irrefletidamente). A gente já tem condição de mexer nisso, e pra melhor.

Acredito em solução caso a caso, individuo por individuo….aí a coisa rola pela consciência e não pelo condicionamento.

O desavisado diria: “Mas não é isso que você está sugerindo que a gente faça? Condicionar a mente ao auto-perdão????”

Não, não é isso. É reverter o registro. Se você se perdoa pelo condicionamento, não houve consciência nesse processo e , por isso, vai continuar errando e vai criar mais culpa.

Mas se você apagar o registro de culpa, não “consegue” errar mais.

Por isso é uma oração mental ou verbal: EU ESTOU PERDOADO e não alguém falando que você está auto-perdoado.

Repita, repita,repita e repita….


EU ESTOU PERDOADO.

Só assim seremos capazes de perdoar os outros.
Mas isso é um outro capítulo.

Do sequestro perpétuo à liberdade eterna

Solidão…só padece de solidão quem não tem a tal da satisfatória vida interior. Se nós não tivermos uma boa vida interior vamos sentir a solidão que permanece mesmo quando estivermos no meio de amigos, de parentes, quando estivermos no ambiente de trabalho, ainda que amemos nossa atividade profissional. Todo mundo conhece essa sensação. Quanto mais distante estivermos de nós mesmos, mais solidão sentiremos, mesmo acompanhados.

O problema é não fazermos o que gostamos, do jeito que gostamos, com a auto-aprovação que precisamos para sermos felizes

Quando dependemos da aprovação de alguém, ainda que inconscientemente, para fazermos o que amamos, e essa aprovação não acontece de forma satisfatória, nasce a mágoa pelo desprezo. Nascente do rio da solidão que forma os afluentes da baixa auto-estima, da sensação de indignidade, da sensação de não ser considerado, da sensação de isolamento afetivo e físico por consequência…além de outros terríveis afluentes.

O contrário é saúde: Quando não dependemos da aprovação de ninguém, ainda que inconscientemente, para fazermos o que amamos, não há mágoa nem sensação de desprezo, há sensação de plenitude, nascente do rio da completude que forma os afluentes da alta auto-estima, da sensação de dignidade, da sensação de ser considerado, sensação de estar afetivamente bem acompanhado pelo todo do qual fazemos parte.

Não depender da aprovação não é “não estar nem aí com os outros”. É estar em contacto amoroso com o todo, incluindo cada ser, mas sem depender da aprovação deste ou daquele. Ouvir cada um é sempre muito importante, estamos em aprendizado constante, mas depender da opinião de alguém é doença, seja de quem for…

Se considerarmos o fato óbvio de que estamos vivendo uma tripla perversão: o sedentarismo, a caça e a guerra instaladas na nossa cultura, transformando o nosso comportamento no de uma praga (mesmo originalmente não sendo), o primeiro sintoma dessa condição, no indivíduo, é o da solidão, principalmente afetiva.

Outro fator determinante para a sensação de dependência da aprovação alheia e consequente solidão é a submissão aos valores impostos pela midia (berrante do poder), e ninguém, mas ninguém mesmo escapa disso. Por mais vacinado que acredite estar, por mais cabeça feita que se ache, não tem jeito. São valores coletivos impostos e marcados a ferro e fogo no consciente e inconsciente coletivo. Ligou TV, ouviu radio, leu jornal ou revista com admiração, TÁ CONTAMINADO.

Crianças necessitam de objetos transicionais de afeto. É a dependência daquele ursinho, travesseirinho, etc. para a transição afetiva em relação à mãe para as outras relações. Conta-se que, se a mãe conduz bem essa transição, tanto mais saudável emocionalmente será o filho. Como estamos em guerra, não é de se esperar que isso ocorra com sucesso na maioria dos lares (trincheiras). O insucesso nessa transição gera dependentes doentios de aprovação alheia, competidores vorazes e inescrupulosos, egocêntricos compulsivos, solitários amargos, etc.

Sendo assim, é natural que as relações “afetivas” dos humanos civilizados (agindo como praga) sejam o que tem sido: UM DESASTRE ECOLÓGICO. Basta algum poder para transformarmos nossos iguais em objetos de afeto escravo. Temos feito isso uns com os outros desde SEMPRE!!! Até aí, tudo muito cruel mas, problema nosso. Praga não é só isso, praga se destroi, destroi seus semelhantes e destroi o meio em que vive.

Aqui entra o objeto deste capítulo.

O que a “praga” humana faz para reforçar a segurança da tribo(sociedade) ou da trincheira(lar) e para aplacar a solidão?

Escraviza e contamina animais.

Cavalos, bois, cães, tartarugas, peixes, gatos, pássaros, etc.

É mais fácil fazer isso do que viver a vocação de sermos uma relação generosa e não termos essas doenças advindas da sensação de desprezo (que não é só sensação).

Não tem um só desses escravos que não adquira as mazelas dos “donos”. Dono mal humorado, animal mal humorado, dono agressivo, animal agressivo, dono amargurado, animal amargurado, etc

“Ah mas eu chego em casa e o meu gato faz a maior festa”.

ai ai (longo suspiro) tédio…

ÓBVIO QUE VAI FAZER A MAIOR FESTA:
Ele é escravo, fica lá trancafiado, fora do habitat, viciado nos hábitos doentes do dono QUE É DE OUTRA ESPÉCIE, desaprendido de caçar, a sobrevivência dele depende inteiramente do dono que o levou a essa condição de dependência da forma mais covarde possível, o dono, para êle, é a sobrevivência…acha que ele vai querer matar o dono?
Coitado mesmo, vai fazer pirraças quando sentir mais descaso, mas é só isso. Sequestro perpétuo!
Coisa de praga mesmo. Nós nos deixamos sequestrar por valores altamente destrutivos e contagiosos e fazemos isso com outras formas de vida. O fato delas se adaptarem não significa que estejam em harmonia.

Dá pra imaginar o que significa para uma ave, que no seu curso natural de vida precisa voar 5000Km nas épocas de migração, viver engaiolada?

Não dá né? Eu já imaginava.

Então vamos fazer o seguinte; Sabe aquele austríaco que prendeu a própria filha por 24 anos no porão da casa dele e teve filhos com ela? O que você faz com o seu bichinho de “estimação” (?) é muito pior…ele é de OUTRA espécie, que não se comporta como praga como você e eu.

Daria pra não agirmos como praga. Seria questão de desenvolvermos uma vida interior sem depender da aprovação alheia e sem nos alhearmos do todo do qual fazemos parte. Isso aumenta a boa autoestima!

Percebermos a nossa natureza ao invés de brigar contra ela.

Do jeito como estamos e na quantidade em que estamos, não dá pra crer que em 50 ou 100 anos isso seja possível, mas só será impossível se não começarmos.

Comecemos por nós, agora. Perdoemo-nos individualmente. Perdoemo-nos profundamente, aceitemos que temos compactuado com tudo isso por não termos visto ainda uma saída.

Só existe um jeito de aprendermos: errando, buscando o melhor e não nos identificando com o erro. Façamos o nosso melhor mas, pelo amor da existência, perdoemo-nos. É aí que começa a transformação.

Olhe-se no espelho e diga repetidas vezes:

Eu estou perdoado, sou digno do lugar em que vivo e vivo em harmonia com o todo.

Vamos saindo dos erros aos poucos, com percepção e consciência, sempre sentindo-nos perdoados, aceitos e integrados.

Quando você conseguir esse auto perdão, uma sensação maravilhosa de alívio vai tomar conta do seu ser…

daí por diante a sua própria consciência dirá o que fazer, e você fará com todo o amor porque já não estará mais agindo como praga.

Roupa ou farda? Fardo

Se existe um grupo de pessoas, que tem como regra básica ou filosofia de relacionamento a colaboração mútua, sem cargos restritos à determinadas atividades e onde a colaboração acontece de acordo com o momento e com o que cada um pode oferecer, sem que isso implique em superioridade de quem é mais hábil ou inferioridade de quem seja menos hábil, isto elimina a competição, portanto, a dominação, portanto o poder de uns sobre os outros.

Com isto sairíamos da perversão numero 2 em que nosso atual comportamento se enquadra: O de guerreiros. Ninguém mais mataria ninguém por poder, apenas por eventual loucura.

Nas condições do primeiro parágrafo, ninguém precisaria eliminar ninguém, todo mundo “serve” para alguma coisa e, naturalmente, essa “coisa” vai sendo mostrada pela vida afora. A tal da vocação. Se bem tratado, o ser humano a percebe mais rápidamente e se se sentir livre para exercê-la a exercerá mais proveitosamente, para si e para os outros.

Do jeito que estamos nos comportando, como guerreiros, não há quase possibilidade de chegarmos a um convívio harmonioso. Estamos uniformizados, armados e entrincheirados na “santa” guerra de cada dia.

O que faz um soldado que, no meio da guerra, percebeu a total falta de sentido para aquilo, não aguenta mais e não quer matar seus semelhantes em nome de nada?

Deserta.
O que acontece com os desertores?
Varia de cultura para cultura, mas são todos severamente punidos.

Se você pudesse experimentar como é a sensação de “desertar” dessa guerra mundial em que vivemos, você ousaria?

Em sã consciência creio que não pois sabe que seria esmagado moral, psicológica e físicamente rapidinho.

Poderia tentar fazer algo parecido com o cantor de rap que reclamaria tagarelamente de tudo, mostraria sua revolta, criaria um uniforme especial, se entrincheiraria no gueto dos rapers, arrebanharia um bando de seguidores também guerreiros contra o sistema, mas…ainda assim estaria guerreando. Ops…não deu.

Experimente tirar o uniforme…isso fique . Faça isso onde outras pessoas também o fazem, com respeito, sem preconceito social, cultural ou econômico. Aí você não será massacrado, ao contrário será tratado de acordo com o primeiro parágrafo.

O que???? Libertinagem, licenciosidade, perversão???
Ahhhh, você ainda associa nudez a sexo. Que pena! A mídia te programou pra isso.

Então não vá…você sairá da civilização mas a civilização não sairá de você.
Você vai acabar estragando o excelente astral do lugar onde famílias e amigos desfrutam desse upgrade de comportamento, esse quase paraíso.

Porque você acha que a indústria fashion se assemelha tanto em competitividade, crueldade e rigor ao mundo dos militares? Porque é a indústria das fardas do exército sociail.

Você não faz idéia do que é tirar a farda de soldado da civilização e sentir que não tem de que se proteger!

Você não faz idéia do que é olhar e ser olhado com respeito pelo que você é e não pela “patente” militar que ocupa no exército da civilização guerreira.

Você não tem idéia do que é iniciar uma relação amorosa pelo encanto que venha a acontecer entre outra pessoa e você e não pelo que um pode representar para o outro no alpinismo e entrincheiramento social.

Só tem um detalhe: A nossa tão querida evolução do agrupamento humano passa necessáriamente por ai.

Depois disso restará só deixarmos de ser caçadores, mas se você nem consegue tirar a farda de guerreiro, esqueça.

E não adianta querer pular etapa tipo não caçar e continuar guerreiro…vai ter que voltar e resolver o guerreiro.

Didática

Todo mundo tem alguma coisa a aprender com todo mundo. Toda relação traz e leva lições.

Professor ensina aluno, mas aluno também ensina professor, amigo ensina amigo, pais ensinam filhos, filhos ensinam pais, mestres ensinam discípulos, discípulos ensinam mestres, mulher ensina marido, marido ensina mulher, vizinho ensina vizinho, funcionário aprende com patrão, patrão aprende com funcionário, cliente com fornecedor, fornecedor com cliente, povo aprende com o governo e governo aprende com o povo…

Nem sempre o professor de matemática ensina só matemática. Sem perceber ele pode estar ensinando, também péssimos hábitos de higiene, erros de linguagem, boa ideias filosóficas, humildade, arrogância…etc.

Há um engano generalizado que leva pessoas a terem certeza de que, só pela posição hierarquicamente superior que ocupam, apenas o que elas falam ou escrevem é o que está ensinando.

Isso poderá no máximo instruir (condicionar comportamento) de acordo com a autoridade de quem ensina sobre quem deve (por obrigação ou submissão) aprender. Nesse caso não há aprendizado, há instrução, o dever de que, diante de tal pessoa, se deve agir assim ou assado. Estamos falando aqui de mero exercício de poder, de constrangimento, que fatalmente gera um rebanho de puxa-sacos ou rebeldes.

Como o homem vive ainda na era da guerra, da destruição, da competição, na pré-histórica e grotesca forma de se relacionar, (pervertendo sua vocação básica que é a de ser uma relação pacífica e construtiva, quero crer) quase todas as relações estão contaminadas por essa compulsão de poder, de domínio. Assim encontra-se, até mesmo nas relações que poderiam ser pacíficas, formas de transmissão de conhecimento destrutivas.

Amigo1- Assessoria escreve-se com “c” e dois “s” ?

Amigo2- Em que muquifo você estudou hein? HUA HUA HUA HUA HUA HUA. Meu, você tem diploma superior e não sabe escrever assessoria???? Você comprou diploma pela Internet? Santa ignorância!!!!!! Assessoria se escreve com dois “s” e dois “s”.

Seria menos traumático o Amigo1 procurar um dicionário. Ele aprendeu como se escreve assessoria, mas o que o Amigo2 ensinou também foi a intolerância, ensinou que quem não sabe escrever direito é indigno, passível de humilhação e chacota, é inferior. Ensinou que o não saber o torna um ser humano inferior. Aprendeu junto as duas coisas e toda vez que for escrever assessoria, consciente ou insconscientemente, vai lembrar sofrer a interferência desse conteúdo.

Se o Amigo1 for uma pessoa emocionalmente madura (o que é muito raro), vai ignorar a chacota, selecionar o que é bom na resposta (que assessoria se escreve com dois “s” e dois “s”) e ficar também com a lição que foi dada na resposta do Amigo2: A de que existem pessoas com baixíssima auto estima, que se consideram uma nulidade se não souberem tudo que esperam dela, pessoas que jamais se sentirão dignas, porque saber tudo é impossível e que por isso mesmo criam uma armadura, um personagem que as defendam de humilhações sociais e estão sempre prontas a agredir quem demonstra fragilidade ou ignorância, reforçando ainda mais a sua própria escravidão ao DEVER de saber tudo…coisa impossível. Pessoas que compraram a ideia de que se deve ser perfeito e, finalmente o pior, pessoas que vão morrendo asfixiadas dentro dessa armadura criada para esconder uma falsa fragilidade, falsa porque errar é humano e é o jeito mais eficaz de se aprender.

Ampliando do grafismo de palavras para toda a existência, a única forma que ensina mesmo, profundamente, efetivamente, substancialmente é o exemplo, é o que a pessoa ou instituição FAZ e não o que diz. Os pais de uma família, por exemplo, podem ser extremamente religiosos, frequentar assiduamente aos cultos, orar antes das refeições, fazerem caridade, serem castos e não pronunciarem jamais palavras de baixo calão, falarem diariamente em paz e perdão MAS se conservam amargura, mágoa, ressentimento, ódio ou sentimento de vingança em seus corações, É ISSO QUE ESTÃO ENSINANDO AOS FILHOS! Por mais disfarçados que estes sentimentos estejam.

O que ensina é o exemplo. Mas, notem bem, eu disse que o que ENSINA é o exemplo, o exemplo não condiciona nem determina. Cada um tem suas diferentes capacidades de fazer opções a cada momento. O exemplo fica como uma referência para o resto da vida, que pode ou não ser seguido. Cada ser tem pleno direito ao exercício de seus valores adquiridos ao longo de sua existência, que devem ser respeitados, principalmente por quem os tem, sem isso não há boa auto-estima.

Verifique em você mesmo o MODO como você ensina (forma É conteúdo).

Se tem delicadeza ao fazer uma correção no outro.

Se se coloca sempre no mesmo nível (humano/falível) em relação ao outro, tranquilamente.

Se é generoso com o erro alheio.

Para que tudo isso possa acontecer em harmonia, verifique o modo como você trata as suas próprias limitações, se com bom humor, humildade e paciência. Quando chegar nisso, poderá ensinar com eficiência e não traumatizar definitivamente seus aprendizes (além de estar ensinando a ensinar).

Meditação


Meditação é melhor aprender com um gurú de verdade e ao vivo. Hoje em dia isso é coisa rara.
Eu não tive essa oportunidade mas nem por isso deixo de praticá-la com alguma frequência.
Pratico a que aprendi lendo a respeito, mas principalmente aprendi fazendo e, confesso, me é bem satisfatória.

Vou dizer aqui o que é essa meditação.

Pra que serve?

Serve principalmente pra você ter um contato mais intimo com você mesmo, com o seu “Eu verbo”, a sua energia primeira, a que anima o seu corpo. Aquela que é ação pura, solução e paz plena.

Como faz?

Calar o seu “Eu substantivo”, o ego físico, mental e emocional.

Sente-se, fique quieto, coluna erecta, esqueça os desejos….se der vontade de ir ao banheiro, vá, de fazer uma anotação, faça, se for imprescindível fazer uma ligação, faça…daí pare.

Até aqui você já calou o seu Eu substantivo física e emocionalmente. Falta uma etapa: a mental. Isto significa que você vai silenciar a mente enquanto durar a sua meditação. Aqui vem a dificuldade maior: parar de pensar. Conseguir isto é quase uma arte, é como aprender a tocar um instrumento musical, requer prática.
Se você se propuser a parar de pensar, fechar os olhos, verá que a sua mente vai despejar na sua “tela mental” um grande número de imagens com as quais você ficará tentado a interagir, “trabalhar” essas imagens…pode ser uma lembrança da infância, um acidente que você viu na tv, um compromisso para amanhã, qualquer coisa….Se você interagir com essas imagens, estará pensando. Se você ficar INDIFERENTE a essas imagens, isto já é não pensar…ainda não é o estado meditativo mas é um grande progresso.

Se você MANTIVER essa indiferença em relação à imagens sugeridas pele sua mente,
elas virão em número cada vez menor…e, se você for bem persistente, vai chegar um momento em que essas imagens pararão…ficará um nada…esse nada é o começo do estado meditativo… poucos músculos do seu corpo estarão cuidando do seu equilíbrio e da sua respiração diafragmática…aquela respiração pela barriga de quando a gente está dormindo .

Quanto mais tempo você permanecer assim, mais intensa e profundamente o seu “Eu verbo” atuará no seu corpo (físico, mente e emoções)
plenificando-o de paz e saúde.

Se de todo for muito difícil para você conseguir este estado de silêncio mental, um exercício de concentração ajuda muito. De olhos abertos escolha um ponto mínimo na parede, no horizonte ou acenda uma vela e se concentre nesse ponto ou na chama da vela por alguns minutos, isso o ajudará a “esvaziar” a mente.

Se você gosta do assunto e deseja se aprofundar aqui vão umas dicas de gurús de verdade que ensinaram meditação:

Osho Rajneesh
Sri Ravi Shankar
Paramahansa Yogananda
Sri Ramana Maharsh
Sathya Sai Baba

Pra que serve a matemática?

Pense um pouco no quão necessária é a matemática para os demais animais, além do homem, vegetais e minerais do planeta.

Partindo da inquestionável premissa de que o homem tem se exercido como uma praga no planeta, a perversão (dentre tantas) que possibilitou chegarmos ao grau de destruição a que chegamos, está em tudo que o homem fez a partir da invenção ou descoberta do número (que me perdoe Pitágoras). Não me refiro à simples contagem de objetos, estrelas, deuses, mas à aritmética e matemática, à quantização para construir máquinas, armas e finalmente o dinheiro que tem a arrogante e equivocada pretensão de representar a energia gasta com o trabalho. Não que o escambo fosse a forma ideal de interação econômica a que o dinheiro veio substituir. Antes, a organização social possível, dada a rudeza das civilizações da época (inclusive hoje) jamais permitiria algo menos pior que o dinheiro como evolução natural para o escambo.

Lembremos que o homem não tem habitat natural, precisa predar para sobreviver. Lembremos também que o homem não precisaria nem mesmo ser caçador mas virou guerreiro. O que esperar de tal consciência? (ou ausência dela). Tal grau de consciência não poderia fazer do número uso menos pior. Lembremos também que, do número, veio a música organizada, a astronomia, a astrologia, e evolução da medicina e das ciências. A pouca percepção permitida pelo baixo grau de consciência faz o homem recorrer ao numero para organizar, segundo a aritmética e a matemática, a sua precária visão da natureza como um todo. E, ao proceder assim, destroi o sistema orgânico que pretende analisar, entender e interagir.

Para nós, praga civilizada, a aritmética e a matemática (invenções nossas) se tornaram imprescindíveis.

Só não esqueçamos que a praga se auto-destroi, destroi o meio ambiente e aos seus semelhantes.
Se um dia nos tornarmos parasitas do planeta, isso já será um maravilhoso upgrade para a espécie.

O que seria da humanidade se não fosse a aritmética e a matemática?

A adaptação do homem à natureza não depende de tecnologia, requer percepção animal. Sim, esse mesmo que a gente tem menosprezado e taxado de instinto inferior. E o que diz essa percepção é que somos uma relação, como tudo na natureza. Uma das imperfeições na percepção de como devemos exercer essa relação é a de que temos que exercer poder uns sobre os outros. Isso faz parte da idiotice de imitarmos os outros animais. Essa idiotice inicial é a principal causa (nos homens) de termos nos tornado uma praga. NÃO É POR AÍ!

O homem tem características comportamentais próprias. Ainda não satisfatoriamente exercidas devido a essa falta de percepção de si próprio. Daí caça e guerreia para sobrevivência de grupos, mas nisso danifica a espécie e o meio ambiente. O requinte de manipulação da natureza que a aritmética e a matemática nos permite, dá-nos a falsa sensação de evolução, mas é só olhar em volta para vermos que tudo que estamos conseguindo é distanciarmo-nos cada vez mais da natureza.

O poder como motivador de evolução nos trouxe até aqui.

O estudo e a prática da interação pacífica entre os homens poderá, talvez, nos promover a parasitas do planeta.

Já será uma grande coisa!

Existem pessoas perfeitas

A pessoa perfeita faz tudo certo, sempre. Cumpre seus deveres à risca, chega na hora marcada. A pessoa perfeita se resigna e renuncia a seus prazeres e fantasias por considera-los loucura pois a levaria a vulnerabilização e a tornaria alvo da auto-crítica feroz e possível humilhação exterior. A pessoa perfeita é muito rigorosa. É simpática por rigor, cordata por rigor, faz concessões por rigor para não passar por inflexível. É religiosa por temor (geralmente escolhe esses clubes de fidelidade religiosa), casa-se por rigor, gera filhos por dever. Realiza o seu trabalho com perfeição por rigor e por julgar ser esta, nada mais que a sua obrigação. A pessoa perfeita não olha, observa criticamente tudo que os outros fazem e contabiliza, e dessa contabilidade estabelece juízo de valor sobre os outros. A pessoa perfeita sempre faz e aconselha o lógico e o racional. A pessoa perfeita está acima da crítica por que não faz absolutamente nada errado. A pessoa perfeita não dá colo, chama a atenção. A pessoa perfeita não dá carinho, agrada com presentes ou atitudes que faz questão de mostrar como sacrifícios, geralmente quase impossíveis de serem retribuídos. A pessoa perfeita vive muito e envelhece amarga. A pessoa perfeita não deve nada a ninguém e quando não é retribuída, cala o ódio da rejeição e destila esse veneno junto aos que lhe são de confiança (geralmente outros perfeitos).

A pessoa perfeita se acha muito imperfeita mas não sabe que é a mais imperfeita das criaturas porque não se perdoa, não perdoa e nem acha possível ser perdoada. A pessoa perfeita se acha condenada a disfarçar e padecer eternamente da sua imperfeição cronica. A pessoa perfeita (condenada à perfeição) se acha suja, indigna e desprezível…e, por isso, o pior: Tem certeza de que nunca será amada verdadeiramente e com isso desconfia de todos, e não aprende nunca o que é o amor.

Não faz nada de coração, faz pelo rigor do dever.

Solidão e amargura…esse é a condição da pessoa perfeita.

A pessoa perfeita não faz mal…ELA é o mal.

Saúde Da Ecologia Interior

Não tem coisa melhor nessa vida do que viver relações que são fruto da afinidade!
Relações onde as oposições são amistosas e não invasivas.
Relações permeadas pelo respeito e admiração mútuas.
Aquelas relações em que todos ficam realmente felizes com a felicidade dos outros.
Esse é o terreno fértil para nascerem as verdadeiras amizades e, quem sabe, os verdadeiros amores.
São relações onde alguém fica feliz, mesmo se o amigo está com outros amigos com mais freqüência.
Se a parceira ou parceiro gosta e fica também com outra pessoa.
Relações cujo vínculo afetivo é o único determinante para o convívio e este convívio acontece com freqüência agradável e saudável.
Não tem prazer maior do que estar próximo das pessoas que se ama e se é amado.

Assim fica fácil manter a alma e a mente limpas…
fica fácil se perdoar e perdoar…
assim exalamos amor, paz e alegria!

Todos os eco-sistemas agradecem!

Arte e Entretenimento, qual a diferença?

O que você prefere?

1 Aquele amigo que faz de tudo para agradar você, mesmo não estando bem, fingindo uma alegria ou uma tristeza convenientes ao seu momento. Aquele cara que escolhe as palavras que você gosta de ouvir e as diz do jeito que você gosta de ouvir. Aquele cara que, ao contar coisas da vida dele, conta do jeito que ele sabe que vai tocar você?

2 Ou aquele amigo que diz o que está sentindo, do jeito que ele está sentindo, procurando a melhor forma de expressão dele, buscando total autenticidade e criatividade?

Se você escolheu a primeira opção, então você gosta mais de entretenimento.
Se escolheu a segunda, então você gosta mais de arte.

A diferença básica entre arte e entretenimento é que a arte não tem a OBRIGAÇÃO de entreter, muito embora isso aconteça numa ou outra peça. A OBRIGAÇÃO de entreter torna peças, chamadas artísticas, puro entretenimento. A elaboração da linguagem dentro do universo do entretenimento não o torna arte porque nele há o compromisso compulsório com o “entreter”.

Música popular DEPENDE do ostinatto para sobreviver como tal. Para quem não entende, ostinatto é aquele modelo rítmico que se repete do começo ao fim da música mais claramente notado na percussão, é o que o leigo chama de rítmo. Mais atualmente chamado de loop. A repetição hipnotiza, anestesia o ouvinte…ajuda a entreter.

O amor que a gente recebe sempre equivale ao amor que a gente dá

O último verso dos Beatles foi na música The End:

“And in the end, the love you take is equal to the love you make”.

Quarenta anos depois estou eu aqui “descobrindo” o significado disso. Achei mesmo até que tinha criado mais uma frase para o meu livro de frases:

“O amor que a gente recebe sempre equivale ao amor que a gente dá”

Parei de reclamar do pouco amor que recebo em certas circunstâncias.
Parei de agradecer pelo amor que recebo das pessoas queridas que me rodeiam.
Se eu não recebo é porque não estou dando, se não dou, tenho problemas (causa e conseqüência)

Passei a observar que o que me impede de dar amor (nas situações em que não consigo fazer isso) é a maldita intolerância com as limitações alheias. Que é EXATAMENTE a intolerância com as MINHAS limitações. Se eu não me aceito, se não me gosto errando, se não sou carinhoso comigo, ferrou. Eu não tenho que me punir por nada, porque o único jeito de aprender, realmente eficáz, é errando. Se eu me perdoo e se me tolero, já estou me amando e estou pronto para dar amor. O amor não “aceita” tensões internas mal resolvidas, tem que relaxar mesmo, se aceitar. Se eu faço isso comigo mesmo, os outros sentem e se aproximam, em geral com amor. Se você amou e não foi correspondido (em qualquer nível de relação) cai fora. Não gaste à toa a sua energia, o seu carinho. Isto acontece porque você AINDA não está pronto para uma relação amorosa. Ainda tá achando que deve. O seu alto astral vale muito, custou muito a ser conquistado, por isso escolha bem com quem vai dividir. Agora se você tá achando que deve para o mundo, é melhor contratar um chicoteador para te flagelar. Ao menos assim não haverá decepção. Em matéria de amor, ninguém deve nada para o mundo e vice-versa. Quando há erro é sempre do lado do doador: deu demais e não viu que a recíproca não era verdadeira.

Pais manipuladores e autoritários são mestres em deseducar filhos e criar monstros doadores compulsivos.

A pessoa mais importante desse mundo para você, TEM que ser você. Então trate de cultivar o bom humor, SEJA alguém divertido para você mesmo. RIA DE VOCÊ MESMO! Você se tornará uma pessoa tão agradável (doadora expontânea de amor) que o mundo vai te tratar bem melhor.
Aí dará pra escolher PARA QUEM você doará essa preciosidade de astral…e rebecer igual. Você estará pronto para a troca digna. Pronto para o amor.

Nunca mais vou me esquecer: “And in the end, the love you take is equal to the love you make”.
Beatles 1969

Dissociar o objeto artístico do seu conteúdo

As folhas pautadas onde Beethoven escreveu suas peças não são A música. A música soa NOS instrumentos e, se bem interpretada, segundo o conceito do compositor.
Conceito=conteúdo é tudo o que o artista quer dizer, expressar. Tanto melhor é essa massa sonora se o intérprete e/ou regente conseguiu absorver o conceito do compositor e expressá-lo do advérbio do som.
Quanto vale a partitura das músicas de Beethoven?

O preço do papel pautado, da tinta e da pena vendido pela papelaria onde ele comprou.

Pode valer também o montante financeiro que a alucinação egocêntrica-possessiva de uma cultura decide avaliar o quanto é importante alguém ter essa partitura para si. Uma partitura original (manuscrito) pode ser vendida por cinco ou seis dígitos de dólar.

O que vale a vibração atmosférica produzida por instrumentos executando primorosamente uma obra de Beethoven?
O preço do ingresso para ver a Philarmonica de Berlin fazê-lo. Não, vale mais.
O preço do CD com a gravação. Não, vale mais.
Vale nem um tostão se você mesmo executá-la satisfatoriamente em seu piano. Não, vale mais.
Se você não gosta de Beethoven aí não vale nada mesmo.

O valor da obra de um artista não é mensurável em moeda, seja qual for.

A obra não é o manuscrito, não é o objeto. É o conceito expresso nela.

Até agora, só obviedades

Não é tão óbvio o fato de que a desatenção ao valor do conceito das obras, típico do SEC XXI, está relegado quase ao esquecimento, prevalecendo quase só o valor da posse; assim a disputa pela propriedade do objeto da obra forma um mercado. Que não tem nada a ver com arte mas com o status social (e não artístico) do proprietário.

O objeto artístico (manuscritos, quadros, esculturas, livros, etc) facilmente pode adquirir valor de mercado tanto maior for a voracidade de posse sobre aquele OBJETO.
Pode-se fazer de qualquer coisa um produto de mercado. É bom ressaltar que nada contra eu tenho em relação a isso. Nem contra nem a favor, é outro “universo” que não o artístico.

O que quero trazer à luz da lembrança é o fato óbvio, porém quase esquecido, de que se pode desfrutar da comunhão com o conteúdo de uma obra, seja qual for o objeto em que ela se encontra disponibilizada.

O conceito da obra é perceptível na razão direta da sensibilidade do observador e também do grau de despoluição cultural em que se encontra. Lembrando que cultura pressupõe informação instalada na vida; Dependendo do QUE o observador instalou em sua vida e do que ele NÃO instalou, a observação será uma ou outra. Pode ocorrer de alguém ouvir uma sonata de Beethoven e se lembrar imediatamente SÓ do quanto pagou para assisti-la no teatro com tal pianista. E pode acontecer também de alguém ouvir uma sinfonia de Beethoven no rádio e se revoltar por que omitiram algumas partes dela, o que pressupõe informação e cultura por parte desse observador.

A boa notícia é que, se alguém está ocupado com o seu próprio aperfeiçoamento cultural, não vai depender da forma do objeto da arte para aproveitá-la. O aperfeiçoamento tecnológico de hoje permite que tenhamos à disposição e bem acessivelmente excelentes reproduções em quantidades fenomenais. Não importa se é uma gravação em vinil com chiado ou se é uma foto não muito definida de um quadro…se o observador puder ter acesso ao conteúdo, perfeito.

Portanto se você ouvir falar que roubaram um quadro “valiosíssimo” de um museu e que, posteriormente, foi destruído, isso não é tão grave se se tiver boas fotos ou cópias bem feitas, a não ser pelo fato de privar a coletividade de ter acesso ao objeto original da obra. O valor artístico da obra é “inroubável“.

Beethoven não ficaria nem um pouco triste em saber que seus manuscritos se perderam depois que a obra foi editada.

O perdão liberta

O perdão, de coração, é mais contundente para o perdoado do que a manutenção do ressentimento e da mágoa de quem, agora, perdoa.
O perdão desmonta o perdoado e o coloca frente a si mesmo. Aí a dor do erro é maior do que a que ele causou.
O perdão, de coração, é a maior “arma” contra o perdoado porque deixa o perdoado na vazia e dolorosa solidão das quiméricas convicções que o levaram ao erro.
Assim resta ao perdoado sucumbir à tristeza do erro ou renascer para a grandeza do reconhecimento e aceitação da própria falibilidade para então, com humildade, tentar crescer.
O perdoado que viu a grandeza do perdão tem a chance de perdoar a si mesmo.
Só assim o perdoado se liberta das mesquinharias que o levaram ao erro e, talvez, transforme o próprio erro em aprendizado. Aí, e só aí, estará pronto para perdoar.

Sou muito grato àqueles que me perdoaram pois são meus maiores mestres.
A grandeza de seus corações me ensina a ser melhor.

Resta então o mais difícil: perdoar a mim mesmo. Não é fácil e nem impossível.

Falta De Amor

Bem, indo diretamente ao assunto, os problemas psicológicos que afetam os adultos, se tivermos que ser genéricos, são conseqüências de situações e vivências problemáticas da infância, da adolescência e pós adolescência não ou mal resolvidos.

Como tudo o que é vivo dispõe de dois impulsos básicos: caça e amor, e a nossa civilização está quase que totalmente centrada na caça, sobra bem pouco ou quase nada de espaço para o exercício do amor nas relações. É aí que está à causa: ao atendermos alguém sempre descobrimos que a ausência do amor, em algum momento, foi a causa do “problema”. Fica óbvio que o amor é um complemento indispensável na “terapia”.

O amor deve estar presente em todas as relações: cordialidade com os “estranhos” e “diferentes”, nas amizades, nas relações profissionais (originalmente relações de caça) nas relações familiares, nas relações amorosas onde o sexo é parte integrante e PRINCIPALMENTE na relação consigo mesmo.

Quem não se ama o bastante acaba por atrair relações com igual porcentagem de desamor. Aí é que entra a terapia com a função de recuperar ou despertar e aumentar a AUTO-ESTIMA. Todas as terapias trabalham, de formas diversas, com o aumento do auto conhecimento (percepção de si próprio) e acaba dando certo aquela terapia que foi capaz de estimular, com sucesso, a melhora nas relações da pessoa consigo própria. O resto é conseqüência natural desse auto- redimensionamento: relações amorosas.

Melancolia, depressão, hiperatividade, mania, sensações problemáticas de superioridade ou inferioridade, disfunções sexuais, compulsões, ansiedades, etc. em geral (e essa é a proposta do artigo, ser genérico)

Têm origem meramente comportamentais, mas se não tratadas quando surgem acabam se tornando físicas (químicas) e com extensões de somatização.

Os “problemas psicológicos de adultos” são conseqüências de problemas da infância, adolescência e pós-adolescência não tratados.

A cura é uma só: O AMOR, a começar por si próprio. É bom lembrar que ressentimentos, mágoas, ódios, sentimentos de vingança, etc. são os melhores mantenedores de cabeças problemáticas.

A verdade é filha do tempo e nossa mãe

Aprendi que quem fecha uma porta, na verdade queria abrir mais o coração e, por alguma razão, não pode. Aprendi também que quem sempre abre essa porta é o mestre maior: O Tempo. É o tempo que esclarece, que tira o véu da ilusão, é o tempo que aplaca o medo, que mostra a verdade.
Quando uma porta se fecha para mim eu sempre digo com amor: A gente se vê…melhor!
Como disse no meu livro de frases: “O que é ilusório o tempo varre, o que é verdadeiro a gente tenta varrer…mas não consegue”……..graças a Deus!!!

É com você que eu me torno alguém…e vice-versa.

Defeitos e qualidades são nomes diferentes
para a mesma coisa: características.
Existem aquelas que são as coisas
que não aceitamos em nós mesmos.
A essas, quando as vemos no outro,
damos o nome de defeito.
E existem aquelas que são as coisas
que admiramos em nós mesmos.
A estas damos, no outro e em nós
mesmos, o nome de qualidade.

O único amor é o que acolhe todas as características
do outro e, pra isso, é indispensável
que as acolhamos antes, em nós mesmos.

Amando estamos eternamente aprendendo a
nos aceitarmos a si próprios e ao outro.

Patrocínio ou exploração indevida?

Qual é o produto direto da arte e do esporte? Cultura através do entretenimento. Pode ser uma resposta não completa mas verdadeira.
Vocação e sentido de vida é o que move artistas e esportistas. O sucesso em suas vidas é praticar suas vocações. Aceitação pública é um ganho extra para a auto estima e em muitos casos para a conta bancária, mas tem um preço alto que é a perda do anonimato, da privacidade que, às vezes, destroi o sucesso. A popularidade acontece para um percentual muito pequeno de artistas e esportistas. A maioria, a grande maioria vive a sua vocação quase no anonimato ou no anonimato total. Quando um artista ou esportista obtém popularidade, é fruto de um feito seu, único, individual, do seu talento. A finalidade única é manifestar sua arte, suas idéias, sua destreza, sua habilidade. Com muita coragem e entrega enfrentou os limites e, casualmente, tornou-se célebre. A finalidade é a de ser ele mesmo ao máximo. As pessoas admiram, invejam (o que dá quase na mesma) querem aplaudir e desfrutar. Se olharmos no retrovisor da história veremos que os artistas (aqui eu incluo esportista como performista que não deixa de ser arte, se considerarmos o circo como uma das primeiras) influenciaram muito os passos da humanidade, menos que as guerras, é claro, mas refiro-me às influencias construtivas. Artistas, performistas, pensadores não produzem objetos de consumo, produzem idéias, comportamentos.
O talento para a arte não tem nada a ver com o talento para fazer dinheiro, muito embora, em alguns casos, eles possam ser encontrados em uma única pessoa.
São as indústrias gráfica, fonográfica, de vestuário, alimentícia, de mídia que transformam feitos e idéias em produtos de consumo.
E é exatamente a arrogância (atitude de tomar posse de) dessas indústrias, que produziu o fenômeno do estupro cultural. Para o artista conivente, fadado a ser joquete tal qual animal de estimação descartável, isso pode trazer a segurança material, fim de um problema e começo de outro: o compromisso com a venda. Para os estupradores, até aí poderia tanto fazer, eles querem mais é lucrar e lucram. Mas estão lucrando(?) a qualquer preço, inclusive o mais caro: a imagem institucional. Como?
Que estamos vivendo uma época de selvageria consumista todos sabemos. Mas quem quer lucrar mais, estuda, encomenda inúmeras pesquisas e percebe que existe uma coisa chamada excelência, a tal da qualidade. Percebe que o público (pessoas) percebem um ato de covardia, de abuso. Não falam nada, talvez nem evitem consumir o produto industrial do estuprador, mas qualificam, julgam e classificam: aquele industrial é um estuprador cultural, tá a perigo, tá fazendo qualquer negócio pra sobreviver, TÁ MAL, quer se dar bem. Na melhor das hipóteses, fica a imagem de aproveitador, de oportunista pragmático. Com o tempo o descrédito é associado ao produto.

Mas afinal, do que estou falando?

Torneio Bradesco de volei
Premio Sharp de música
Teatro Credicard Hall

he he

O que produz o Bradesco além de lucros absurdos?
O que a Sharp tinha a ver com a música além da paixão do filho do dono pelo meio artístico?
O que um cartão de crédito tem a ver com o teatro?

São instituições imensas surrupiando a credibilidade de abnegados que se tornaram populares pelo seu talento.

Se fossem instituições geridas por pessoas de bom nível, cultas (não basta ser informado) teriam vergonha de fazerem isso. Eu sinto vergonha por eles.

Se quiserem continuar surrupiando a credibilidade dos abnegados mas aparentando bondade , seria de bom tom, generoso e educado, por exemplo, fazer:

Torneio Bernardinho de Volei (apoio Bradesco)
Premio Chiquinha Gonzaga de Música (apoio Sharp)
Teatro Walter D’Avila (mantido pelo Credicard)

Agora, se gostassem mesmo de apoiar a arte e o esporte, dariam estudo artístico gratuito popular e mídia para os seu beneficiados. Mídia para os grandes talentos anônimos.
O custo/benefício no nível institucional seria bem maior. Não a curto prazo, claro.
Institucional nunca rimou com curto prazo.

Há uma dita no não dito: Você consegue o público que eu te dou uma migalha.

E, finalmente, já que o artista e o esportista, alavancam tanto as vendas das indústrias, o ético seria que eles recebessem participação nas vendas dos produtos aos quais fizeram o favor de associar suas imagens conferindo credibilidade a eles.

A arte precisa do dinheiro e o fazedor de dinheiro precisa da arte para fazer mais dinheiro.

Talento para a arte não tem nada a ver com talento para fazer dinheiro
, não fosse assim, Van Gogh, Vivaldi e tantos outros, por exemplo, não teriam morrido na miséria.

Para sobreviver, o artista precisaria saber fazer dinheiro sem deixar de ser artista, assim ganharia o suficiente para continuar sendo artista e não pucha-saco de publicitário ou fazendo performance de rua por uns trocados. Formas diferentes de mendicância que comprometem diretamente a integridade da obra. Creio que em 99% dos casos, isto seja impossível.
Como disse em capítulos anteriores: arte é amor, dinheiro é caça.

Quanto menor a vocação artística maior a possibilidade de o indivíduo fazer dinheiro. E vice-versa.

Dá pra conciliar amor e vínculo social?

Não dá pra conciliar amor e vínculo social. Socialmente o que conseguimos, no máximo, é um bom contrato. Pessoalmente, anonimamente e com maturidade emocional se consegue um bom amor. Publicou, dançou. A fantasia do casamento, graças a Deus, está acabando. O casamento está se tornando, aos poucos, mais um ritual de passagem tipo primeira comunhão, debutante, etc. O problema é que isso, às vezes, gera filhos e, se há uma coisa que o planeta não tá podendo, é ter mais gente. Mas a gente ainda não aprendeu a viver a Relação, estamos no egocentrismo individualista. Tem gente arranjando argumento de tudo que é tipo para dar continuidade à espécie procriando. Não é bem assim. A espécia só vai continuar se a gente parar de procriar por um bom tempo e passarmos a viver a Relação. Mas quem quer saber? O gado humano é induzido pelo poder, através da mídia, a consumir desenfreadamente, casar, procriar para DEPENDER.
É isso.
Se voce encontrou o amor da sua vida e quer continuar amando e sendo amado, pense bem.
Se voce levar esse amor para o ambito social ele vai morrer assassinado pelos padrões sociais. Se voce viver esse amor em segredo ele talvez morra, mas será de morte natural.
Boa sorte!

Paz e amor? Sei… (pra ler em frente ao espelho)

Você consome petróleo?

Você come fast food?

Você é fumante ou participa de eventos patrocinados pelo tabaco?

Você tem conta em banco?

Você consome produtos da indústria do entretenimento?

Você compra em super-mercado?

Você tem produtos eletro eletrônicos?

Você consome produtos chineses?

Você freqüenta shopping centers?

Você assiste televisão e ouve rádio?

E você ainda ousa falar em paz e amor num mundo futuramente viável onde a humanidade exerceria a sua vocação de ser uma relação?

HAHAHAHAHA

Só se for como mera abobrinha…

Talvez fosse melhor você calar a boca e apenas parar de fazer essas coisas.

Ao menos assim você pararia com, pelo menos, essa hipocrisia e contribuiria DE FATO para a possibilidade quase inexistente de um mundo melhor.

Por que, agindo assim do jeito que age, você faz, além de tudo, o ridículo papel daquele estudante de economia que ostenta uma camiseta com a cara de Che Guevara. O Che da camiseta não tem nada a ver com o Che de verdade. O Che de verdade foi um idealista e revolucionário ativo que dedicou a vida a uma causa e morreu por ela. O Che da camiseta é o ícone da rebeldia vazia adolescente. O rebeldezinho sem causa imbecilizado que ta na merda, revoltado com a hipocrisia social e (sem a menor informação filosófica, social e psicológica) caminha para o lixão da sub-existência urbana.

Petróleo mata

Tabaco mata

Entretenimento não cura nem conscientiza, é anestésico.

Banco é vampiro

99% dos itens de supermercados prejudicam a saúde individual ou coletiva, além de muitos deles viverem as custas de mão de obra escrava

Os fabricantes de eletro-eletrônicos produzem acima de tudo um lixo poluente assassino para o planeta

A China está conquistando mercados as custas de mão de obra escrava

O Shopping Center não é feito para você, é feito para pegar o seu dinheiro (energia)

A mídia é o berrante imbecilizante do poder para manter o gado humano imbecilizado.

Paz e Amor(?)

Ce tá falando em nome do que? Dos seus hormônios? Da sua mesquinha necessidade de status?

Pra você camuflar melhor o seu impulso destrutivo?

É um belo ícone que serve de slogan para o seu marketing pessoal, pra você posar de bonzinho e conquistar a aprovação social no seu gueto e sentir-se aceito. Completamente vazio…mas não tem problema, conteúdo é dispensável, o importante é o discurso, se parecer verdadeiro, melhor ainda…Mas isso tambem não é problema porque a sua esquizofrenia é tamanha que até você acredita na sua mentira…desculpe, verdade. Sim, porque pra você, verdade é só tudo aquilo que te faz sentir-se bem, aceito e digno. O resto é mentira.

Ora ora, o que fazer com tanta diversidade, com tanta divergência?

É melhor inventar uma verdade que ao menos te de algum conforto.

Aí se achar quem pense igual ou parecido, dá pra formar um gueto. O gueto hipócrita alternativo que nega a hipocrisia social estabelecida. Tá certo que ambos consomem os mesmos produtos (promovem a mesma devastadora destruição de si e do planeta) mas o importante é que com consciências diferentes, você sempre estará do lado do bem! (huahuahuahuahua).

Paz e amor…cada um no seu cantinho arranjando um jeito de não se sentir tão sozinho. Pizza, cineminha, filosofia espiritual, dvd, novela, religião, internet, baseado, coca-cola, baladinha, filosofia do marketing pessoal….ops, paz e amor.

Mudar mesmo…….dá trabalho.

Praga não muda….estraga.

Não escravize a natureza. Nem a sua nem a de ninguém!!!

Prender um pássaro é, no mínimo, uma covardia. Quando voa, a quantidade de ar que o pássaro troca é de 1000 vezes a do homem quando corre.
O pássaro aprisionado tem o seu metabolismo alterado. O canto do pássaro é de tristeza. O claustro não é bom pra ninguém muito menos para quem nasceu livre e precisa da liberdade para cumprir seu sentido de vida.
Se a sua ecologia interior não vai bem, isso é problema nosso. Comece a trabalha-la por não maltratar a ecologia exterior. Inteira e não violada, ela pode ser um bom professor e curador. Se você não conseguiu a sua liberdade não tire a liberdade do maior símbolo da liberdade: O pássaro. Êle é o exemplo. Não lhe tire o que você ainda não conquistou: A LIBERDADE.
Solte os seus pássaros, exteriores e interiores.

O que é isso?

FATO

Tudo aos berros:

Roberto-Você é uma vaca, uma imbecil, tava pensando no que?

Elisa-Ela não tem culpa, não precisa ser assim, estúpido, todo mundo tem direito de errar!!!

Celia-Tá nervosinho, tá? Presta atenção em você, seu bosta!

Roberto-Bosta é você, vagabunda! Burra, Oreia OREIA!

Ruth-Vamo pará com isso? Chega, já chega!

Roberto- Essa cretina não presta atenção em nada, vai se foder!!!!

Elisa-Escuta…

Roberto-Escuta nada, não encha o saco voce tambem..

Elisa-Escuta…ESCUTA, DEIXA EU FALAR PORRA!!!!!!!!!

Ruth- Ai meu Deus, vamo parar com isso?

Elisa- Voce não pode culpar a Celia, ela só não viu que…

Roberto (aos berros)-NÃO VIU O CARALHO! NÃO VIU O CARALHO!!!!

É uma filha da puta, não tá nem aí!!!!! Se faz de boba pra me irritar!!

Ruth-Ai gente, assim eu vou parar…

Roberto-É sempre assim, puta que pariu! A Celia é burra, burra, topeira!

Celia- Topeira é voce, estúpido!

Roberto-Cala a boca CALA A BOCA, eu só não te encho a cara de porrada porque a gente não tá em casa

Elisa- Acho bom mesmo, na minha casa voce não vai bater em ninguém!

Roberto-Mas ela merecia, essa vaca do inferno!

Celia-Vaca é a sua mãe!

Vilma (mãe do Roberto)- Eu não tenho nada a ver com isso, e vaca é a sua mãe!

Ruth-Gente, eu vou embora, assim não dá.

Roberto- Não vai nada, vamo continuar.

Celia-Eu não quis ofender a senhora dona Vilma e a minha mãe não é nenhuma vaca?

Roberto-Ela não, mas voce é!

Celia- Seu covarde, covarde,(chorando) só porque eu sou mulher!

Ruth- CHEGAAAAAAAAA

Elisa-De quem é a vez?

Roberto- Sou eu, eu distribuo.

Silencio total. Ao fundo passarinhos cantam alegrando a linda tarde de domingo na fazenda da Elisa. Roberto distribuiu as cartas e continuaram a partida de buraco. Em meio a um profundo stress fruto de raivas guardadas, de meia em meia hora, essa troca de gentilezas se repetia até o jogo acabar. Essa é a higiene mental daquela família que se reúne para relaxar no fim de semana.

TEORIA

Quando não conseguimos ter a iniciativa para conversarmos abertamente sobre as nossas diferenças, ou quando não encontramos abertura para isto no outro, uma coisa horrível vai se acumulando em nós: O NÃO DITO. O não dito gera problemas.

Aí deixamos para descarregar as raivas que vão se acumulando, em momentos em que o assunto não é o que recalcamos. A mesa de jogo é ideal para isso. Xingar o juiz é melhor ainda, é totalmente impessoal.

O sujeito que tá com problemas de inferioridade, coloca num simples jogo, a afirmação da sua superioridade (se ganha) ou da sua inferioridade (se perde). Se ganhar, a sua auto-estima sobe e ele já não se sente tão inferior assim, se perde, é a morte.

Essa é a pior coisa que alguém pode fazer para a sua própria auto-estima. Porque em ambos os casos o cara sabe que está se enganando. Ele não é melhor pessoa porque ganhou e nem pior porque perdeu. E nem é ruim ou bom simplesmente por que se acha ruim ou bom.

Este quadro complicado costuma aparecer nas pessoas que estão com uma sensação muito grande de inferioridade. Aí um simples jogo pode ter a função faz-de-conta de superioridade, no caso de ganhar. Sim, porque o cara que se sente muito inferior e não tem estrutura emocional para “bancar” essa sensação, não se contentaria com a sensação de estar “na média” ele precisa da sensação de superioridade. Aí vira um surtado na mesa de jogo. Surtado manso ou surtado agressivo, surtado enrustido, tem de tudo.

Ter ou não ser?


Toda relação amorosa é composta de um conjunto de, pelo menos, dois tipos de sentimentos:

Encantamento e irritação.

O encantamento vem das afinidades. As irritações vêm das diferenças.

É opção de cada um se centrar, colocar o foco, em um grupo ou em outro.

Quando estamos muito insatisfeitos com a nossa situação existencial e nos negamos a encarar isto, transferimos a causa desta tristeza para o parceiro amoroso, nas irritações que ele nos causa. “meu deus, essas diferenças me matam!” brada a vítima.

Não conseguimos pensar em diferenças sem hierarquizar as relações.

O diferente de mim, as diferenças que eu tenho em relação ao meu parceiro amoroso, me provocam raiva, se eu não sou um ser maduro. Daí eu projeto, nessas diferenças, toda a minha raiva não resolvida, que tenho em relação às minhas frustrações, e culpo as diferenças como causa da minha infelicidade. Aí o meu parceiro passa a ser o carrasco e eu a vítima. Está hierarquizada e enquadrada como relação de poder (cabo de guerra, tabuleiro de xadrez) o que deveria ser uma relação puramente amorosa e encantadora que aliviaria meus pesos existenciais.

Poluentes da relação: rivalidade, ambição, disputa de domínio, queixas excessivas, desconhecimento e desrespeito dos limites do outro, etc.

Tudo isso porque o sexo, desde a infância, está (socialmente) associado à agressividade e nos faz ter raiva inconsciente do sexo oposto. O adolescente conquistador aprende a “comer” as menininhas e estas a “conquistarem” um carinha legal.

Amor não é isso, mas isso leva o nome de amor na sociedade.

E, para não nos sentirmos tão sozinhos no nosso encantador amor, optamos por viver o amor segundo a sociedade, com base na irritação, nas diferenças, um sexo agressivo. Tudo isso para ter a aprovação de todos por causa da nossa imensamente insuperada insegurança. Dai o amor acaba.

É assim que nós matamos aquilo que poderia nos fazer sobreviver melhor.

Solução (?):

Dissociar sexo da idéia de agressividade e centrar sua relação amorosa no encantamento e não nas irritações. Assim, ao invés de se fazer concessões, que geralmente nos mutilam, fazemos só o possível, com respeito, e o outro nos percebe como alguém voltado amorosamente para ele.

IMPASSE (?)

Se nos centrarmos no encantamento, as irritações ficam muito toleráveis e a gente perde a aceitação social.

Se nos centrarmos nas irritações (nas desafinidades), o encantamento morre, mas e gente ganha aceitação social.

Ter ou não ser? Eis a questão.

O mais importante é lembrar sempre que não existe amor sexual duradouro em sociedade.

Em segredo, dependendo da estrutura de cada um, ele pode ser eterno.

Em sociedade o amor nasce entre quatro paredes e morre na sala de visita.

Entre o momento das quatro paredes e o da sala de visita ocorre o processo lento e imperceptível

da fraternização, da desmotivação até a putrefação do amor.

Por isso ouvimos o filósofo etílico no botequim dizer, com a voz embargada, entre um soluço e outro:

“A vida é assim mesmo… (soluço)… fazer o que?”

ARTE E ENTRETENIMENTO

No princípio a mídia servia a arte, agora o fragmento da arte serve à mídia.

O entretenedor tem o compromisso prioritário de agradar, seduzir e de ser entendido imediatamente, para sua obra ser COMPRADA. Para tanto, lança mão de recursos padronizados de linguagem, assim é mais seguro que seja entendido imediatamente. O entretenimento é imediatista. Por isso ele se ocupa PRIORITÁRIAMENTE com a COMUNICAÇÃO. Daí a “arte” popular (entenda-se do entretenimento) estar estribada na hábil mescla de fórmulas feitas, na cabeça do público. Aí, nesse setor, tem desde a publicidade até Jobim, que, por exemplo, se inspirava também nas harmonias de Chopin. Vide os primeiros compassos da música Insensatez que reproduz a harmonia dos primeiros compassos do prelúdio número 4 de Chopin. Isto para dar um único e óbvio exemplo. Chopin até usava menções a músicas folclóricas polonesas, mas o conteúdo de sua obra não se apoiava em menções e nem dependia delas para serem interessantes. O ato de entreter está atrelado à necessidade da VENDA de uma peça como PRODUTO. Daí ela ter que ser compreendida IMEDIATAMENTE. O entretenedor, que geralmente só faz isso na vida, torce pelo sucesso de vendas para que o público, a fábrica, a editora, o patrocinador, o anunciante (e, de preferência, todos esses juntos) continuem dando-lhe a sobrevivência. O entretenedor está voltado muito mais ou quase só para a diversão.

O artista tem como principal compromisso a EXPRESSÃO através do aprofundamento e evolução de sua linguagem, para que ela seja capaz de expressar coisas até então impossíveis de serem expressas ou não tão profundamente expressas. Ou ainda, a simples, despreocupada e descomprometida expressão através de alguma forma considerada artística por muitos ou só pelo artista mesmo.

A ocupação é mais com o existencial, e menos ou nada com venda. O descompromisso com a venda dá-lhe uma decisiva liberdade que permite uma ocupação muito mais profunda com o ato da sua expressão e o conteúdo. O artista sabe que, talvez naquele momento, a sua proposta não seja entendida, assim como um filósofo, como Adorno, por exemplo. Mas a SUA própria convicção e inquietação existencial o leva, através de uma dedicação de corpo e alma, a expressar o que sente que tem que ser expresso… para alguém em algum lugar…mesmo que seja no futuro, ou talvez nunca. Tem alguns artistas que fazem isso sem essa consciência e tem outros que têm essa consciência. O artista está voltado muito mais para a expansão da consciência através da reflexão que sua obra proporciona.

Quem julga o que é arte ou entretenimento? Qualquer um com REPERTÓRIO cultural (não adianta nada só repertório de informação), certamente os pensadores, estudiosos e filósofos de 200 anos depois (aí já passou a efervescência da época, que embola a percepção) que percebem se aquela obra representou avanço no aprofundamento e na evolução da linguagem e, principalmente, da capacidade expressiva do homem, ou seja, se ela foi capaz de expressar coisas até então impossíveis de serem expressas ou não tão profundamente expressas até então.

A preocupação com a venda imediata de uma peça pode comprometer em muito a elaboração e o conteúdo da mesma, bem como sua potencialidade expressiva .

Subjetividade Cultural

Vejamos: Os Irmãos Augusto e Haroldo De Campos e Monteiro Lobato (artistas)

Para uma tribo indígena, O Sítio do Pica-pau Amarelo ou As Reinações de Narizinho podem provocar uma revolução existencial maravilhosa, já os Irmãos Campos, um constrangimento pela inacessibilidade.

Ambos os escritores, a meu ver, são artistas. Dá pra reler muitas vezes, mas a apreciação depende muito do preparo do público. Talvez um dia um índio venha a gerar repertório em si para compreender os Irmãos Campos.

Vejamos Glória Perez e Mauricio de Souza (entretenedores)

Para uma tribo indígena, Um Desenho Animado Da Mônica pode provocar uma revolução existencial maravilhosa, já O Clone, um constrangimento pela inacessibilidade.

Ambos os escritores, a meu ver, são entretenedores. Quantas vezes você assistiria O Clone ou leria um gibi da Mônica? A apreciação depende muito do preparo do público. Talvez um dia, um índio venha a gerar repertório em si para compreender Glória Perez.

É oportuno aqui o convite a uma reflexão a respeito de o quanto você está disposto a apreciar e absorver a cultura indígena. Sua resposta pode determinar se você é um ser cultural.

Dentro do universo do entretenimento encontramos entretenedores que se aproximam muito do comprometimento, da postura e do comportamento do artista. Eles se preocupam com a linguagem, com sutilezas, tentam superar fórmulas maçantes: Cole Porter, Chico Buarque, Beatles, Stylle Dan são exemplos interessantes. Mas as revoluções culturais que causam não são tão consistentes e/ou profundas quanto as que causam um artista.

Um dia eu conheci Beatles e Beatles era arte para mim. Quinze anos depois eu cresci e conheci bem Mozart, ai entendi que Beatles são entretenedores e Mozart artista.

Continuei crescendo e Mozart não deixou de ser artista e Beatles entretenedores.

Ouso completar o que disse o genial professor Jorge Coli, Professor de História da Arte/Unicamp.

Nem tudo que é entretenimento é arte, mas toda arte é entretenimento. Concordo e acrescento:

A arte pode seduzir, entreter, produzir prazer, mas PRINCIPALMENTE, também através desses três elementos, leva a uma profunda reflexão existencial e causa alguma revolução no observador: Van Gogh, Bach, Schöemberg, por exemplo. Já o entretenimento não é tão capaz de tanta profundidade, amplitude e enriquecimento cultural. Nem por isso é desprezível. Só é outro universo.

Se é arte ou entretenimento, isso é uma questão subjetiva enquanto o observador não tiver capacidade de discernimento para perceber a diferença. É assim, nesse estágio de compreensão tudo é arte. Mas é um fato objetivo que você só percebe quanto mais cresce culturalmente e não só acumulando informação.

A resposta serve mais para definir você para o seu interlocutor e vice-versa, do que para explicar.

Já que, se ele for um ser culto, não será necessário explicar, ele entenderá, se não, não adiantará nada falar, pois para ele TUDO É ARTE.

É oportuno agora, início do século 21, que as pessoas interessadas em viver melhor, sejam menos informadas e mais cultas. A grande estratégia do poder é imbecilizar os consumidores pelo excesso de informação. Isso ocupa seu espaço interno impossibilitando a sua reflexão existencial, que é a grande viabilizadora de cultura.

Com informação você fica mais esperto.

Com cultura você vive melhor.

O sentido

Um raio de luz não escolhe onde vai.

Simplesmente ilumina por onde passa.

Como não é ele que escolhe o seu caminho,

O Creador traça a sua rota, e nela, coloca todos

Os que devem ser iluminados pelo raio.

Assim, certamente, e por determinação do Creador,

todos os que recebem a luz, a recebem por divino merecimento.

Fica mais bonito ainda, perceber que todos nós somos raios de luz.

Que iluminamos e somos iluminados por todos e a todos que nos rodeiam, o tempo todo.

Então, estamos sempre no lugar certo na hora certa.

Obrigado por me iluminar e por receber a minha luz, segundo a regência do Creador.

Por que, para mim, este é um dos maiores sentidos desta e de todas as existências.

Cantar, para mim, é isso…

A poesia do meu trabalho

É o trabalho de fluir poesia em meio a um lodo de amargura.

É calar explicações e justificativas e cantar a verdade que, conscientemente, nem eu sei direito.

Não está na melodia nem na letra…mas no modo.

É, sem colocar o dedo em feridas alheias, lembrar das minhas, vivê-las com verdade e, assim, acariciar feridas abertas de outrem.

É viver um encanto onipresente, de tal forma a intimar a emersão do lodo e lembrar o outro que a alegria e a ternura são acessíveis e estão disponíveis.

É, literalmente, fazer amor sem tocar…até por que até o meu olhar está atrás de duas lentes de proteção contra a pessoalidade.

É divino e impagável ser tocado por um olhar, outrora descrente e solitário, com o encanto que, há pouco, estava à tona, apenas em minha alma.

Pouco se diz a muitos

Muito só se diz a poucos

Assim, no modo que imprimo às letras e melodias, vou fluindo esse muito que o divino me passa…

aos poucos que estejam sedentos deste indizível tesouro.

Para os muitos, ainda não atentos para esta realidade, fica o barulho organizado da música simplesmente…Isto é o que eu penso numa abordagem bem imediata…mas a longo prazo (e isso já aconteceu várias vezes) o toque delicado e constante do amor no cantar, derruba couraças, abre os corações e traz o ser à luz de si mesmo.

A poesia do meu trabalho atravessa barreiras e classes sociais, culturais, raciais, econômicas e religiosas.

As reações são as mais diversas…o que me encanta é que a ação é a mesma. Encantar,

“magnetizar”, “anestesiar” para lembrar que, dentro de si, cada um tem um paraíso de paz, felicidade e amor.

A poesia do meu trabalho pode fluir graças à solidão na qual eu o exerço. Não há dispersão de energia com parceiros, nem técnicos, nem empresários, nem mesmo com o público. Na solidão (em meio à multidão) é mais fácil não perder o contato com a essência. Depois que se está essencializado, tanto eu quanto o público, aí sim, a troca é plena.

Numa relação onde a afinidade de essência está ausente, a palavra é tudo (e não resolve nada). Quando a afinidade de essência está presente, a palavra não é nada (e tudo se resolve).

Por isso eu não gosto muito de cantar em um idioma que eu conheça. Gosto de cantar para o brasileiro que não sabe muito bem o inglês por que o que estou dizendo não está na letra da música. Prefiro que o meu modo de cantar suscite imagens e idéias na imaginação de quem ouve. Isso é mágico!

Essa é a poesia do meu trabalho!

Todo mundo quer amor

Nós pedimos muito que essa coisa aconteça em nossas vidas. Mas quando o amor acontece, a maioria de nós não sabe o que fazer com ele. Aí, em vez de aumentar, vai morrendo asfixiado pelas exigências circunstanciais às quais o condicionamos. Muitos de nós acham que o amor é um fenômeno a ser vivido funcionalmente. Assim: O amor “serve” pra casar. O amor “serve” pra manter os vínculos familiares. O amor “serve” para se conseguir um bom sexo. Pior ainda quando exigimos a existência do amor para “servir” a determinados vínculos. Tipo: Você TEM que amar a sua irmã, o seu filho, a sua tia, se bem que tia pode amar menos um pouquinho (ridículo) mas mãe…ai ai….ai de você se não amar a sua mãe, o seu pai! Ou mais terrivel ainda, usar o amor para se conseguir uma situação confortável na vida, alcançar ou subir de posto no trabalho.
Tem muita gente querendo o amor pra encher barriga. O que enche barriga de comida já não é amor, é armação, é esquema. O amor só enche barriga quando a mulher fica grávida.

O legal é voce conseguir sentir amor por todo mundo. Mas voce nunca vai conseguir isso a partir de um contrato, escrito ou não, e muito menos se for obrigado a sentir. Pradoxo total: obrigação de sentimento. O melhor sentimento que se pode obter disso é o sentimento de obrigação, que não tem nada a ver com o amor, gera stress e muita, mas muuuuita culpa. A mãe que cuida de um filho por obrigação está ensinando a ele o DESAMOR. Nesse caso o compromisso é com a obrigação, e não tem nada pior e mais mal feito do que aquilo que se faz por obrigação. As obras mais bonitas que o homem faz, são aquelas feitas por e com amor. O filho mais bem educado é aquele que foi educado com amor. Mesmo que a mãe tenha se sentido pressionada pela obrigação de cuidar, se o amor foi bem maior do que a obrigação, o filho aprendeu amor.

Amor não é pra usar, é pra sentir e exercer.

Quando voce coloca o amor “à serviço” de qualquer coisa, já não é amor.
O contrário sim: As coisas à serviço do amor. Você faz algo porque SENTE amor por aquilo que faz. Exemplo simples:

“Já que eu amo aquela mulher, vou aproveitar pra beijar, pra viajar, pra apresentar à sociedade, pra fazer sexo, pra morar junto, etc.” Assim, o amor acaba antes mesmo de ter começado a ser vivido, antes do primeiro beijo. O desejo se “aproveita” do amor para se satisfazer, e acaba ocupando o lugar do amor.

Agora: “O amor que eu sinto por aquela mulher faz com que eu a beije, com que eu tenha sexo com ela, com que eu queira viajar com ela, etc. ” Diferença muito sutil, caro leitor, mas fundamental. Neste caso o amor é que “dá ideia” para o desejo. Se a gente deixa o amor respirar, existir, inspirar, ele dura mais…muuuuito mais.

No primeiro e infeliz caso, a pessoa quer um amor pra fazer aquelas coisas que ela acha que tem OBRIGAÇÃO SOCIAL de fazer. “Bem, já que eu TENHO que cumprir esse monte de obrigações sociais (casar, ter filhos, construir patrimônio, mostrar pra todo mundo que sou um vencedor social), é melhor que eu o faça ao lado de quem eu amo e que me ame”. Dá pra ver aí que o amor ficou fora do foco, ele está servindo de suporte emocional para o cara atender as massacrantes solicitações sociais. O foco aqui é esse: ATENDER AS SOLICITAÇÕES SOCIAS. Faz contrato (escrito ou combinado) e vamo pra guerra.

E o amor?

Bem, o amor existe, a gente sente. Só que desse jeito acaba rapidinho. E quando acaba, o sucesso social vira “ponto de honra”. “Nós não somos felizes mas estamos juntos, [haja o que hajar]“.

Nunca, mas nunca mesmo é bom colocar o amor à serviço de nada!!!! As coisas é que tem que servir ao amor. Quando as coisas servem ao amor, o amor não acaba.

Essa bagunça social, economica, cultural, moral que a gente tá vivendo vem disso: DA INTENÇÃO DE COLOCAR O AMOR A SERVIÇO DA COISAS.

Famosa e equivocada frase de efeito: “VOCÊ TEM QUE AMAR O QUE FAZ”
O amor não é voluntário. Você não diz: “Vou amar aquela pessoa, e ama”. O amor acontece, ou não. Manipular isto traz consequencias terríveis.

Corrigindo a frase: “VOCÊ AMA ALGO, DAÍ O FAZ”

Será que todo mundo quer amar?

Armadilhas da vida. E agora, o que que eu faço?

Amanhecia mais um dia na vida de Eriko. Ontem ele fez 25 anos. Levantou da cama sentindo-se especialmente bem. Não lembrava, mas pelo ótimo astral devia ter sonhado com os deuses da paz. Meio no automático foi à porta pegar o seu jornal. Olhou a primeira página mas não leu. Estava tão bem que nem queria saber de notícias, preferiu a janela do seu apartamento que recebia um sol maravilhoso e uma brisa de temperatura muito agradável. Eriko trabalha a alguns quarteirões de sua casa. Reflexivo antecipava que seria especialmente agradável essa rotineira caminhada. Não conseguia e nem queria pensar em nada, nesta manhã estava preferindo sentir o super bem estar. Chuveiro, café da manhã, roupa e elevador. Ao passar pela portaria cumprimentou, como sempre, o porteiro Sr. Osvaldo que o chamou para uma rápida conversa: Seu Ériko, vai ter reunião extraordinária dos condôminos. É que o síndico ouviu falar que o prédio precisa dar uma melhorada no sistema de segurança sabe como é né? muito assalto por ai, até deu no noticiário que anda tendo muito roubo nesse bairro. Pediram pra eu avisar o senhor, tá?
-Beleza ! respondeu Ériko. -Bom dia pro senhor. Uma sensação de insegurança começou a tomar conta da cabeça
de Ériko. Sentiu que precisava mudar de casa, de bairro, sei lá. Lembrou das preocupações da sua mãe com o local onde morava, dos insistentes convites para morar no mesmo prédio dela, do fato de que se sentia muito sozinho às vezes e que um prédio um pouco menos modesto, além de mais seguro, faria bem para a sua imagem. É, alí não tava mais legal. Ao sair do prédio cruzou o portão da saída da garagem de seu prédio e quase foi atropelado por um Toyota pilotado por ninguem menos que a vizinha do 112, gatíssima que nem sequer o cumprimentava. Ériko repetiu aquele pensamento que nunca queria calar: “Com o carro que eu tenho ela nunca vai me olhar”. Mais adiante viu o anúncio de uma financeira que dizia: “Pague suas dívidas já, com a gente sempre dá”. Ériko murchou a expressão e começou a fazer contas, o resultado foi mais tristeza. Ele devia um bom dinheiro. Nada que não pudesse pagar em alguns meses, mas só o fato de tê-las o desanimou.
O mau humor se instalou. Em seguida encontrou um amigo, o Fábio, saindo da farmácia e entrando no seu BMW. -Ériko!!! Saudade rapaz! Voce tá bem? Tentando disfarçar, disse Ériko com um sorrizo amarelo: – Tudo beleza. Lindo carro, heim? – Cara nem é tudo isso, enjoei, to de olho numa mercedes que é tudo de bom. Com essa mercedes a vida fica viável. Moral, mulherada, tá ligado? E Ériko responde: – É isso aí ! Pensou no seu Astra antiiiigo e ficou mal. -Beleza Ériko, agente se vê! Vai viajar no feriado? -Não, vou ficar, cara! – Beleza, se mudar de idéia a gente tá indo pra Angra. -Falou. Bom feriado – Até.
Com seus botões pensa Ériko: “Angra? ha ha ha Com que grana? Nunca!” Sentindo-se humilhado Ériko começou a achar o seu salário de U$ 2.500 um lixo. Sentiu-se um excluído pela felicidade, um indigno, um João Ninguém. Toca o celular, é a namorada. -Bom dia, diz ela num tom muito carinhoso. -Oi. Responde ele secamente, e ela preocupada: -Voce tá bem amor? -Tô. -Nossa, não parece! -Fala, que que ce quer? -Era só pra dar bom dia e dizer que eu te amo! -Tá…bom dia. Te amo tambem. -Tem certeza que ce tá bem? – Tá, tá tudo bem…já falei , que saco! – Tá bom, desculpa hein? Tchau. – Tchau.
Que que adianta me amar se não sabe nem se vestir direito. Mal fala o português corretamente, não dá nem pra apresentar pros amigos. Quer saber? Chega de ser trouxa. Chega dessa vidinha medíocre. Vou aceitar a promoção que o chefe propos, mesmo que eu tenha que vender a alma, trabalhar das 8h as 22h sábado e domingo, engolir sapo o dia inteiro, viajar dia sim dia não, ficar doente de tanto trabalhar mas vou ganhar os meus U$ 15.000 por mes e vou triplicar isso em seis meses. Não vou mais morar num prédio fuleiro, não vou mais ter carro velho, não vou mais ter dívidas, não vou mais sofrer humilhação de ninguem e nem ter namorada pobre e ignorante.

Em três anos:

Ériko foi morar num prédio de luxo com segurança, academia, piscina, quadra, sauna, salão de jogos, de festas mas o utilizava apenas como dormitório.

Comprou um mercedes mas gastou o preço do carro em consertos e revisões extraordinárias.

Casou-se com uma linda e apresentável moça que lhe deu dois filhos e falava fluentemente quatro idiomas: Portugues, ingles, frances e dinheires. Setenta por cento do salário de Ériko ia para ela e o amante dela. O resto ia para ele, para os filhos e para as despesas.

Por poder pagar tudo à vista Ériko não tinha dívidas…mas muitas dúvidas em relação ao caminho que escolheu.

Mais três anos e ele descobriu uma diabete.
Estressado, com vida de robô social e profissional sofreu um enfarte.
Exames e mais exames detectaram a causa do problema: stress emocional. Seguiu o conselho do médico e de um primo: procurou uma terapia. Teve sorte de achar uma terapeuta muito objetiva que na quarta seção disse claramente que ele tinha que mudar a vida, parar de escolher ser infeliz. Indignado com essa afirmação Ériko sumiu da terapia. “Essa é boa, agora o culpado sou eu. Vem viver aqui dentro de mim pra ver como é “fácil”. Fácil é falar pros outros o que eles devem fazer e ainda ganhar pra isso”.
Dias depois encontrou o primo numa festa. – E aí Ériko, como vamos de terapia?. – Caí fora meu. A mulher é louca. Falou na minha cara que eu escolhi ser infeliz! Cara eu nem sou infeliz, eu só to cheio de problemas , eu queria um relaxamento, coisa assim. -Tudo bem Ériko, é até legal um relaxamento, mas uma terapia te faz olhar pra você mesmo, rever os seus valores, conceitos e depois, cara, não dá pra mudar a vida se VOCÊ não muda.- Meu, isso é muito papo cabeça pro meu gosto. -Beleza. Mas ce tá melhor? – To…to melhor sim. Disse Ériko sem a menor convicção. Ériko não conseguia reunir isenção e nem coragem para se enxergar e desfazer o nó em que se meteu. Piorou muito.
Tornou-se muito agressivo, mal humorado e às vezes até ríspido com qualquer um com quem batesse de frente. A saudável sentença “Oposição amistosa” inexistia para ela. A sua secretária estava ficando com medo dele e do que poderia acontecer se ele surtasse. Com muito jeitinho ela recomendou uma vidente, mas preveniu: -Ela vê mesmo, vai direto ao assunto e não erra.
Sem mais opção e sentindo que estava em rota de colisão consigo próprio, lá foi o Ériko. Nunca havia imaginado, do alto de seus trinta e tantos anos que iria para numa vidente como último recurso para resolver seus problemas. Na sala de espera escondia o rosto atrás de um jornal de tanta vergonha. A cliente saiu da sala e chamou em voz alta: – Senhor Ériko. Ele levantou da cadeira, fixou a cara no chão e sem olhar pra ninguem entrou rapidinho na sala.
-Boa tarde, pode sentar, disse Hilda, a vidente e começou a falar detalhes mais superficiais da vida de Ériko qua mal a olhava nos olhos. Quanto mais ela acertava mais assustado e fechado ele ficava. A certa altura ela disse: – Escuta, se você não estiver gostando, pode ir embora e não precisa pagar, tá?

-Não, não, disse ele, pode falar, é que eu nunca vim numa vidente, eu não sei o que dizer.
-Não precisa dizer nada mas tambem não precisa ficar com medo de mim, eu não mordo, só falo. Agora perguntar se quiser. O que o trouxe aqui?
- Eu to cheio de problemas, tá parecendo que a minha vida perdeu o sentido, sei lá. Eu to mal. To mal de saúde, to mal no trabalho, quer dizer eu ganho bem mas não gosto do que eu faço, to mal com a minha família…tá tudo ruim.
- Bem Ériko, disse a vidente tirando cartas a cada comentário, lembra quando você fez 25 anos?
- Não, nem lembro.
- Pois é. Foi lá que a sua vida mudou de rumo. Voce tomou a decisão que te trouxe até esse estado horrível em que você está agora.
- Como assim? Voce também vai me dizer que eu sou o culpado?
Sem considerar essa pergunta Hilda continuou- Você acordou bem, estava um dia lindo, você nem quis ler jornal naquela manhã, lembra?
- To lembrando.
- Daí você encontrou o porteiro do prédio que te falou sobre uma reunião. Voce podia escolher entre aceitar o motivo da reunião e recusar aquele medo. Dai a moça que morava no seu prédio e que estava caidinha por você quase te atropelou pra te chamar a atenção, mas você preferiu interpretar que ela te desprezava, daí você viu um anúncio que oferecia um empréstimo e resolveu achar que nunca conseguiria pagar as suas dívidas, daí você encontrou o seu amigo saindo da farmácia e preferiu invejar o carro e a vida que achava que ele tinjha. Se tivesse perguntado o que ele foi fazer na farmácia nunca teria tido inveja dele. Dai sua namorada te ligou para falar de um emprego que ela viu para você e que seria uma mudança total para melhor na sua vida, mas você preferiu brigar com ela por estar humilhado sem nenhum motivo verdadeiro. Ela era o grande amor da sua vida, mas você não conseguiu ver porque você escolheu sim se focar na sua presumida miséria quando na verdade voce era um afortunado. Em seguida, com revolta no coração, você fez um pacto com a infelicidade que te trouxe até aqui. Desculpe Ériko pelo que eu vou te dizer: Você não era, mas se achava tão medíocre que foi exatamente no que a sua vida se transformou. Você projetou isso.
-Não pode ser verdade! Só porque eu fiquei com ódio de ser pobre Deus me castigou?
-Aí é que tá, tem muito amor e pureza no seu coração mas tambem tem muito ódio e castigo na sua mente. Por enquanto a sua mente está ganhando.
-Mas eu não queria essa vida que eu tenho agora, eu nunca quis isso!!!!
Hilda tirou mais umas cartas e disse: – Ériko, quer que eu diga como foi o contrato que voce assinou para a sua vida ficar assim?
- Eu não assinei contrato nenhum.
-Claro, você não assinou nenhum papel, fez pior, mentalizou com muita força. Naquele dia quando voce estava na porta do seu trabalho você voce desligou o celular e pensou bem assim: Que que adianta me amar se não sabe nem se vestir direito. Mal fala o português corretamente, não dá nem pra apresentar pros amigos, se referindo a sua namorada. Quer saber? Chega de ser trouxa. Chega dessa vidinha medíocre. Vou aceitar a promoção que o chefe propos, mesmo que eu tenha que vender a alma, trabalhar das 8h as 22h sábado e domingo, engolir sapo o dia inteiro, viajar dia sim dia não, ficar doente de tanto trabalhar mas vou ganhar os meus U$ 15.000 por mes e vou triplicar isso em seis meses. Não vou mais morar num prédio fuleiro, não vou mais ter carro velho, não vou mais ter dívidas, não vou mais sofrer humilhação de ninguem e nem ter namorada pobre e ignorante.
A única afirmação positiva que você fez foi ganhar dinheiro a qualquer custo. Parabens! Voce conseguiu. Está pagando com a sua saúde mas conseguiu. O resto foram afirmações negativas e isso não funciona para a felicidade. Você quis morar num predio não-fuleiro e conseguiu mas não aproveita. Não tem mais carro velho, mas gasta uma fortuna em manutenção, muito mais do que as pessoas que tem um carro igual ao seu. Não tem mais dívidas mas tem tantos gastos supérfluos que você nem consegue fazer o seu patrimônio. Você não sofre mais humilhação mas nem imagina a péssima sensação que você causa nas pessoas que estão em volta de você. Você se tornou uma pessoa desagradável, ninguem quer a sua companhia. E, por último, voce não tem mesmo mais uma namorada ignorante, mas está com uma mulher que não te ama. Tá vendo? Deu tudo cero! Do JEITO que você pediu.
Ériko encolheu-se na cadeira, apoiou a cabeça nas mãos e disse: – Entendi. A sua mente paralizou. Naquele momento ele sentiu como se estivesse em um filme de suspense/ficção científica. Vivendo uma realidade paralela, como se fosse um ator vivendo um papel em um filme que não acaba nunca.
Depois de dar um tempo a Ériko, Hilda disse: – Isso tem volta. Não é legal saber que você é o autor do roteiro da sua vida? Você ainda é muito jovem e mesmo que não fosse. Você precisa imaginar com alegria o que você quer e não imaginar com tristeza o que não quer.
Ériko ouvia tudo aquilo com um certo alívio apesar do choque em que estava.
Hilda continuou:- Nós precisamos mudar as cláusulas daquele contrato. Que tal?
- Como assim?
- Mudar a programação que você fez e que, infelizmente, deu certo.
- Quanto isso vai me custar?
- Bem mais barato do que o que você paga pelo médico. Não vai custar dinheiro. Você faz sozinho e se quiser.
- A primeira frase do seu antigo contrato diz: “Que que adianta me amar se não sabe nem se vestir direito. Mal fala o português corretamente, não dá nem pra apresentar pros amigos”. Que tal mudar para “Eu quero amar e ser amado por uma mulher que tenha muita afinidade comigo e em meio a muita plenitude e alegria no relacionamento” ?
-Parece bom. Diz Ériko.
-Mas que tal refinar um pouco? “Eu quero ser feliz no amor”.
- Legal.
-Ainda tem um probleminha nessa frase.
-Qual é?
- Ela está no futuro. Que tal? “Eu sou feliz no amor”
-Mas eu não sou.
- Ok! Se você diz que não é, então nunca vai ser mesmo. Se você diz “Eu sou feliz no amor” e é capaz de sentir essa felicidade, na imaginação, no seu coração, pronto, você já está em sintonia com a sua felicidade no amor. É isso que traz a sua felicidade. Quanto mais tempo você permanecer sintonizado com ela mais próxima ela estará.
- Então é aquela coisa de força do pensamento positivo?
- Não. Não é o pensamento, ele é só o apoio. É o que você sente, que atrai. Lembra quando você pediu tudo aquilo?
-Lembro.
-O que você estava sentindo quando pediu?
-Muita raiva, tava revoltado.
-Aí, veio tudo na vibração da raiva pra sua vida. Você pode pedir o que quiser que acontece. Mas acontece do jeito como você sentiu e não tanto como falou. Sinta a felicidade de ser feliz no amor e afirme “Eu sou feliz no amor”. Você tem que sentir antes e afirmar sentindo.
-Isso é magia?
-Não, é como as coisas funcionam.

Tá com ciúme? Toma Autoestimol que passa.

Perder alguem, perder o contato amoroso, parar um namoro quando você ainda gosta da pessoa, separação no casamento, são coisas que acontecem devido a pouco grau de afinidade. (Afinidade é dinâmica). Derrepente o toque já não é tão bom, a entrega amorosa fica desigual, o tesão diminuiu. É bem comum aí você ficar com ciúme do bem que o outro vai viver sem você. A sensação de queda da auto-estima é bem doída. Demora um pouco pra gente perceber que a gente é tão legal quanto antes dessa relação ter começado.

Agora, você sentir ciúme DURANTE a relação é sinal de que você não está centrado só no afeto. Está inseguro quanto a qualidade do afeto que está trocando. Está com medo de que o outro possa viver ou já esteja vivendo uma história afetiva mais satisfatória do que a que vive com você, e aí voce fica com ciúme do outro ou da outra. E quando voce sente isso meu caro, já não está mais na alcova do amor, está no campo de batalha. Você já não está amando. Voce está se sentindo ameaçado pela perda do ente amado para o outro. Aí você começa a usar “armas” para desestimular, desestabilizar, sabotar, desencorajar a relação do seu ente amado com o(a) “outro(a)”. Poder, poder, poder. “No amor e na guerra vale tudo”, diz o nosso lado ID-ota. Lamento informar mas isso é doença, como dor de cabeça, diarréia, indigestão, cólica renal, etc. É nisso que dá querer PESSOAS em vez de querer AMOR.

Quando você começa uma relação amorosa e ela é linda, você quer que seja para sempre e, às vezes, até é. Mas a maioria acaba. O amor não acaba nunca mas a relação pode acabar ou ficar na espera de um momento melhor. Se você não aceitar isso então não está preparado para amar. O amor não é programável e está aí um dos motivos dele ser tão fascinante. Ele acontece, ou não. É exatamente a dificuldade de lidar com a imponderabilidade do amor que fará de você um manipulador. Se você tem baixa auto-estima você vai querer GARANTIR para você uma relação estável, eterna e a tendência à manipulação é grande. O que vai te irritar muito é que, se a pessoa com quem você está, aceitar ser manipulada ela estará dando assim o sinal de que também, com isso, está te manipulando. Transformou a entrega em moeda. Mas nada é pior do que voce ver que a pessoa deixou de ser quem ela é, para finjir ser quem você exigiu que ela fosse, e assim você se descobre se relacionando com uma projeção de você mesmo. Com o seu pior, com a sua incapacidade de amar o outro como êle é. Numa situação dessa, fica documentado que você não está amando e nem sendo amado. A persistir numa relação assim, isso vira tédio, desrespeito, perseguição, doença e até morte.

Até agora falei de pessoas que estão bem intencionadas em viver uma relação amorosa mas não estão emocionalmente preparadas.

Agora vou falar de algo muito pior: A relação de puro interesse político/familiar/social. São as pessoas de auto-estima praticamente inexistente e que usam as relações tidas e ditas como amorosas apenas para obterem destaque e progresso social. Mesmo que custe (e sempre custa) um grande retrocesso pessoal.

No bloco anterior o erro era cometido por imaturidade emocional, neste é por falta de escrúpulo mesmo.

Mulheres e homens que se colocam na vida amorosa como peças no tabuleiro de xadrês. Cada olhar, cada carícia, cada demostração pública de afeto é de caso pensado. Atos usados como estratégias para ampliar o poder no tabuleiro da vida. Nesse caso quando ocorre perda, o que se sente não é ciúme, é inveja destrutiva (que é bem parecido mas faz parte do nosso setor da caça).
Sabe aquela situação em que o cara está brigado com a moça mas fica junto porque precisa mostrar que está com alguém, nem se beijaram hoje. Daí aparece a outra moça que ele quer conquistar e só pra fazer ciúme pra essa outra ele tasca um beijão na boca da namorada. Talvez ela nem perceba que está sendo usada mas ficou contente porque ficou bem evidente para a outra que o seu namorado a ama. Daí chega entre quatro paredes e o cara dá um beijinho hiper chocho nela…e ela não entende nada.
Poder, poder, poder. Voce sabe do que estou falando. Quem já não viveu isso um dia?

O CIUMENTO SOFRE DA TERRÍVEL INCAPACIDADE DE AMAR.

Quando voce sentir que está, possivelmente, sendo vítima desse “esquema” convide seu parceiro para uma relação “just you and me”. Só os dois, sem social. Se ele ou ela te amar mesmo, vai topar na hora e ai voce descobre que era só impressão. Se ele ou ela negar, então a relação não é de amor (mesmo que ja tenha sido) é de poder. Cai fora!!!

Para concluir é bom dizer que todos nós, inclusive eu (rs), estamos sujeitos a recaídas e a ter acessos de imaturidade emocional ou mesmo de falta de escrúpulo. Então, da próxima vez que tiver com ciúme, toma Autoestimol que passa!

Efeito instantâneo.

Perguntar não ofende

Quem disse que alguem é seu?

O contrato te faz bem?

O contrato faz bem pro casal?

A sensação de que “se voce esta unido a alguem pelo contrato mesmo acabando o afeto tudo continua” te da segurança?

Será que voce está usando o contrato para, garantindo a manutenção do casal, colher os aplausos e os louros sociais e, com isso, sentir-se aprovado na tribo?

A sua auto-estima é tão baixa assim a ponto de te forçar aceitar uma relação contratada para se sentir bem entre as pessoas do seu círculo?

Quanto você usa de poder dentro da relação para obter do outro o que quer?

Quanto você faz joguinho de poder social usando sua(s) relação(ões) amorosas? (se é que depois disso elas ainda são relações amorosas).

Será que você está medindo a sua auto-estima pela quantidade de poder que você consegue estabelecer nas suas relações?

Não seria mais interessante para a sua felicidade que voce estivesse com alguem cuja troca afetiva fosse maravilhosa e só voces soubessem dessa união?

Você já percebeu que a partir do momento em que você apresenta o seu namorado ou sua namorada para a sociedade, a relação começa a azedar?

Você precisa de uma relação principalmente para viver o afeto ou principalmente para mostrá-la à sociedade?

Casamento? Como assim?

O homem forte, rico, bem posicionado socialmente, bonito, a mulher bonita, que se porta bem, que se veste bem, educada, bem posicionada socialmente. Metas para quem quer arranjar aquele casamento tipo meta imposta para a continuação da escalada social. Se tiver amor é ainda mais conveniente. Mas se tiver só amor, não é o suficiente.
Fica bem claro porque um projeto de união, onde o afeto não é o personagem principal, dificilmente dá certo.
Nada sem afeto dá certo, muito menos um casamento.
Sabem por que? Porque, sem ou com pouco afeto, a meta é o cumprimento de um protocolo social: As pessoas têm que se casar e gerar filhos num lar equilibrado. Equilibrado sim: De um lado a mulher que precisa ter filhos para ter o prazer de cumprir aquilo que a sociedade lhe exige embora muitas vezes odeie essa condição e desconte isso no desamor, desrespeito e desprezo afetivo/sexual que passa a nutrir pelo marido (alguém tem que pagar a conta). De outro lado o marido que precisa mostrar que está cumprindo seu papel de macho gerando filhos e mantendo à inumanas custas o projeto família unida, nem que para isso passe desprezar, desrespeitar e desamar sua esposa e, não raro, procurar prostitutas para não sucumbir à sensação indigna de macho falido. “É assim mesmo, com o tempo vira amizade” dizem. Meu Deus, eu não tenho e nem hei de ter amigos assim e se um dia os tiver, não precisarei mais de inimigos.
Onde nasce o equívoco? Quando se dá ouvidos às cobranças sociais em detrimento das necessidades pessoais. A necessidade humana é O AFETO. Todos nós estamos ligados pelo afeto e quando não nos relacionamos com afeto, nos desligamos uns dos outros, daí o caos.
Namoro, união, separação, filhos, musculação, sexo, trabalho, comida, etc. Tudo, tudo feito com afeto te faz bem. Sem afeto te faz mal. As armadilhas sociais são aquelas que te fazem assinar contratos para uniões que são motivadas pelo afeto. Quando o afeto acaba, o contrato continua. E aí? Ele chama a puta e ela vai compensar se focando só nos filhos. Acham melhor manter as aparências porque não agüentariam a derrota social que a separação representa.
Tudo bem a mulher escolher o macho que a natureza dela diz que será melhor para a preservação da espécie. Tudo bem o homem escolher a mulher que ele gostaria de ter em sua cama pelo o resto da vida.
Mas o afeto tem que ser o motivo principal da união e o trato entre eles tem que considerar a possibilidade de que o afeto pode terminar.
Acabou o afeto acabou a convivência, certo?
Durante a vigência da convivência afetiva não vamos nos iludir com os aplausos sociais porque senão, quando nos separarmos, temeremos suas vaias. E muitas vezes esse temor nos faz continuar forçando a convivência e, portanto, nos prejudicando ainda mais.

De preferência, vivamos nosso amor em segredo. É tão íntimo, tão nosso, tão precioso e tão frágil. Afinal, ninguém nunca vai saber o que exatamente estamos vivendo. Mas vai interferir.

Onde estão os atores?

Tenho certeza de que todos os caros leitores são excelentes críticos da dramaturgia pop pois nunca ela foi tão grande, diversa e exposta.
É inclusive a arma mais poderosa do PODER para manter o gado humano passivo e imbecilizado.

Viver um personagem é encarnar uma personalidade, um caráter, dar vida a alguém imaginado por um escritor dramaturgo, passar ao público toda a verdade possível do conteúdo do personagem.

O PERSONAGEM na sua íntegra é a meta do ator. O seu jeito de ser que inclui o seu modo de pensar, os seus medos, as suas tristezas, as suas dores, a presença do seu passado em seus gestos e traços de personalidade, os movimentos faciais, o modo de olhar, de sorrir, de chorar, o olhar, etc.

O ator vive outrem. Precisa deixar de ser a si próprio para ser seu personagem. Saber profundamente quem ele é e vive-lo. Doar-se por inteiro a êle. Principalmente se for um personagem cômico. É preciso, além de tudo isso, emprestar o seu ser ao rídículo. Ser tão rizível quanto o personagem exige e isso não é todo grande ator que tem a grandeza de fazer. (vale dar uma lida no capítulo Humor ou Gozação)

O ator estuda muitas técnicas e escolas, mas na hora do palco essas técnicas tem que ser esquecidas. Elas ajudaram muito na fase de laboratório da elaboração e da incorporação do personagem, mas essa fase termina quando o ator sobe ao palco. Ali só cabe o personagem pronto.
Muitos atores preferem amadurecer o personagem diante do público, é mais cômodo. O público neste caso colabora com o amadurecimento da relação ator/personagem e por isso deveria pagar só meia entrada para a coisa ser mais honesta.

Será que temos bons atores mesmo na dramaturgia da mídia?

Será que cabe na dramaturgia pop o bom trabalho de um ator?

Se deu audiência, a mídia quer aquele jeitinho de sorrir da Julia Roberts outra vez.
A truculenta frieza do Robert De Niro (gangster).
A dignidade classe média da Susan Sarandon.
A arrogante empáfia de Sean Connery. Ator não pode ter vício fonético. Este ator troca “S” por “J” SEMPRE.
Clichês, clichês e mais clichês.

Ora senhores, a mídia não quer atores. Quer pessoas que dão audiência, vivendo situações que dão audiência.
O Al Pacino diz que não dá entrevistas para que as pessoas não confundam seu jeito de ser com seus personagens e vice-versa.
Mas ele tem sempre a mesma expressão facial, o mesmo jeito de andar, de ficar bravo, a mesma canseira existencial expressa na face de seus diversos (me perdoem os deuses da dramaturgia) “personagens”. Não é personagem, É ÊLE! São eles, as pessoas.

Leitor, isto não é crítica, é apenas para lembrar o que estamos vendo há décadas. Pessoas talentosas e carismáticas encenando situações. Ator é muuuuuuiiiiiito mais do que isso, como vimos acima. Mas a cultura pop não permite.

Se tem bons atores na mídia, na mídia não dá pra ver.

No teatro sim, mas preste bem atenção nesses itens básicos e conclua se eles estão só aproveitando a carona do filme, do seriado, da novela ou se estão exercendo a divina arte da dramaturgia como atores dignos.

Há uma diferença entre Arte que entretem e só entretenimento.

Só falta isso!

A evolução tecnológica está indo de bem a melhor.
A informática revolucionou mesmo. A comunicação digital está aproximando povos de uma forma nunca imaginada em qualquer outra época da nossa história.
Sofisticadíssimos recursos estão em todas as áreas: na medicina, nos alimentos, nos transportes, no entretenimento, na segurança, na vida doméstica, etc.
Bil Gates chegou a prometer, nos idos de 1980, que a informática iria permitir que o homem tivesse mais tempo para o lazer. No entanto isso não está acontecendo. Nós continuamos escravos e cada vez mais.

Porque será?

Se a sociedade fosse colaboracionista sem dúvida sobraria mesmo mais tempo para o laser. Sabemos que não é. Estamos vinculados uns aos outros numa imensa estrutura que forma a pirâmide do PODER.
Quando o Bill Gates disse aquilo, o nosso lado humanamente verdadeiro e adormecido, o lado que SABE que somos uma relação solidária, acreditou e ficou contente. Seria a realização de um sonho através da tecnologia. Mais uma vez uma grita de marketing puro vendeu ilusão e nós compramos na tola esperança de que, com um recurso externo a nós mesmos, chegaríamos a viver a nossa vocação de relação solidária. Auto-conhecimento por delivery. Chama uma pizza e uma garrafa de relação solidária.
Imbecil raciocínio.
Sabe por que caímos nessa e em outras? Porque nos permitimos assimilar pela TV, que já conta com 50 anos de existência, que o que é dito na televisão, no cinema, nas revistas e jornais, representa O CONSENSO POPULAR ou seja, que todo mundo pensa assim. Mas não é. Lá está o que o pessoal do topo da pirâmide do poder quer que pensemos para que eles continuem no topo.

O que todo mundo pensa de verdade é o que você SENTE e não o que passa na TV.

Porque escrevo isto em vez de fazer nada, que seria mais confortável? Por que estamos acabando como espécie e porque existe uma saída construtiva para isto. Viável a longo prazo, mas se não começarmos agora, não conheceremos nem o médio prazo.

Como reverter esse processo?

COM AFETO.

Ação solidária consciente.

Não é para você deixar de fazer nada. É só fazer com afeto. A começar por si próprio, se tratando bem, sendo tolerante com você, aceitando as suas limitações e SABENDO que você faz a diferença para melhor no planeta por menos que isso seja claro para você. Depois é ser afetuoso indiscriminadamente! Trate todo mundo bem, cultivando o bom humor. Vai fazer bem pra você mesmo e fará muito bem para os outros.

Se você está triste, deprimido, com raiva, com ciúme ou qualquer outro detrito emocional, lembre que isso é uma doença, como dor de cabeça, diarréia, dor de dente, etc. Faça uma terapia, uma meditação ou desabafe com um amigo, mas jamais desabafe NO amigo ou EM quem quer que seja. Nessas horas nunca destrate o outro por você não estar bem. VOCE SÓ VAI PIORAR TUDO. Vomite esses lixos emocionais fazendo uma terapia, fazendo exercício físico COM AFETO POR VOCÊ, num vídeo-game, ou conversando com um amigo como já disse.

Agindo assim, com tempo, você vai se tornar uma pessoa diferente, para melhor, e os outros vão perceber, vão agir diferente com você, vão te tratar melhor. A sua vida vai melhorar porque você melhorou. Você estará mais próximo da sua vocação como ser humano: estará exercendo uma relação solidária com VOCÊ MESMO e com o mundo.

Pense bem: Quando foi que você acordou e pensou:”Hoje eu quero encontrar uma pessoa muito mal humorada, arrogante e estúpida”. Nunca, tenho certeza. Então, seja com você mesmo como você gostaria que os outros fossem com você. Trate-se bem. Daí trate bem os outros, com carinho, simpatia e atenção.

Estamos muito adiantados tecnológicamente e só falta uma coisa pra espécie não sucumbir, mas depende da nossa atrasada tecnologia emocional: O AFETO.

Smile

Quando a gente sorri para o mundo,
aos poucos, o mundo fica melhor com a gente. A gente mesmo fica melhor.
O sorriso atrai coisas boas, tira o melhor das pessoas para fora.

Mesmo quando choro muito, e esse é um desses momentos, eu forço um sorriso.
E, se ninguém sorri pra mim, ou se não sorri do jeito que eu preciso, o meu sorriso me faz melhorar, daí eu sorrio mais…chega uma hora que as coisas melhoram por que eu me tornei receptivo a elas com o meu sorriso.

Sorria, sorria…mesmo com uma lágrima nos olhos e uma tristeza no peito,
o sorriso abre as portas da alma ilumina o rosto e o mundo vira espelho dessa luz.

Smile

Sorria, embora seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja partido
Quando há nuvens no céu
Você sobreviverá…

Se você sorri
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena se você apenas…

Ilumine sua face com alegria
Esconda todo rastro de tristeza
Embora uma lágrima possa estar tão próxima
Este é o momento que você tem que continuar tentando

Sorria, pra que serve o choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas…

Se você sorri
Com seu medo e tristeza
Sorriso e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir…

Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, pra que serve o choro
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir

Inveja. É bom ou ruim?

Cezar passou 10 anos de sua vida, dos 18 aos 28 anos, trabalhando duro e tendo que puxar o saco de Francisco, seu chefe, com quem trabalhava na mesma sala, na mesma mesa. Faziam dupla. O chefe constantemente o humilhava. Cezar não ria de uma piada sequer sem antes observar nervosamente se o chefe estava rindo. Se estivesse, ria, se não estivesse, não ria. Finalmente, para tristeza e profunda inveja do chefe, Cezar começou a se tornar um profissional premiado.
Ele percebia o desconforto do chefe e isso o deixava muito estressado. Desafogava essa tensão em cima dos funcionários do baixo escalão. Um em especial, Ricardo, que não tinha papas na língua. Declarava a sua inveja e dizia – Um dia ainda vou me encontrar. Falava o que achava mesmo das coisas, sem maldade, mas com uma sinceridade que deixava os inseguros mais perturbados e, por isso, não durou muito na empresa.
Mais cinco anos se passou e, num belo dia, os dois se encontram no elevador de uma multinacional. Ricardo havia se tornado diretor da empresa que tinha Cezar como fornecedor.
Sem saber que cargo Ricardo ocupava, Cezar, com descaso e em tom zombeteiro disse a ele: – Você subiu muito rápido na vida, hein! E ouviu de Cezar a seguinte resposta: – Você acabou de perder um cliente. Isso deu início a uma perseguição de Cezar em relação a Ricardo pelo mercado afora que durou mais 10 anos.
O despreparo emocional de Francisco o fez sucumbir à inveja destrutiva em relação a Cezar que, por sua vez, já emocionalmente despreparado, guardou ódio e criou inimigos em seu próprio meio e desacatou Ricardo sem saber que era seu cliente e o perdeu como tal.
Historinha padrão desse mundinho de voracidade financeira, sexo controlado e hipocrisia.
Existe uma máxima no meio empresarial que diz: NUNCA BRIGUE COM NINGUÉM. VOCÊ PODERÁ PRECISAR DO SEU INIMIGO DE HOJE COMO AMIGO AMANHÃ. E É SEMPRE BOM PAIRAR NO AR QUE ALGUÉM TE DEVE UMA.

Para esse ambiente de guerra, que é como o mercado capitalista se comporta, isso pode ser oportuno e interessante. Mas a médio e longo prazo o custo pessoal é alto e não compensa. Como assim? Ninguém tem estomago de ferro. Assim os muitos sapos engolidos ou são despejados nos subalternos ou nos considerados inferiores ou dependentes, criando um ambiente destrutivo que sempre acaba virando doença. Ou, se o engolidor de sapo não despeja seu ódio em ninguém e se azeda com os sapos, mais cedo ainda vai pagar o preço com a sua saúde.
O país capitalista, mais ferozmente competidor e materialmente mais vitorioso do planeta tem, ao mesmo tempo, o maior índice de doenças causadas pelos maus hábitos alimentares, para dizer o mínimo quanto à saúde. Vitória a que preço? Da autodestruição da espécie. Isso NÃO está dando certo. Porque a nossa vocação não é nem a caça e viramos guerreiros. Nós somos uma relação, já disse isso em outros momentos e vou repetir quantas vezes for necessário. O “como” estamos exercendo essa relação é que nos faz agir como praga no planeta.

Voltemos à historinha.
Dentro da empresa o erro ali começa com Francisco, o chefe. A baixa auto estima dele faz com que sinalize que precisa de bajulação. Daí fica para os subalternos que quem bajular mais, quem concordar mais, tem mais prestígio junto ao chefe. Mas fica também que quem brilhar mais que o chefe, corre perigo.
Esse mecanismo de ameaça e medo compromete o resultado do trabalho em muito. Cezar, também emocionalmente despreparado, descarregava seu stress gerando mais desarmonia. Destratando os subalternos, inclusive Ricardo. Mas Ricardo, nessa cadeia de efeitos, era o mais bem preparado emocionalmente. Ele sabia que o seu provável insucesso não viria da inveja de Cesar e nem de ninguém. O seu sucesso dependia dele mesmo. Ele percebia também que o sucesso do outro SÓ serve para o outro. Sabia que é inútil querer o que é do outro, ele queria o SEU próprio sucesso e o alcançou.

O Ricardo tinha a boa inveja, a inveja construtiva.
Cezar e Francisco eram movidos pela inveja destrutiva.

A inveja destrutiva nasce quando essas duas coisas aparecem:
- desejo equivocado de realização
- sensação de incapacidade.

O que é a sensação de incapacidade: É alguém olhar o carro de uma pessoa e pensar: – Eu nunca serei capaz de ter um assim.

O que é o desejo equivocado de realização? É alguém ignorar que o que é bom para um não necessariamente é bom para outro. O desejo (não equivocado) de realização nasce da descoberta do real sentido de vida, da vocação.

O que perverte isso é adotar como meta de vida a quantidade de dinheiro e/ou poder.
Pergunta imbecil: Ah, mas se a vocação for ganhar dinheiro?
Ganhar dinheiro não é vocação humana. Servir à relação sim.
O dinheiro é um precário representante da energia despendida com o trabalho. É ótimo para evitar os incômodos do escambo. Mas o dinheiro como instrumento de poder de uns sobre os outros só nos afasta. Sendo que nossa vocação básica é ser/exercer uma relação, está explicado o que faz com que vivamos como uma praga no planeta.
-O DINHEIRO?
Errou !!! É o desejo de poder de uns sobre os outros.
Isso nos perverte duplamente:
Conduz à caça e mais adiante à guerra.

A inveja construtiva nasce da percepção do quanto eu ainda não realizei da minha vocação e me estimula a ir atrás dela. Essa percepção pode acontecer quando vejo alguém na sua excelência pessoal e eu sinto vontade de viver A MINHA excelência pessoal e não a dele.

A inveja destrutiva NOS destrói a todos
A inveja construtiva NOS constrói a todos

Zé quem?

Funcionário novo do alto escalão de uma companhia de conteúdo para Internet, ZéMega (seu apelido) chegava para um novo dia de trabalho. Dedicado “ex-nerd”, desfrutava agora de um salário antes impensável. Homem de poucas palavras ditas e muitas guardadas entrava sem jeito no prédio, passava batido pela portaria, no elevador olhava pro chão, na sala, que dividia com mais seis colegas, sentava à frente do computador e…fazia jus ao seu salário.
Depois de um mês de trabalho começou a se incomodar com as risadinhas que deixava para trás quando passava pela portaria. Tudo meio disfarçado, mas percebia que estava se tornando motivo de riso e não fazia idéia por que. Aguçou a percepção, a essas alturas quase paranóica, e notou que não era só na portaria que isso acontecia. Na contabilidade, na cozinha no almoxarifado. Menos na sua sala. Como defesa resolveu fechar mais ainda a cara. Já não cumprimentava ninguém antes, agora então, sequer olhava na cara alguém desses setores. Sabia que era um gênio, cheio de idéias, sentia-se um ser superior e que os “comuns” jamais teriam condições de perceber e dar-lhe o devido valor. Tinha certeza de que esta era uma distância pela qual não tinha a menor culpa e que isso era uma circunstância sem solução. Defendia-se então convictamente da aspereza e da grosseria do “mundinho” inferior com o qual tinha que conviver, fechando-se em seu piro-tecnológico fantástico mundo da genialidade virtual. O gênio incompreendido.
Começou a sentir saudade dos tempos de “nerd” enfiado no quarto quando não tinha que olhar pra cara de ninguém. Só tinha que aturar a mãe reclamando do fanatismo virtual. Agora até ela o aplaude. Empregado com alto salário, cumprindo expediente, o que mais quer uma mãe para o seu filho?

Quatro meses de trabalho e ZéMega pede ao patrão para trabalhar em casa, já que o que fazia poderia fazer em qualquer lugar.
Já não agüentava mais aquele não convívio tenso. ZéMega tava estressando.
O patrão negou e ZéMega brochou.
Começou não rendendo, faltava demais e foi chamado pra uma conversa ao meio dia.
O patrão, já sabendo dos fatos, tentava conversar com ZéMega passeando pela empresa. Depois de meia hora não haviam ainda trocado uma palavra sequer, por toda parte em que o patrão passava, parava, cumprimentava cada um, apresentava o ZéMega como uma grande pessoa, sensível, gentil, aplicado…e ainda ficava perguntando da vida de cada funcionário. O Zé, de saco cheio, mal conseguia olhar na cara das pessoas, dava aquele sorriso amarelo, olhando pra baixo e o patrão fingia que não via. Continuava aquele tour sob o pretexto de que tinha que pegar não sei o que não sei aonde. E lá ia o Zé. Depois de uma hora o patrão disse, rapaz, ce ta cansado, vai pra casa. Amanhã ce volta mais disposto. Sem entender nada lá foi o ZéMega pra casa. Dia seguinte, tudo igual. Deu meio dia o patrão chamou o Zé na sala dele outra vez. E aí Zé? Como vão os programas? Mal o Zé respondeu, vira o patrão e diz, vem cá, vamo conversando que eu tenho que pegar não sei o que não sei aonde. Tudo outra vez. Deu uma hora e o patrão dispensou o Zé. E assim uma semana. ZéMega fazia meio expediente na sua sala e meio em casa sem fazer nada. As pessoas começavam a olhar o Zé com bons olhos. Com os olhos do patrão. O apelido até mudou pra ZéGiga. Mas não tinha jeito de o Zé relaxar, se entrosar. Apesar de se sentir mais superior ainda, uma sensação de inferioridade ficava perturbando a sua cabeça. Ele até compensava argumentando consigo próprio: “Ninguém é perfeito”. Mas não se sentia feliz e isso o incomodava. Depois de duas semanas fazendo tour pela empresa com o patrão ao meio dia, Zé, já famoso ZéGiga, foi chamado na sala do chefe. Zé, pega esse envelope e leva em todos os departamentos e leia em voz alta, é uma mensagem que eu quero que todo mundo ouça do jeito que está escrito e na voz de alguém, senão eu mandava um e-mail. Mas chefe, argumentou Zé, o meu serviço não é esse…Eu sei Zé, mas isso é um favor, depois na volta vamos almoçar, eu pago. Ta bom chefe. Lá foi o Zé. Chegando à contabilidade todo o pessoal o cumprimentou com sorrisos e bom humor. Zé, com o mesmo sorriso amarelo de sempre, abriu o envelope, tirou o A4 de dentro e começou a ler. EU NÃO SOU MAIS NEM MENOS DO QUE NINGUÉM AQUI. EU PRECISO DE TODOS VOCÊS NA MINHA VIDA. PEÇO HUMILDEMENTE QUE ME AJUDEM A PERCEBER OS MEUS ERROS E OS MEUS ACERTOS. PEÇO QUE TENHAM PACIENCIA COM AS MINHAS LIMITAÇÕES E ME PEDOEM A EVENTUAL POSE DE SUPERIOR. EU, COMO TODOS OS SERES HUMANOS, SOFRO DE FALTA DE CARINHO E AMOR. ME AJUDEM. PROMETO SER MAIS SIMPÁTICO, CARINHOSO E TOLERANTE COM TODOS, PORQUE APRENDI A AMÁ-LOS NESSE TEMPO QUE CONVIVEMOS. A essa altura do texto, entre parêntesis, havia a instrução: “CONTAR ATÉ 10 EM SILENCIO. E DEPOIS DIZER: ASSINADO O CHEFE”. Obviamente enquanto corriam os 10 segundos o pessoal todo aplaudia e gritava em coro: ZéGiga, ZéGiga, ZéGiga. Levantaram e abraçaram o Zé, uns ate choravam. A gente gosta de você Zé, é que você era muito esquisito, tipo jeitão de “nerd” sabe? Você nunca cumprimentava a gente, até achamos que era culpa nossa.
E assim foi em cada departamento.
Ele estava ficando preocupado porque nunca conseguia ler a assinatura da mensagem.

Terminado o tour e de volta à sala do patrão ZéMega tava tonto de tanto elogio, mas muito envergonhado. Patrão, eu li, mas em nenhum dos departamentos dava pra ler a sua assinatura, não foi por mal, as pessoas achavam que a mensagem era minha e começavam a me aplaudir.
Não faz mal Zé, pelo menos agora você sabe o quanto à gente gosta de você aqui. Já é um começo. Vamo almoçar?
Vamo, respondeu Zé com cara de ponto de interrogação.

No meio do silencioso almoço Zé superou a timidez e resolveu perguntar: Chefe, como assim já é um começo?

- Zé, é o seguinte: você é muito bom com computadores, mas péssimo com gente. O pior é que a sua arrogância não deixa você perceber isso e acha que o problema é com os ouros. Até aí você pode dizer que esse não é o seu trabalho. Ao que eu respondo que não é, por agora, mas a empresa vai precisar que você seja bom com gente também. Eu tenho planos pra você. O seu cargo tem que ser ocupado por alguém bom como você com maquinas, mas bom também com gente, senão nada feito.
-E o que que eu faço?
Muda. Trata o pessoal da empresa do mesmo jeito que eles te tratam.
Pega aquele texto e cola no monitor do seu micro, leia a toda hora.
Cumprimenta as pessoas com sorriso verdadeiro e não com esse sorriso amarelo. Para de se achar.
-Mas chefe…
-Cala a boca. Você, na verdade, é um cara inseguro, medroso, se acha um nada e faz pose de arrogante pras pessoas não descobrirem isso. Meu, nem me interessa quem foi que te convenceu que você é um nada, o fato é que, pra mim, você não é. Mas com as pessoas ta agindo como um e o pior, ta minando o ambiente pessoal da minha empresa. Eu levei anos pra aprender isso e mais outros tantos anos pra instalar essa filosofia aqui. Eu só gastei esse tempo todo te mostrando como tem que ser, porque no lado técnico você é bom. Papo encerrado. Você tem um dia de folga pra pensar se quer ou não essa oportunidade. Depois de amanhã, se você decidir pela simplicidade, pela educação, pelo bom astral, será bem vindo, se não, vai ser infeliz pra lá.
Dois dias depois chega o Zé todo sorridente, cumprimenta o porteiro que retribui com o sorriso costumeiro –Fala ZéGiga!
O Zé parou, pensou e disse:
-Seu Osvaldo, ZéGiga não.
- Opa desculpe, eu não sabia que o senhor não gostava do apelido.
- Não é isso Seu Osvaldo, é que de hoje em diante eu prefiro: ZéGente.

Gosto muito desse texto de Frank Crane. É uma excelente referência para sabermos se realmente estamos preparados para viver uma amizade de verdade.

O QUE É UM AMIGO?

AMIGO É UMA PESSOA COM QUEM NOS ATREVEMOS A SER O QUE SOMOS VERDADEIRAMENTE.
NOSSA ALMA PODE SE MOSTRAR SEM MÁSCARAS A ELE.

UM AMIGO É AQUELE QUE NOS PEDE QUE NADA ORNEMOS, NÃO SIMULEMOS E SEJAMOS SIMPLESMENTE O QUE SOMOS.
ELE NÃO NOS DESEJA NEM MELHOR NEM PIOR DO QUE SOMOS.

SENTIMOS DIANTE DELE O QUE DEVE SENTIR O PRISIONEIRO QUE ACABA DE SER RECONHECIDO INOCENTE.

É DESNECESSÁRIO, COM ELE, ESTAR PRECAVIDO.
PODEMOS DIZER TUDO QUANTO PENSAMOS, EXPRIMIR TODOS OS NOSSOS SENTIMENTOS.

NADA O SURPREENDE, NADA O OFENDE ENQUANTO FORMOS O QUE NA VERDADE SOMOS.

UM AMIGO COMPREENDE AS CONTRADIÇÕES DA NOSSA NATUREZA, QUE FAZ COM QUE OS OUTROS NOS JULGUEM MAL.
COM ÊLE, RESPIRAMOS LIVREMENTE.

PODEMOS NOS POR À VONTADE, RETIRAR NOSSO CASACO E DESABOTOAR O COLARINHO. CONFESSAR NOSSAS PEQUENINAS VAIDADES, NOSSAS INVEJAS, NOSSOS ÓDIOS E NOSSOS ÍMPETOS DE MÁ INTENÇÃO, NOSSA MESQUINHARIA E NOSSAS PRÁTICAS ABSURDAS.

POR ELE, NUNCA, NADA DO QUE DISSERMOS SERÁ USADO CONTRA NÓS.
A MEDIDA QUE NOS ABRIMOS COM ÊLE, TUDO ISSO SE PERDE, TUDO ISSO SE FUNDE NO OCEANO PURO DA LEALDADE.
(FRANK CRANE)

Para que encontremos alguem assim, antes é preciso que sejamos assim com nós mesmos.

Humor ou gozação? Você acha que existe diferença?

Vejamos.

Muitos anos atrás eu trabalhava em uma grande agência de publicidade. Exercia um cargo bem simples, mas que me permitia transitar com facilidade por toda a agência. Não servia cafezinho, fazia algo mais qualificado, e tinha um contato mais intenso com as pessoas. Sabe-se que neste ramo de atividade a competição é intensa e muitas vezes cruel. O que passo a descrever agora é comum a todos os ramos de atividade, mas vivi isto numa agencia de publicidade.
Pois bem. Extrema habilidade intelectual, talento de bom vendedor, rapidez de raciocínio, excelente cultura pop, criatividade, boa esgrima verbal, paciência, persistência, engolir ranários com sorrisos de felicidade, habilidade política, agressividade bem dirigida, extrema competitividade pessoal, bom humor e algo mais que eu tenha esquecido, são ingredientes básicos para um publicitário de sucesso. Quanto maior o salário, mais essas capacidades são decisivas. Esses profissionais da publicidade estão no ambiente de caça, de guerra, mais precisamente. Sua ferramenta de trabalho é a criatividade intelectual, bom jogo de palavras. Às vezes me pergunto: O que seria da publicidade se não fosse o trocadilho? O humor publicitário que se vê na mídia, além de muito talentoso e engraçado mesmo, é delicado, generoso, muitas vezes até sutil. Claro, tem que ser sedutor, encantar o espectador, sensibilizá-lo e fazê-lo comprar o produto. Na agência, no ambiente de trabalho, muitas vezes acontece o contrário. A disputa de território se dá com requintes de insinuações maldosas, destrutivas, persecutórias… Tudo isso na embalagem da “brincadeira” bem humorada. Não dá pra dizer que alguém está destruindo alguém. Tudo é dito com sorrisos e tapinhas nas costas. Mas é uma sistemática lavagem cerebral. O intuito é sempre minar a paciência e a resistência da vítima até que ela estoure e crie uma situação embaraçosa para si por ter (re)agido com violência. Daí o agressor passa para a confortável posição de vítima. Mas como, no alto da pirâmide salarial, todos tem ranários profissionais na barriga, ninguém nunca estoura. Fica aquela esgrima diária e sem fim, até que as peças do tabuleiro mudem de posição ou um seja eliminado.
O humor que acontece aí, nesse ambiente, para mim não é humor, é gozação. É agressão com sorrisos. É grosseria.
- E aí Zé Mané? Há! ha! ha!
- Gente, esse aqui é o famoso ex tudo!
- Aquele cara é uma figura! (dito com sorriso e cara de pouco caso)
Além dos apelidos depreciativos que exigem grande jogo de cintura de quem os recebe, para aceitá-los e superá-los, quando conseguem. Muitas vezes os gozadores (caçadores) retrucam diante das reclamações: – Puxa, cara, você não tem senso de humor? Precisa ter espírito esportivo.

Nessa empresa, no departamento administrativo trabalhava um sujeito com deficiência física em uma das pernas e não tinha lá o melhor do bom humor. Tinha um complexo de inferioridade bem acentuado, cria-se devido a essa deficiência. Um outro sujeito, um dos mais altos salários da empresa, apenas por maldosa diversão, deu-lhe o apelido de “Mentira”.
As pessoas perguntavam – mas “Mentira ”porque? O cara é mentiroso? – Não, respondia o autor do apelido, é porque tem perna curta.

Para mim esse é o extremo da gozação, da destrutividade e da maldade. É o exercício da maldade atávica, aquela que, sem motivo algum de caça, sai pelo simples impulso automático da maldade.
Não dá pra aceitar o sarcasmo como um tipo de humor. Sarcasmo é a habilidade de usar um jogo de palavras inteligentemente para destruir.
É uma forma requintada de ferir. Tipo arma química da palavra.
Mas que humor é esse a que me refiro?
Mau humor. Bom humor. Diferentes estados de ânimo segundo a psicologia.
Estou falando do humor no sentido da comédia, do ato de fazer rir.
Para mim, o humorista não tem nada a ver com o gozador. muito embora encontremos as duas coisas em uma só pessoa.
O bom humorista faz de si o objeto risível. Não perde tempo “esgrimando” com ninguém, não precisa fazer o outro de palhaço para ser engraçado. ELE TEM A ESTATURA DE CARATER E O TALENTO necessários para fazer de si o palhaço, o risível, sem prejuízo de sua imagem, muito pelo contrário. Ele tem arte e humildade. O humorista é um grande artista, o gozador é um fraco e um covarde.
Vejamos, desta lista, quem você acha que é humorista e quem você acha que é gozador?
Charles Chaplin, O Gordo e o Magro, Gene Wilder, Peter Sellers, Jerry Lewis, Wood Allen, Mazaropi, Chico Anísio, José Vasconcelos. Se você acha que todos são humoristas, acertou. Observe que nenhum destes é imitador.
Má notícia: Estamos na era da gozação. O mundo inteiro hoje (2007), desde a década de 70, vem cultuando cada vez mais as pegadinhas que são a maior instituição da gozação. Tem muito apresentador de televisão que não sobreviveria se deixasse de ser gozador. Simplesmente porque não tem talento para o humor. São gênios da destruição verbal requintada. E o pior: alguns são chamados de humoristas. BUAAAAAAAAA HAHAHAHAHA isso é tragicômico.
Assim como o pior desserviço que a mídia presta não é a banalização do sexo, mas a exclusão do afeto, outro grande mal é o empobrecimento da qualidade do humor e o enriquecimento do culto à gozação. Noves fora: caça em detrimento do amor.

Natal

Hoje, na minha caminhada diária, vi um pássaro que procurava alimento entre arbustos. Impressionante capacidade de movimentos, agilidade, rapidez, percepção aguçada do mundo que o cerca…deve ser legal ser parte da natureza! Invejável liberdade. Hoje é natal. Ele não sabe disso. Será que isso é bom? Ou mal? Será que ele sabe de Jesus? Na verdade, ninguém tem prova da existência de Jesus. A gente resolve acreditar ou não. Mas mesmo que Ele não tenha existido, só a sua mensagem já é suficientemente boa para sobreviver enquanto nós existirmos. Por exemplo: “Amai ao próximo como a ti mesmo”. Sempre que leio essa preciosidade me vem à mente um acréscimo decisivo. Então, humildemente, peço licença para escrevê-lo aqui: AMA-TE A TI MESMO, PARA DEPOIS PODERES AMAR AO PRÓXIMO. Por enquanto estamos DEStratando o próximo como DEStratamos as nós próprios. Tá faltando auto-estima porque tá faltando respeito às limitações, próprias e dos outros. Cada um é como é, e cada um, como é, tem a sua preciosa colaboração a dar à relação. Descubra o que você é para que você queira ser o que você é e não o que te fizeram acreditar que é ou o quê, por ilusão ou ambição, você gostaria de ser. Também não perca tempo tentando ser o que não é só para obter o que o social espera de você ou considera sucesso. Você pode até chegar lá. Mas o árduo custo será necessariamente lesivo à você e aos outros. Você não estará na sua excelência. Como você descobre o que você é? Fazendo o que te dá prazer. Como o pássaro que não sabe que hoje é natal. Você poderá até não “chegar lá” socialmente, mas você chegará à sua excelência pessoal. Nesse caso, o árduo custo não será lesivo nem a você e nem a outros. Eu não estou dizendo que assim você não será maltratado, humilhado, desprezado, desacatado, inferiorizado. Eu estou dizendo que você, se tiver plena convicção de que está sendo o que você é, não fará essas coisas COM você. Certamente as pessoas que não são elas próprias farão isso com você, por ignorância, por inveja, por raiva, etc.
Perceba que fica um ciclo vicioso: TODO MUNDO (GENTE) FAZ O QUE TODO MUNDO (MÍDIA) CONVENCIONA QUE É DIGNO E QUEM NÃO FAZ É INDIGNO. ISSO É INDIGNO!
Hoje é Natal. Dia do nascimento de um sujeito que ousou ser ele mesmo. Pagou com a vida, mas morreu feliz. Ainda perdoando os outros. A parte de mim que inveja a liberdade do pássaro, crucifica Jesus. A parte de mim que quer ser feliz usa-o como exemplo. Peraí…o pássaro ou Jesus? Tanto faz…

Caça e Amor

Tudo que tem vida, desde uma célula até um ser humano, têm dois impulsos básicos. Dá pra gente resumir assim:

1 Impulso de caça
que visa apreservação do indivíduo. Este impulso faz o indivíduo se virar para connseguir garantir o alimento e a morada. A sublimação desse impulso é a competitividade.
2 Impulso de amor
que visa a preservação da espécie. Esse impulso faz o indivíduo se virar para procriar dando sequencia à espécie. A sublimação desse impulso é a amizade e o coletivismo.

Se o ser humano não fosse racional, não teriamos problemas de desadaptação ecológica.
É esse dom da racionalidade, mal usado (até agora), que nos tem feito agir com excesso de arrogância sobre a nossa natureza pessoal e, portanto, sobre a natureza do planeta. Por isso digo que não adianta pensarmos em ecologia do planeta antes de resolvermos a ecologia interna do ser humano.
Usando o racional de forma construtiva, não precisariamos nem ser caçadores mas acabamos virando guerreiros. Como faz? Depois de adquirirmos a convicção da inutilidade da caça e da guerra, começa por uma mudança de filosofia empresarial (que é a sede do exercício do pensamento de guerra). Dos dois impulsos básicos, demos muita atenção e vasão ao da caça. Deu no que deu. Que tal começarmos a pensar no impulso do amor como prioridade?
De uma forma sutil isso já está acontecendo. É quando uma empresa pensa na qualidade de vida de seus funcionários. É o amor à serviço da caça. Ainda não é bom mas é melhor. O funcionário mais feliz produz melhor. Mas falta o mais importante: Pensar na relação do produto com o consumidor. Qualidade do produto.
Nesse aspecto ainda estamos no estágio da guerra. Lucro a qualquer custo. Quem age assim, imbecilmente, não percebe que os danos que seu produto causa no consumidor vem bater à porta da sua casa, afetando a sua família, que é por quem êle fez tudo o que fez para vender o seu produto lesivo. É a extrema inteligência tecnológica a serviço do dinheiro a curto prazo e da auto-destruição a médio e longo prazo, ou seja: É burrice! (com todas as minha escusas ao animal burro, que prova ser mais sábio que nós neste aspecto).
Tá faltando o que?
Lembrar do lado AMOR que me compõe na sua forma sublimada do coletivismo. Lembrar que nós somos UMA RELAÇÃO. Perceber e agir segundo o fato que, antes de sermos indivíduos, somos uma relação muito interdependente que, quer queiramos ou não, somos muito proximos, não importando a distância física. Se alguem não está bem na Sibéria, ou na Nova Zelândia, ou no Paquistão, isso ME afeta diretamente. Em questão de dias, meses ou poucos anos eu sofrerei as consequencias. Assim, se quiser estar bem mesmo e não fingir que estou bem, levantando muros, contratando pelotões de seguranças, etc. eu TENHO que agir. Se eu não ajo, a relação fica mal, que é o que está acontecendo.

Uma base simplificada do comportamento humano

Nós temos alguns dispositivos,impulsos automáticos que acabam “regendo” o nosso comportamento.
Vou usar o termo superego aqui.
Nós temos 3 tipos de superego:

1 Superego de Defesa
É o que faz você, por exemplo, frear o carro instintivamente quando ve um perigo iminente à frente.

2 Superego Repressor
São as restrições individuais para o bem do convívio social, por exemplo o Código Civíl, as regras de etiqueta e de comportamento tribal. Por exemplo, você evita falar ou cantar em voz alta no elevador lotado para não incomodar as demais pessoas

3 Excesso de Superego Repressor
É quando você restringe desnecessáriamente o seu comportamento individual sozinho ou na coletividade por achar erroneamente que aquilo é inconveniente, desapropriado, inoportuno, errado, etc. Por exemplo, você está sozinho na sua casa, os vizinhos estão muito distantes, você sente vontade de cantar ou declamar uma poesia em voz alta e não o faz por vergonha e/ ou timidez.

Vamos a alguns fatores que contribuem para a formação e solidifcação do Excesso De Superego Repressor:

Cultura de um povo ou país que favorece a coletividade em detrimento do indivíduo.
Por exemplo a cultura japonesa, que do nosso ponto de vista (Brasil) é muito repressora em relação ao indivíduo. Uma grande rigidez comportamental é imposta ao cidadão japonês.
Lembremos o sucesso que faz o karaokê naquele país. Foi lá que começou a “febre” graças a globalização. Eles têm muito mais necessidade de expressão, de liberação dos sentimentos e emoções guardados e reprimidos do que nós. Eles exportaram tecnologia gerada à base de trabalho quase escravo e importaram liberação comportamental. Eles sempre tiveram a noção de: SE AGIRMOS COMO UMA RELAÇÃO SEREMOS MAIS FORTES. Brilhante, não? Só esqueceram que um grupo sólido tem que ser composto de indivíduos que precisam estar felizes. Senão, num contato mais próximo com outra cultura, a chance de absorção de hábitos é grande, colocando em risco os princípios da cultura original, que foi o que aconteceu. Mas sabemos que não foi o desejo de amor e nem de felicidade que moveram o Japão do pos guerra. Conclusão: Não adianta favorecer a relação em detrimento do indivíduo. Muito menos com intuito de guerra.

Educação familiar que desconsidera a vocação filosófica, religiosa e profissional dos filhos.

Daria pra dizer que este é um dos berços da hipocrisia. Eu finjo que não te vejo como você é e você finje que não é o que é só para vivermos em paz.
Da pra ter paz interior assim?
Pergunta idiota: Será que não vamos criando um ódio oculto pelo outro por ele conceder na hipocrisia e por mim mesmo por aceitar a mentira?
Será que não é isso que vai fazendo com que o respeito vá indo por água abaixo sem que se perceba como começou?
Essa desconsideração é uma das causadoras da baixa auto estima, óbvio.
O filho tem certeza de que o que ele é, não serve ou não presta.
Essa sensação de inferioridade aliada à exigência de sucesso, causa a criação de um personagem. Certo de que em estado original o sujeito é um inútil, ele cria um personagem para ser aceito. NÓS PRECISAMOS VIVER A RELAÇÃO. Como esse personagem é falso e passível de ser descoberto a insegurança é grande. Para compensar essa insegurança o cara providencia um soldado e cria a arrogância, e como mostrar arrogância pega mal, ele teme situações públicas e torna-se tímido.
Tudo isso só pra ser aceito, já que em estado original não serve.

até já

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